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Bom Jesus da Lapa, Bahia, Brazil
Professor, pedagogo e especialista em psicopedagogia. O psicopedagogo é um profissional envolvido com o processo de aprendizagem humana e congrega conhecimentos de diversas áreas para potencializá-lo perante as adversidades encontradas ou criadas.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Cabeça e o Comportamento Político da Juventude Brasileira

Ø  Mais de 50% deles encontram-se entre os eleitores indecisos ou que pretendem anular o voto;
Ø  Eles têm entre 16 e 33 anos (a juventude brasileira), representam um terço do eleitorado (33% ou pouco mais de 45 milhões de pessoas), são mais informados que seus pais, influenciam no voto da família e podem decidir a eleição (peso decisivo);
Ø  Como funciona a cabeça política do jovem brasileiro? Quais são suas demandas? De que maneira ela pode influenciar na corrida eleitoral?
- Essa turma, por ser mais informada do que seus pais e levar dinheiro para dentro de casa, contribui para o aumento da renda, forma opinião, influencia no voto da família e pode até decidir a eleição;
- 72% desses brasileiros consideram ter melhorado de vida. Milhões de jovens brasileiros deixaram para trás a pobreza, conseguiram estudar e abriram seu próprio negócio;
- Essa juventude entre 16 e 33 anos indica querer mais: eles querem serviços públicos de mais qualidade, maior conectividade, acessos livres a banda larga e a tecnologia de ponta. E não abrem mão da manutenção do poder de compra.
- Recados importantes à classe política: ao mesmo tempo que 92% acreditam na própria capacidade de mudar o mundo, 70% botam fé de que o voto possa transformar o País e 80% reconhecem o papel determinante da política no cotidiano brasileiro.
- Para os jovens, as agremiações partidárias e os governantes não falam a linguagem deles: os políticos são analógicos e a juventude digital.
- Geração D (de Digital), é uma alusão à juventude conectada. Nascidos totalmente integrados à tecnologia digital, sob os ventos favoráveis da estabilidade econômica, da democracia e com menos privações que a geração anterior, esses jovens foram os grandes protagonistas das manifestações de junho de 2013, quando milhões de pessoas de todo o País foram às ruas para cobrar mudanças na política brasileira. De lá para cá, a onda de indignação, revolta e envolvimento dos jovens na vida política só cresceu. Chamados a dialogar, eles foram instados a ter opiniões.
- Os jovens sempre tiveram opiniões. Muitas e excelentes opiniões, diga-se de passagem. Mas, nem sempre, foram criados espaços democráticos para ouvi-las. Então eles forçaram uma abertura democrática – as manifestações de rua em junho de 2013. A diferença crucial agora é que o que eles dizem tem muito mais peso. Eles são ouvidos e exercem influência sobre a família: hoje, as decisões familiares são compartilhadas. Inclusive as decisões políticas.
- A internet ampliou o repertório, as redes de relacionamento e as possibilidades de ascensão social dessa geração. A internet e as redes sociais viraram palco dos novos debates políticos – a maior parte deles travada por jovens. O que rola na rede é disseminado em casa por meio da juventude conectada. Logo, não há como discutir o processo eleitoral sem falar dos jovens – que estão olhando para frente, não para trás.
- O aperfeiçoamento da democracia passa pelo fortalecimento das organizações partidárias. O problema é que algumas legendas têm dificuldade em dialogar com os jovens. Eu sou apaixonado por política, e não só sei, como tenho certeza da capacidade transformadora do jovem. Sou do grupo de jovens que acredita na importância do voto para a mudança dos rumos do País.
- Ao menos em casa, a juventude já ajuda a transformar a vida de seus pais, contribuindo no orçamento doméstico. Hoje, de cada R$ 100 que um pai da classe alta injeta na economia do lar, o filho jovem coloca R$ 57. Na classe C, também a cada R$ 100, o filho investe R$ 96. O fato de os jovens participarem ativamente no orçamento familiar deu a eles a condição de ser um dos interlocutores da família.
- 92% dos jovens brasileiros acreditam na capacidade da juventude de mudar o mundo. Como nos consultam para adquirir ou pesquisar sobre um determinado produto, a família também nos procura para saber de política, economia e outras notícias.
- Os políticos não falam a língua dos jovens. Os partidos políticos e os governantes não sabem ao certo dialogar com a juventude digital. E os jovens serão decisivos na eleição de outubro, pois, além de votarem, ainda formam opinião em casa.
- Os jovens dessa geração digital são de 18 a 33 anos, uma mistura das gerações Y e X (nascidos entre 1980 e hoje) e predominantemente de classe C. Gastam R$ 200 bilhões por ano. De cada R$ 100 que um pai de classe alta injeta na economia do lar, o filho jovem coloca R$ 57. Na classe C, o filho coloca R$ 96. É por isso que os filhos influenciam mais a economia doméstica. Além disso, eles são mais escolarizados que os pais e mais conectados.
- Como os jovens decidem mais sobre as coisas dentro de casa, eles são os novos formadores de opinião. Isso vale tanto para a compra de um produto quanto para a decisão de voto familiar. Não há como discutir o processo eleitoral sem falar da juventude. Os jovens olham para a frente; são eles que vão ajudar a decidir as eleições este ano.
- Os jovens não aceitam mais uma classe política que não os representa. Eles querem ser protagonistas da própria história. Essa geração não aceita hierarquias, censura e tampouco tentativas de silenciá-los.
- Por serem mais escolarizados e conectados que os pais, eles são mais críticos com a real situação do País. Eles não enxergam na classe política a solução para um futuro melhor.
- O apoderamento dos jovens é explicado por diversos fatores:
1. Além de ter mais acesso à informação (93% dos jovens são conectados), a juventude digital é muito mais escolarizada que os pais;
2. Quanto a educação nos lares brasileiros, salta aos olhos a evolução educacional dos filhos da classe C (54% dos brasileiros). Nesse estrato da sociedade, 7 em cada 10 jovens estudaram mais que seus pais.
3. Neste mundo de interatividade, a enorme capacidade da juventude de assimilar as transformações tecnológicas interfere em como esses jovens agem, pensam e levam o seu ritmo de vida. Os jovens querem um Estado forte e que ofereça serviço público gratuito de qualidade. Essa juventude quebra a lógica política tradicional, ideológica, principalmente porque os jovens dessa geração utilizam-se de uma régua muito mais rigorosa para medir a qualidade do serviço público do que os pais.
4. Do ponto de vista comportamental, os jovens da Geração D são ambiciosos, impulsivos e ousados. Contestadores, eles não querem saber de censura. Impactados pelo sucesso dos programas de distribuição de renda, redução da pobreza e pleno emprego, eles, agora, querem muito mais dos políticos. A segurança aparece em primeiro lugar entre os problemas que mais preocupam os jovens, seguido por políticas públicas para a juventude e a inflação do cotidiano. 

