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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 26 de julho de 2026

A escrita sem esforço.

  

A decadência da leitura não acontece sozinha. A escrita também está ameaçada. E uma coisa tem muito a ver com a outra. A principal característica da sociedade pós-letrada é a perda do discernimento porque essa é a habilidade que a IA destrói.

Na era digital, o visual e o oral prevalecem como meio de aquisição de conhecimento, escanteando a linguagem escrita que, por natureza, exige mais repertório e raciocínio. Talvez haja alguma vantagem ainda desconhecida nesse novo modo de aprender, mas está difícil enxergá-la.

Desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, triplicou o número de livros à venda na Amazon. Isso não significa alta qualidade nas obras ofertadas. Pense ainda na quantidade inútil de áudios de WhatsApp que são ouvidos ou transcritos, porque suas mãos andam ocupadas ou obsoletas demais. 

De forma muito estranha, estão criando novas bibliotecas artificias que ninguém lerá. Nesse triste aspecto, nossa sociedade já é uma distopia. Dificuldades crescentes de interpretação estão presentes até entre estudantes de renomadas universidades.

Enfim, ler e escrever transformou nossa civilização e nossa consciência profundamente. O declínio da escrita e da leitura já traz mudanças ruins da mesma magnitude.