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São Francisco do Conde, Bahia.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988; & Artigo 3º, inciso II, da LDB - Lei nº 9.394/1996).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138). "Não existe revolução real sem esclarecimento do público pelos especialistas" (Jessé Souza, p. 123).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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10/09/2025

A sobreposição de crises.

 

A sobreposição de crises – cibernética, regulatória, diplomática e partidária – contamina o que é relevante ao país.

- mais problemas que soluções;

- uma agenda cheia de conflitos e carente de respostas;

- o estoque de problemas só cresceu;

- a receita perfeita para a paralisia: muito ruído, pouca articulação, quase nenhuma prioridade coletiva.

São elas – as principais:

1. Novo furto bilionário por Hackers;

- isso amplia a sensação de vulnerabilidade digital.

2. Investigação da “Operação Carbono Oculto”, da PF.

- desvendou ligações do crime organizado com a Faria Lima.

3. CPMI do INSS.

- pode investigar alguns bancos no âmbito do empréstimo consignado.

4. Ofac teria enviado notificações aos principais bancos brasileiros.

- sobre as sanções da Lei Magnitsky a autoridades nacionais.

5. Tabuleiro político: União Brasil se afasta da base e acompanha o poderoso PP.

- redesenha as correlações de força no Congresso e aponta a antecipação de decisões eleitorais.

6. Julgamento pirotécnico de Jair Bolsonaro.

- com holofotes e cobertura midiática exaustiva.

7. Projeto de anistia ampla, geral e irrestrita circula na Câmara dos Deputados, com apoio expressivo do Centrão.

- estimativas falam em algo acima de 280 votos;

- Davi Alcolumbre (Senado): só aprovaria uma anistia “light” (que não atende à base bolsonarista);

- Hugo Motta (Câmara): está sendo empurrado a votar o projeto de anistia.

- De fora, chega a mensagem de que uma anistia aprovada (deve permanecer por um bom tempo na pauta política) suspenderá automaticamente sanções externas;

- O país acompanha, em suspense, suspeitas de novas sanções tarifárias e políticas do governo Trump, o que adiciona incerteza sobre comércio exterior, câmbio e apetite por risco.

8. A criação de um drama fiscal.

- receitas pressionadas, despesas rígidas, renúncias que teimam em crescer e uma pauta orçamentária que exige decisões impopulares.

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