5. O pessoal fica falando da ausência de médico na periferia, mas faltam professores, bolsas de estudo e publicidade para informar a população sobre os projetos. Os jovens querem saber do futuro, rebeldes conectados e formadores de opinião em casa. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ainda acredito no PT

Nenhum outro governo fez tanto pela população mais carente como vem trabalhando o PT. Antigamente, a seca aqui no Nordeste era tratada com caminhão pipa, medida paliativa para a troca por voto. Atualmente, o PT a combateu com o sistema de cisternas e caixas d'água, em que a família tem autonomia porque a água é armazenada no próprio quintal de casa. 

O Órgão das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura citou o Brasil como sendo um dos países que conseguiram reduzir pela metade o número de pessoas que passam fome. Tempos atrás tínhamos 14,8% da população brasileira em situação de penúria. Atualmente, apenas 1,7% (3,4 milhões). Isso, ressaltando que a população do país cresceu durante esse período. E por que se deu essa queda? Por causa da eficiência dos programas de combate à fome. Alguém se lembra do tão criticado programa “Fome Zero” implantado durante o Governo Lula? Eu lembro, pois vesti a camisa.

A Classe C, nova classe média do Brasil, cresceu de forma fantástica. É gente que colocou cerâmica na casa, arrumou a vida, tem outra perspectiva de mundo. Nessas roças aí, incrível quanta gente comprou sua moto, deu uma arrumada na vida. O mercado de trabalho nunca esteve tão promissor, e o empreendedorismo vem ganhado proporções incríveis. É o tão criticado Bolsa Família, pago a 13.963.137 pessoas. O número de pessoas que saíram da linha de pobreza, graças ao “Bolsa Família”, foi de 36 milhões. Os gastos com o programa em 2013 foram de R$ 24,89 bilhões (desde 2004, o valor gasto cresceu em média +23% ao ano). Só o futuro esclarecerá melhor aos desinformados que esses programas alimentados pelo PT vêm dando autonomia e liberdade ao nosso povo. 

Já o Crime contra a Democracia... A velha prática da venda e da compra de votos, é uma prática injusta e cruel de responsabilidade de todos os partidos (dizer que o PT é corrupto é generalizar uma culpa de alguns para todo o partido, quando na verdade somos culpados todos nós). Hoje, a Justiça Eleitoral tem 10.530 processos que questionam na Justiça candidatos e prefeitos eleitos em 2012. Em 1.206 deles, a acusação principal é a compra de votos - os eleitos teriam oferecido algum bem aos eleitores. 166 prefeitos tiveram seus mandatos cassados. Além de dinheiro, os bens e serviços oferecidos aos eleitores por candidatos corruptos são: laqueaduras, implante dentário e material de construção. 

Seu voto tem preço? O meu, não! Nem dinheiro, nem mercadoria, nem favor, nem qualquer tipo de vantagem. Eu quero é que prometam coisas do dever público – que prometa e cumpra! Nada mais!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Do Secreto ao Escancarado...

