Claro que, por trás de propostas eleitorais um tanto excêntricas, há uma estrutura profissional de campanha. Mas, fala sério...
01. Donald Trump prometeu dar US$ 5 mil (mais de R$ 25 mil) para cada norte-americano, se o partido dele (Republicanos) vencer as eleições de meio de mandato (em novembro) para o Congresso. Para honrar essa promessa, o gasto superaria US$ 1 trilhão (mais do que se gasta em defesa por lá). Kkkkk Sim, trata-se de um ato de desespero diante da reprovação recorde do aloprado. Um truque desastroso para as finanças públicas. O Governo Federal dos EUA tem um déficit de quase US$ 2 trilhões por ano. A dívida pública passa de US$ 40 trilhões (está vendo que a dívida do Brasil está dentro da curva?). Endividamento recorde, juro alto e tensão causada pelo presidente só elevam desconfiança sobre ativos americanos. Sondagens mostram que o partido Democrata é o favorito para reconquistar a Câmara; e o Senado está por um fio. Que a Democracia cuspa tudo o que a prejudique. Enfim, US$ 5 mil para cada cidadão levaria a mais inflação e juros altos. Além do mais, suborno e compra de votos é ilegal. Disparate desses é só mais uma oferta mirabolante que se junta às outras promessas vazias do “dividendo Trump” e seus asseclas (por lá e por aqui)!
02. Não diferente, estão algumas propostas do candidato a presidente aqui no Brasil – o Augusto Cury. Ele fala em anistiar os presos pela trama golpista, usar drones para combater a violência doméstica e treinar embaixadores para serem influenciadores nas redes sociais e melhorar a imagem internacional do país. Kkkkkkkkk
03. Felizmente foram negados os registros de candidatura de Eduardo Cunha (deputado federal por MG, pelo Republicanos) e Pablo Marçal (à presidência, pelo PRTB). Aquele até 2027, e este até 2032. Enfim, de vazio a maior parte das campanhas já está cheia! Kkkk
04. Apesar de André Mendonça ser o relator do inquérito sobre o pedido de financiamento de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e de todo o caso Master, Mendonça prefere outra linha apuratória: a relação do colega da Corte Alexandre de Moraes com o banqueiro. Essa postura jogou o STF em uma crise sem precedentes. Nem a elite brasileira nem os EUA querem o Lula na Presidência da República. Há uma clara interferência externa, por meio das redes sociais. É uma operação do establishment, que não quer a reeleição com Lula, que se estende até o STF e mira no Senado. A crise no STF foi aberta e será explorada nos bastidores para favorecer a corrida do PL ao Senado e a candidatura de senadores que defendem o impeachment de ministros da Corte (que já enxerga no bolsonarismo um risco à democracia e ao próprio tribunal). Colocar um cabresto no Judiciário é uma prática da extrema-direita na atualidade (Flávio Dino). O domínio absoluto desse tema no noticiário, com insistência monocórdica da mídia, tira visibilidade do debate de ideias. O que eles querem levar é uma bancada majoritária no Senado, e também o Pix, as terras-raras, o petróleo. Querem privatizar tudo! Se Lula vencer as eleições e houver um golpe, o STF e a PF não estarão organizados para enfrentar os reveses, caso não se arrume a bagunça institucional produzida por Mendonça.
05. Ainda precisamos lidar com a proteção do processo eleitoral 2026, e reduzir a margem para uma eventual interferência da Casa Branca: 1) é preciso convencer governos democráticos e aliados a fazer declarações de apoio ao vencedor; 2) garantir observadores internacionais nas eleições no Brasil que confiram ao processo chancela de legitimidade e aprovação. É preciso levar em conta o alinhamento de direita de diferentes governos latino-americanos, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Bolívia, Equador e diversos países da América Central, com a atual administração norte-americana e sua política Donroe.
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