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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 11 de outubro de 2026

Bets: trazidas para revirar a política!

Se se tira dinheiro para jogar, faltará dinheiro para comer.

84 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em agosto/2026! Em setembro 24,9% dos brasileiros estavam contraindo dívidas/empréstimos ou haviam perdido parte do seu patrimônio para quitar despesas do dia a dia. Isso significa 1 em cada 4 brasileiros (1/4) para quem contas básicas são problema. Eles estão recorrendo a algum tipo de poupança ou se endividando para conseguir pagar água, luz e gás, por exemplo.

Agora, por que isso está acontecendo? Por que a situação é delicada para essas famílias se o contexto é de pleno emprego e aquecimento da economia (a taxa de desemprego é a mais baixa desde 2012! 5,3%)? Bets! Elas vieram (ou foram trazidas) para lucrar, prejudicar o governo e virar a política no País.

Sempre tem (ou é criado) um pivô para sugar o orçamento da família brasileira. Seja uma crise econômica aqui ou acolá (como a de 2015-2016), seja uma pandemia (como a da Covid-19 em 2020) ou o vício em jogos de azar.

Estimou-se neste ano que 25,2 milhões de brasileiros usaram entre 41% e 51% de sites irregulares de apostas ou bets clandestinas. Desses, 11,5 milhões com 18 anos ou mais.

O Governo Lula acerta ao determinar que bancos bloqueiem o dinheiro das bets ilegais. Essas casas de apostas que operam sem autorização (do Ministério da Fazenda) precisam ser contidas, identificando os responsáveis pelas plataformas e bloqueando seus recursos.

Mas, não basta! É preciso que a população também faça a sua parte, evitando as apostas em jogos de azar.  Afinal, se se tira dinheiro para jogar, faltará dinheiro para comer. Depois do prejuízo vem a percepção de que o governo, a política e as coisas não vão bem...

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