Não concordo que antigamente as coisas eram melhores. No tempo dos nossos avós a sexualidade era reprimida, carregada de tabus e cheia de medos e recalques. Acho muito triste a história da minha mãe: casou nova, virgem, com 14 anos, inocente, quase não namorou, não conheceu bem seu próprio corpo nem o corpo do meu pai para saber se estava realmente feliz com ele. Esse discurso de que antigamente era melhor é puro moralismo.

Mas, também não concordo que hoje as coisas estejam melhores. As meninas e os meninos deixaram as brincadeiras de infância e adolescência de lado e passaram a brincar de fazer sexo. Antes se brincava de casinha, comidinha e família. Hoje, os próprios adolescentes se tornaram os personagens reais do que era para ser suas simples brincadeiras. São crianças tentando viver como gente grande. Só tentando...

Uma das maiores influências veio dos Meios de Comunicação de Massa, como a TV, a Internet e os sofisticados celulares. Essas novas ferramentas têm o poder de informar, mas também o de invadir nossa privacidade, escancarar as intimidades e banalizar o corpo.

Então saímos do fundo de um poço e entramos n'outro: do secreto para o escancarado. Sexo não é motivo de repressão, mas também não é uma simples brincadeira. Sexo são tempos de preparação, descobertas e prazeres com responsabilidade. Acontece que muitas músicas, programas televisivos e sites da Internet não falam dessa forma.


Se antigamente não era tão bom e atualmente estamos cheios de problemas, como a gravidez desplanejada, a banalização do corpo e as DST’s, então é hora de deixar os extremos do Secreto e do Escancarado de lado e ir pelo caminho do meio: o Equilíbrio Responsável.

O Império Atual na Música Brasileira

Vale ressaltar que antes dos europeus e dos africanos aqui chegarem, o “desconhecido Brasil” era habitado por índios que tinham interessantes hábitos musicais. Em festas ou em rituais, os primeiros povos faziam música. Particularmente, acho lindo o som da flauta, do tambor e do chocalho. Mas, historicamente é pouco valorizado, porque a música indígena só é lembrada nas datas comemorativas do folclore. Mas isso tem uma razão de ser: nossos primeiros professores de música foram padres jesuítas que trouxeram aqueles cantos catedráticos e carregados de apelação psicológica para catequizar os índios e fazê-los fiéis. Foi imposta a musica instrumental, harmônica e a literatura musical.

Não existe uma democratização da música brasileira. Por mais eclética que ela seja, os meios de comunicação de massa impõem determinados estilos musicais aos ouvintes. Internacionalmente somos conhecidos como o país do samba, mas o samba e o funk do Rio de Janeiro por influência da mídia carioca. É comum vê em certas emissoras de televisão o lançamento de músicas subordinadas a temas de novelas ou empresários que pagam programas de televisão para lançar modinhas de cantores, a fim de vender discos e satisfazer os interesses das gravadoras. A música brasileira está subordinada ao mercado.

A música africana aqui na Bahia, por exemplo, foi absorvida pelo carnaval. Não no sentido de criticar preconceitos, conscientizar as pessoas com letras educativas ou falar sobre nossas raízes. O ritmo africano foi transformado em pretexto de ostentação material e forte conotação sexual.

Há uma nítida separação entre música dita “erudita” e música popular. Se for verdade a separação de classes na música, entre um estilo dito refinado e outro de mau gosto, também é verdade que a música brasileira ganhou uma conotação sexual muito grande. Somos expostos a letras maliciosas que começam falando de decepções amorosas e terminam induzindo ao sexo, às drogas, às bebedeiras e à violência.


Diante de tudo isso a respeito do gosto musical, fica difícil acreditar nessa tal “independência brasileira”. O próprio país ridiculariza seu povo ao submeter-lhe e impor-lhe ritmos e letras anacrônicos. Como se não bastasse, ainda absorvemos o Rock e os estilos internacionais distantes da nossa cultura. Vale lembrar que as óperas são de origem italiana e francesa, o bolero é de origem espanhola, as valsas e polcas, alemãs, e o jazz, norte americano. Mas, nem tudo está perdido. Muitas comunidades de raízes ainda criam suas próprias músicas. Talvez o erro não esteja em absorver algum estilo ou ritmo diferente, mas o acerto maior é usar a música para expressar o que realmente é nosso.

terça-feira, 24 de junho de 2014

BASTIDORES DA COPA: O Frustrado Espetáculo Neuro-Futebolístico?

O Coração do Apocalipse: consertar máquinas e homens! Cegos voltarão a ver, surdos ouvirão, membros serão devolvidos a amputados. A vida de pessoas vai se transformar, algumas poucas (dos ricos) da água para o vinho. Elysium. 

A descoberta de uma conexão melhor entre gente e máquina promete para o futuro uma imensa revolução, e não só para a medicina. Ainda mais na era digital, em que tudo aquilo que pode ser digitalizado pode também ser distribuído, arquivado e compartilhado.

