O uso da política comercial como instrumento de coerção parece que veio para ficar. Porém, ele está se tornando mais seletivo e deliberado, conforme os efeitos causados nas vítimas. Felizmente, o Governo brasileiro não se curvou. A ideia era coagir, intimidar e diminuir o país, e continuará contundente.
Trump insiste a todo vapor com sua guerra tarifária, mas até agora são poucos os resultados. Ele anunciou alguns investimentos, mas sua indústria não vive um boom. O déficit do país praticamente não mudou nada. Os EUA são um país de alta renda que dependem muito de impostos sobre importações para arrecadar receitas. As tarifas geraram alguma arrecadação (5% ou US$ 24 bilhões), com a Suprema Corte por lá considerando parte delas ilegal, como de fato é.
Também a opinião pública continua cética: cerca de 06 em cada 10 norte-americanos não confiam em suas decisões em matéria de política comercial. Por aqui a incredulidade é ainda maior!
Enfim, o presidente está tentando
prejudicar outros países dando um soco no rosto dos próprios americanos. O poder
de intimidação não surtiu muito efeito, mas ele continuará tentando até as
urnas darem um "Basta!". Nem todos estão se dobrando às suas chantagens, e nem
precisa. Muitos dos seus anúncios jamais se concretizaram. Afinal, Trump mais
se parece com um avô resmungão, sacudindo o punho para as nuvens. Tomara que em breve, nem isso!