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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47). “Escrever é um ato de egoísmo, porque é uma forma de eu não esquecer das coisas que aprendi. Mas também é um engajamento. É a minha maneira de fazer política, de ajudar a pensar nosso país e de mostrar ao Brasil um Brasil que ele não conhece, que foi ocultado das narrativas hegemônicas” (Daniel Munduruku).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 12 de setembro de 2026

Promessas Vazias.

Claro que, por trás de propostas eleitorais um tanto excêntricas, há uma estrutura profissional de campanha. Mas, fala sério...

01. Donald Trump prometeu dar US$ 5 mil (mais de R$ 25 mil) para cada norte-americano, se o partido dele (Republicanos) vencer as eleições de meio de mandato (em novembro) para o Congresso. Para honrar essa promessa, o gasto superaria US$ 1 trilhão (mais do que se gasta em defesa por lá). Kkkkk Sim, trata-se de um ato de desespero diante da reprovação recorde do aloprado. Um truque desastroso para as finanças públicas. O Governo Federal dos EUA tem um déficit de quase US$ 2 trilhões por ano. A dívida pública passa de US$ 40 trilhões (está vendo que a dívida do Brasil está dentro da curva?). Endividamento recorde, juro alto e tensão causada pelo presidente só elevam desconfiança sobre ativos americanos. Sondagens mostram que o partido Democrata é o favorito para reconquistar a Câmara; e o Senado está por um fio. Que a Democracia cuspa tudo o que a prejudique. Enfim, US$ 5 mil para cada cidadão levaria a mais inflação e juros altos. Além do mais, suborno e compra de votos é ilegal. Disparate desses é só mais uma oferta mirabolante que se junta às outras promessas vazias do “dividendo Trump” e seus asseclas (por lá e por aqui)!

02. Não diferente, estão algumas propostas do candidato a presidente aqui no Brasil – o Augusto Cury. Ele fala em anistiar os presos pela trama golpista, usar drones para combater a violência doméstica e treinar embaixadores para serem influenciadores nas redes sociais e melhorar a imagem internacional do país. Kkkkkkkkk

03. Felizmente foram negados os registros de candidatura de Eduardo Cunha (deputado federal por MG, pelo Republicanos) e Pablo Marçal (à presidência, pelo PRTB). Aquele até 2027, e este até 2032. Enfim, de vazio a maior parte das campanhas já está cheia! Kkkk

04. Apesar de André Mendonça ser o relator do inquérito sobre o pedido de financiamento de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e de todo o caso Master, Mendonça prefere outra linha apuratória: a relação do colega da Corte Alexandre de Moraes com o banqueiro. Essa postura jogou o STF em uma crise sem precedentes. Nem a elite brasileira nem os EUA querem o Lula na Presidência da República. Há uma clara interferência externa, por meio das redes sociais. É uma operação do establishment, que não quer a reeleição com Lula, que se estende até o STF e mira no Senado. A crise no STF foi aberta e será explorada nos bastidores para favorecer a corrida do PL ao Senado e a candidatura de senadores que defendem o impeachment de ministros da Corte (que já enxerga no bolsonarismo um risco à democracia e ao próprio tribunal). Colocar um cabresto no Judiciário é uma prática da extrema-direita na atualidade  (Flávio Dino)O domínio absoluto desse tema no noticiário, com insistência monocórdica da mídia, tira visibilidade do debate de ideias. O que eles querem levar é uma bancada majoritária no Senado, e também o Pix, as terras-raras, o petróleo. Querem privatizar tudo! Se Lula vencer as eleições e houver um golpe, o STF e a PF não estarão organizados para enfrentar os reveses, caso não se arrume a bagunça institucional produzida por Mendonça.

05. Ainda precisamos lidar com a proteção do processo eleitoral 2026, e reduzir a margem para uma eventual interferência da Casa Branca: 1) é preciso convencer governos democráticos e aliados a fazer declarações de apoio ao vencedor; 2) garantir observadores internacionais nas eleições no Brasil que confiram ao processo chancela de legitimidade e aprovação. É preciso levar em conta o alinhamento de direita de diferentes governos latino-americanos, como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Bolívia, Equador e diversos países da América Central, com a atual administração norte-americana e sua política Donroe

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