Coisas extraordinárias serão simples e possíveis:
- poderes telepáticos (na realidade e-mails operados com a mente);
- gravação de sonhos;
- edição de memórias.
- E mais...





Uma interface permitirá a uma pessoa transformar-se em uma máquina e operá-la com a naturalidade de quem comanda o próprio corpo. Uma pessoa pode ser um tatu gigante de 200 metros e garras de aço, pronto para escavar um túnel. Ou um imenso navio de carga com braços mais fortes que guindastes, carregando containers de um lado para o outro como quem rearranja almofadas.  Você pode ser o camisa 10 da Seleção, num estádio lotado, com chute potente e impulsão felina, num videogame de carne e osso. Ou um soldado invencível, numa guerra de verdade.

Você, mentira. Não será você. Serão os governos, os empresários e os ricos. Você continuará sendo um apertador de parafusos.

Seria irônico se não fosse contraditório falar de interface num país onde se formam filas quilométricas e inúteis nas portas dos hospitais públicos. E a coisa ainda fica de mal a pior quando olhamos para o sistema de educação, onde só se faz ciência com despachante. O Brasil ainda está procurando um jeito de conseguir bolsas no exterior para seus alunos e ainda quer dá ao globo uma lição e um exemplo de ciência?


terça-feira, 17 de junho de 2014

Na Câmara de Nitrogênio...




quinta-feira, 24 de abril de 2014

Temas Pertinentes 2014

Atualidades: os fatos que marcaram 2013 e respingaram em 2014


Estreou no dia 11/04/2014 minha primeira aula de Geografia no cursinho “FC Concursos”: ENEM + Vestibulares. O tema foi “Atualidades: os fatos que marcaram 2013 e respingaram em 2014”. O objetivo foi o de alertar os vestibulandos e “concurseiros” para os principais temas que poderão aparecer nas provas, quer como questões ou como proposta de redação.  Confira-os, abaixo:

Brasil:
ü  A condição do negro no Brasil (no futebol);
ü  Machismo;
ü  Revisão da Lei da Anistia;
ü  Comissão da Verdade;
ü  Brasil de cabelos brancos: aumenta a população idosa no país (e outros dados do IDH);
ü  50 anos do golpe de 1964;
ü  Porto de Cuba financiado pelo Brasil;
ü  Rodovia Transamazônica;
ü  Pré-Sal & Petrobras;
ü  Migrações: Emigração/Imigração;
ü  Sistema Penitenciário Brasileiro;
ü  Liberação da maconha;
ü  Matriz Energética Brasileira;
ü  A luta pela água;
ü  Casamento Gay;
ü  MERCOSUL bolivariano;
ü  Copa do Mundo;
ü  Turismo no Brasil;
ü  Petrobrás;
ü  Índios;
ü  Meio Ambiente e desenvolvimento econômico sustentável;
ü  Agricultura;
ü  As cidades: Brasil urbano;
ü  Transporte público;
ü  O grito nas ruas: as manifestações que mexeram (e estão mexendo) com o Brasil (os black blocs);
ü  O papel da Polícia Militar nas manifestações;
ü  A prisão dos mensaleiros;
ü  Reforma Agrária;
ü  A prosperidade da nova Classe Média;
ü  O novo papel da mulher na nova sociedade;
ü  Direitos animais;
ü  Ciência sem Fronteiras;
ü  Meios de comunicação, liberdade de expressão e censura;
ü  Redes Sociais e terroristas digitais;
ü  O quadro educacional brasileiro;
ü  Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade & Tráfico Humano” (o trabalho escravo, a exploração sexual, o tráfico de crianças e a venda de órgãos);
ü  Eleições no Brasil;
ü  A polêmica do “rolezinho”;
ü  O programa “Mais Médicos”;
ü  A luta contra o câncer.

Mundo:
ü  Memórias & Histórias: Nelson Mandela, Hugo Chávez e Margaret Thatcher;
ü  Irã: Energia Nuclear e segurança do planeta;
ü  Matriz Energética Mundial;
ü  Aquecimento Global (e as consequências para o Brasil);
ü  Espionagem norte-americana;
ü  A renúncia de Bento XVI e a chegada de Francisco: enfrentamento de temas polêmicos pela igreja:
- Possibilidade de comunhão para os divorciados que se casaram de novo;
- A união dos homossexuais;
- E os cargos que as mulheres poderão ocupar dentro da Igreja.
ü  Migrações: Emigração/Imigração no mundo;
ü  Conflitos na Ucrânia;
ü  Conflitos na Venezuela;
ü  II Guerra Mundial e os seus reflexos no mundo contemporâneo;
ü  Os conflitos que assolam o Oriente Médio;
ü  Primavera Árabe (que em 2010 apeou do poder vários déspotas do Oriente Médio);
ü  Energia limpa e barata para a humanidade: fabricação de carros elétricos;
ü  Colonização do espaço: privatização das missões espaciais;
ü  Conflitos entre Palestinos e Israelenses;
ü  Conflitos no Egito e na Síria;
ü  Coreia do Norte &/X Coreia do Sul.

CONCLUSÃO: Refletir sobre os fatos que marcaram o (in)consciente do coletivo social é de extrema importância para afugentar os fantasmas da memória e encarar a vida com mais lucidez (pelo menos é o que diz a Psicologia). Não podemos nos afogar no sombrio regime de exceção de direitos, muito menos nos entregar passivos e coniventes às barbaridades humanas. Revisão e reminiscências são importantes, sim! O sentimento geral da Nação (e do mundo) ou o “inconsciente coletivo” seja lá como queiram chamá-lo, anseia lucidez e justiça. Não existem razões para deixar varrida debaixo do tapete tanta sujeira. É preciso passar pelo processo de depuração dos episódios e emergir bem melhor deles. Vivemos novos tempos em que o arbítrio não é tolerável. Uma das qualidades deste momento é a de ser favorável a exames de consciência, útil exercício recomendável a todos, sem proveito da transparência e lisura de atos dos que detêm o poder. Entrem nessa cruzada pela verdade. Nada de extremos: nem abusos, nem inércia. Devemos caminhar no (e para) o equilíbrio. Refletindo o passado temos a chance de evitar a repetição dos mesmos erros. Temos maior chance de consolidar a nossa condição de sociedade politicamente justa, democrática e resolvida com as nossas memórias. Chega! As violações não podem mais ser classificadas como meros acidentes de percurso, consequência de equívocos. Os fatos sociais não podem ser confundidos com os fatos naturais, nem vice-versa. O que acontece com a sociedade, e todos que vivem nela, são de responsabilidade humana. Boa parte, práticas cruéis, abomináveis, inafiançáveis e imprescritíveis que assaltam a liberdade da maioria desvalida. Por isso mesmo, a conveniência do esquecimento não pode se sobrepor à satisfação histórica que milhares de famílias vítimas do sistema merecem receber. Sim, retrospectiva e inovação! 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

AIDS

Se tem festa, festaço ou festinha... Tem que ter camisinha!!!

Meio milhão de brasileiros são atingidos pela Aids. 150 mil deles podem ter a doença, e o pior, eles nem sabem disso (a estimativa é do Ministério da Saúde)! 

No mundo, 300 mil crianças nascem a cada ano com o vírus. 

Tem aumentado a contaminação por HIV entre adolescentes (jovens de 15 a 24 anos de idade). Só neste grupo da população, em 08 anos (de 2005 a 2013), foram 29.731 casos da doença. Também foi constatado que nessa faixa etária, 1/3 dos jovens não usa camisinha (34,1% dos jovens brasileiros).

Especialistas dizem que há entre os jovens (que estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo) uma sensação completamente equivocada de que a Aids é uma doença controlada e de que não há risco de contrair o vírus. O que é um ledo engano.


Ø  Novidades na luta contra o HIV: descoberta médica mais importante das últimas décadas.
1.      A técnica de expulsão do vírus do corpo humano;
2.      Pessoas que desenvolveram resistência ao HIV;
3.      O vírus que desapareceu do organismo;
4.      Um remédio que está sendo testado em humanos, com resultados excelentes (AZT, Lavimudina, Nevirapina, Vorinostat).
Ø  Não é uma vacina, mas uma técnica de desinfecção.
Ø  A expulsão do vírus, o tratamento ultraprecoce, as vacinas e os transplantes não são as únicas frentes de pesquisa contra o HIV. E a modificação genética do corpo humano para torna-lo resistente ao vírus.
Ø  Os primeiros curados:
1.      Paciente de Berlim: Portadores da proteína CCR5 (sem essa proteína, o vírus da Aids não consegue entrar nas células);
2.      Controladores de Elite: são resistentes, pois são infectados pelo vírus, mas não desenvolvem Aids.
3.      Bebê de Mississipi: tratamento o mais cedo possível, ultraprecoce.
4.      Reengenharia Genética: usando técnicas de manipulação genética das células do paciente, alteram-se essas células para produzirem uma versão deficiente da proteína CCRs, essencial para o vírus da Aids.

“Talvez seja possível estender os limites do corpo humano – e, com uma pequena ajuda, torná-lo capaz de vencer a Aids. Talvez drogas que expulsam o vírus de seus reservatórios funcionem cada vez melhor, e se tornem lugar-comum daqui a alguns anos. Talvez os tratamentos ultraprecoces livrem milhões de pessoas do vírus. Mas notícias promissoras não significam que devamos baixar a guarda. Pelo contrário. A prevenção e o sexo seguro (com camisinha) continuam sendo essenciais. Para de fato vencer a Aids, a humanidade terá de apelar para as armas mais poderosas que existem: a inteligência e o bom senso. Afinal, se o vírus pode evoluir, nós também”.





domingo, 20 de abril de 2014

CHOCOLATE

Pode ou não pode comer sem culpa?


v  Doce constatação científica: além de gostoso, o chocolate (e também o café e o vinho) torna a vida mais longa e saudável. Quanto mais amargo, menor o valor calórico e maior a concentração de substâncias benéficas à saúde. Como tudo na vida, nada de excesso nem falta. Saudável é sinônimo de moderação.
v  O aspecto positivo à saúde proporcionado pelo chocolate são os compostos fenólicos encontrados no cacau, mas também num bom vinho, numa xícara de café fresquinho, num prato de feijão fumegante, nas sementes e na casca de frutos e vegetais ou num filete de azeite extravirgem.

v  Vejamos as utilidades dos compostos fenólicos e flavonoides:
- participam da fotossíntese, dão cor às plantas e protegem contra agressões externas;
- seus flavonoides combatem problemas cardiovasculares (os flavonoides atuam diretamente nos mecanismos do sistema cardiovascular). Comer 63 gramas de chocolate por semana (o equivalente a quatro bombons pequenos) resulta em queda de 20% nas taxas de derrame. Tais resultados podem ser comparados às benesses do exercício físico para o organismo;
- tem poder antioxidante, que combate o envelhecimento;
- reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL);
- possui ação anti-inflamatória e preserva os vasos sanguíneos, mantendo a saúde da parede de veias e artérias.
v  Veja a conservação dos compostos fenólicos na hora de preparar os alimentos: crus (100%); cozidos no vapor, refogados ou assados (40%); fritos (30%).
v  Com tais características, o chocolate pode ser um ótimo aliado na prevenção das mais diversas condições. Do diabetes à perda de memória, do câncer à manutenção do peso, dos sintomas da menopausa ao envelhecimento da pele. Cai por terra, portanto, o mito de que chocolate dá espinhas. Isso tudo, é claro, se for consumido com parcimônia. Pois chocolate não deixa de ser alimento supercalórico.
v  Os nutricionistas costumam dizer que 20 gramas de chocolate por dia (ou uma barra pequena) é o suficiente, sem que haja um aumento significativo no total calórico da dieta. 10 gramas diários podem ajudar a circulação sanguínea. Um tablete desse tipo com 45 gramas (ou seja, acima de 65% na concentração de cacau) possui, em média, 54 miligramas de flavonoides. Na versão ao leite (em média, 25% de cacau), essa quantidade chega a, no máximo, 13 miligramas.
v  O que se tem por certo é que, quanto maior for a concentração de cacau, maior será a quantidade de flavonoides. Ou seja, o chocolate ideal é o mais amargo. E o que dizer do chocolate branco, em cuja formulação não entra cacau? Ele só engorda. Pronto.

v  Os estudiosos conseguiram demonstrar que por trás dos benefícios de uma alimentação rica em frutas, vegetais, azeite extravirgem e vinho estavam os flavonoides. A máxima do grego Hipócrates, escrita no século V a.C., “faça do alimento o seu medicamento”, nunca foi tão atual. 


domingo, 13 de abril de 2014

O Amor pode ter Cura

Ué, e desde quando ele é uma doença?


Desde quando ele causa dor, sofrimento, dependência e outras reações que levam o indivíduo à submissão. Aí para se livrar de tamanha dor da decepção, você iria até à farmácia, compraria a pílula antiamor e pronto! Está curado. 


O Amor que é Doença (explica a Psiquiatria):

- Há um tipo de amor considerado patológico pela medicina.
- Ele é definido como o comportamento de prestar cuidados e atenção ao parceiro de maneira repetitiva e sem controle, em detrimento dos interesses próprios.
- São pessoas que podem deixar de estudar e trabalhar para dar atenção ao outro, por exemplo.
- É mais comum entre as mulheres e tem entre suas causas o tipo de vínculo feito na infância com o primeiro cuidador: “Ele seria repetido no relacionamento amoroso adulto e é aquele em que a criança nunca sabe se poderá contar com o afeto. Ela se torna insegura, com ansiedade de separação e medo de perder afeto nas relações adultas”.
- Também está relacionado à baixa autoestima. O amor patológico acontece com quem não se ama, quem não consegue gostar mais de si do que do outro.
- O tratamento é a terapia. Pode ser usada a análise psicodramática, em sessões de grupo realizadas de 16 a 20 semanas. Também é feito atendimento individual e em grupo. E, quando preciso, usa-se medicação para tratar doenças associadas, como a depressão.
- A cura, que nesse caso é a libertação da obsessão, é alcançada.


 Duas maneiras de olhar o Amor: a “convencional” e a “científica”.

01. Convencional: o tema é visto sob uma perspectiva filosófica e literária. Existe o amor de Platão, de Shakespeare. Fala-se aqui do ideal, do sentimento arrebatador, que nasce sem muita explicação e gera histórias inesquecíveis.
02. Científica: Nesse caso, não há espaço para romantismo. A emoção seria produto de respostas fisiológicas desencadeadas no cérebro a partir de um estímulo. Sua geração faria parte do arcabouço de emoções que a espécie humana desenvolveu ao longo de sua evolução com o objetivo de garantir sua sobrevivência. O medo, por exemplo, nos ajudou a ter reações de fuga diante de predadores. O amor, por sua vez, foi o sentimento que garantiu a continuidade da reprodução da espécie. Bem, é por aqui que hoje, defendem os cientistas, é possível interferir nas etapas desse processo com a finalidade de interrompê-lo. A “neurociência do amor” está nos apresentando um entendimento novo do amor.
- Portanto, se pensarmos que o amor é algo que emerge da química cerebral, começa a fazer sentido falar em cura. Daí os tratamentos para esse sentimento.

As três fases do amor no consenso científico:

01. Luxúria (caracterizada pelo Desejo Sexual): a
02. Atração (junto com a Luxúria, as duas formam a Paixão): a
LUXÚRIA + ATRAÇÃO = PAIXÃO
- Elas são associadas aos hormônios estrogênio e testosterona – responsáveis, respectivamente, pelas características femininas e masculinas.
- Também há o foco no objeto da paixão, podendo ocorrer inclusive pensamentos obsessivos a ser respeito.
- Os apaixonados e os pacientes que sofrem de Transtorno Obsessivo Compulsivo dividem um mesmo tipo de pensamento. Os primeiros são focados nos parceiros, e os segundos, em suas obsessões.
03. Vínculo: Trata-se aqui do sentimento a longo prazo, sem o impulso da paixão, marcado por sensação de segurança e de proteção ao parceiro. Nessa fase agem duas substâncias: a ocitocina e a vasopressina.

A Química do Amor (a Neurofisiologia do Amor):
01.  Serotonina (é uma substância cerebral relacionada à regulação do humor – quanto menos serotonina, mais obsessão e desequilíbrio):
- Tanto apaixonados quanto pacientes que portam o Transtorno Obsessivo Compulsivo têm baixa quantidade ou pouca disposição de serotonina;
- Os amantes que manifestam obsessão pelo parceiro têm baixa disposição de serotonina. Quando o nível da substância sobe, eles não manifestam mais obsessão pelo parceiro.

02.  Dopamina (é o composto químico da alegria):
- A estrutura cerebral acionada na produção de serotonina é a região cerebral que compõe o sistema de recompensa do cérebro. Ele é ativado quando se vive algo que dá prazer. Ao entrar em ação, há a liberação de dopamina – a base química que está por trás da alegria que sentimos quando desfrutamos de uma situação prazerosa.
- Acontece que esse sistema é o mesmo acionado nos casos de dependência, como a de drogas ou de álcool. No caso do amor, a recompensa é o prazer proporcionado pelo parceiro. Isso explica porque existe quem vicia em drogas, quem vicia em álcool e quem se vicia no parceiro.
- É por essa razão que há o entendimento de que o amor pode se tornar um vício. Qualquer substância, comportamento ou relacionamento que apresente potencial de recompensa pode desencadear dependência.

03.  Depressão tem tudo a ver com as taxas de Serotonina e Dopamina: Os antidepressivos, por exemplo, reequilibram as concentrações de serotonina (humor desregulado para + ou para – o que causa comportamentos extremistas), reduzem pensamentos obsessivos, interferem na liberação de dopamina (no caso depressivo, aumenta).

04.  Amor patológico também tem tudo a ver com as taxas de Serotonina e Dopamina: Assim como os antidepressivos reequilibram as concentrações de serotonina, reduzem os pensamentos obsessivos e interferem na liberação de dopamina, portanto, haveria menos euforia também diante do amado (a). E têm, entre seus efeitos colaterais, a queda da libido.
- Outras opções seriam as medicações que impedem a ação da testosterona (ou da progesterona), provocando a diminuição do desejo.
- Apontam também a naltrexona, usada para tratar a dependência de opioide (receitados contra a dor) e contra o alcoolismo.
05.  Ocitocina e Vasopressina: são substâncias relacionadas ao Vínculo, a terceira fase do amor: Trata-se aqui do sentimento a longo prazo, sem o impulso da paixão, marcado por sensação de segurança e de proteção ao parceiro. Nessa fase agem duas substâncias: a ocitocina e a vasopressina.
- Ocitocina: é um hormônio envolvido na formação de laços afetivos e de fidelidade. “Ele é liberado quando há contato íntimo, um toque carinhoso”.
- Vasopressina: atua na formação de vínculos nos cérebros masculinos. Em outras espécies, ela é responsável por um comportamento associado à proteção de território. Mas em espécies monogâmicas está relacionada a vínculo, provavelmente porque o cérebro masculino considera a fêmea parte de seu território.

06.  Molécula de CRF (responsável pela durabilidade da relação): nessa química opera essa molécula que ajuda a manter a relação por longos períodos. Quando os amantes estão separados, a CRF os faz ter sentimentos negativos, até depressão.

07.  Propranolol, o uso do anti-hipertensivo: age na manipulação da memória por meio do emprego de técnicas adotadas hoje no tratamento de estresse pós-traumático. Nesse caso, o que se quer é apagar as lembranças ruins associadas ao evento que levou ao trauma.
- É um otimismo quanto à criação de mais recursos antiamor;
- Conforme o conhecimento do mecanismo cerebral por trás do sentimento se aprofundar, a tecnologia antiamor se tornará ainda mais poderosa.
- E mais opções estão em estudo, envolvendo treinamentos específicos e outras medicações.
- No caso do amor, os métodos seriam usados para fazê-lo desaparecer. “Pode-se imaginar terapia similar sendo usada para apagar a memória do amor”.
- Os pesquisadores defendem o uso de armas como essa para todos os casos nos quais a relação é claramente prejudicial e precisa ter um ponto final.

08.  Conclusão: Teoricamente, drogas poderão ser dadas às pessoas para manipular seu amor por seus companheiros. Os pesquisadores ingleses elencaram várias categorias de remédios que poderiam ser usadas para interromper a evolução da paixão.

Recorrer a recursos científicos e médicos para encerrar um amor: a proposta é bem polêmica!
Seria mesmo adequado tratar o sentimento como se lida com uma gripe, uma gastrite?
E as consequências éticas que podem advir do uso do que os estudiosos ingleses estão chamando de biotecnologia antiamor?

Argumentos a Favor
Argumentos Contra
- Imagine uma pessoa em um relacionamento violento. Ela sabe que precisa sair dessa situação, mas seu sentimento de vínculo é tão forte que não consegue. Se ela pudesse usar um remédio que possibilitasse uma separação emocional do parceiro, seria um uso possível.

- Pense em alguém atraído por outra pessoa que não o seu parceiro, mas que quer continuar fiel. A tecnologia antiamor pode ajuda-lo a diminuir seus sentimentos de atração pelo outro.

- Indivíduo com dificuldades para se recuperar de um rompimento e partir para outra experiência também se beneficiariam.

- Em Israel já houve a adoção de uma das armas. Por determinação de rabinos, antidepressivos foram dados a jovens para aplacar sua libido de forma que ficasse mais fácil, no entendimento dos religiosos, seguir as normas da religião sobre o comportamento sexual.

- É válido em alguns casos, como para alguém que quer terminar um relação com um marido violento.

- Os recursos seriam úteis quando as pessoas não são aptas a se recuperar de forma sadia após um rompimento. Como aquelas que começam a manter pensamentos suicidas ou a perseguir seus ex-parceiros.

- O alcoolismo, por exemplo, foi considerado durante muito tempo uma questão moral. Quando começou a ser tratado como um problema de saúde, houve a abertura para a criação de tratamentos. E eles melhoraram a vida das pessoas que estavam sofrendo.
- E quem garante que esses remédios somente serão usados nas situações individuais de alta tensão do ser humano? E se esses recursos forem usados para eliminar tipos de relacionamentos somente porque não são considerados aceitáveis pela sociedade. Um exemplo são as relações homossexuais. Será que esses remédios serão bem regulados e usados em casos realmente extremos? Quem determinará que o caso é extremo? Como garantir que não haverá abuso na aplicação dos métodos antiamor?

- Intervir para curar o amor embute o risco de tirar do ser humano uma oportunidade de evoluir. Se tomarmos uma pílula a cada vez que uma relação não der certo, nunca aprenderemos a ver o que fizemos de certo ou errado e como nos tornar pessoas melhores.

- O que seria de toda a maravilhosa arte, música e literatura feitas sobre o amor? Nada disso existiria se esses remédios estivessem disponíveis. A dor da perda nos torna criativos. 

- O iminente desenvolvimento de agentes antiamor nos coloca sob o sério risco de atitudes não éticas para manipular sentimentos românticos. É preciso começar a pensar em uma legislação que proteja, por exemplo, contra a manipulação involuntária do sentimento. Mas isso será um desafio.

- A proposta não seria mais um caso de “medicalização” de um sentimento. Ou seja, de tornar um problema médico uma emoção natural. Isso pode ser bom ou mau.

REVISÃO:

·         - Cientistas propõem o uso de remédios e de outras intervenções para acabar com o sentimento quando ele traz mais sofrimento do que alegria. E os recursos para tratar a emoção se tornarão ainda mais sofisticados. Assim, é possível interromper a progressão do sentimento em suas diferentes etapas.
·         - É possível apagar do cérebro as lembranças e as dependências causadas por esse sentimento – o amor. Aliás, os apaixonados têm pensamentos obsessivos.
·         - Ou seja, a neurociência está nos apresentando um entendimento novo do amor: o sentimento causado e comandado por hormônios e estímulos cerebrais.
·         - Então, esses remédios existem. Alguns já estão disponíveis, outros em estudo. A proposta está sendo feita por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, uma das mais renomadas do mundo.