Senado 2027.
Qual será a configuração do Senado Federal após essas Eleições de 2026?
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O
mandato de um Senador no Brasil é de 08 anos e o sistema de renovação é
alternado. A cada eleição geral, a Casa renova suas 81 cadeiras de forma
intercalada ou de alternância (o que garante que haja eleições para senadores
em todos os pleitos), trocando ora 1/3 (27 senadores) ora 2/3 (54 senadores) dos
representantes.
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Dos
54 senadores que encerram o mandato agora em 2026: 33 são governistas, 15
oposicionistas e 6 independentes. Ou seja, uma maioria da esquerda deixará a
Casa.
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Entre
os 27 que ficam até 2031: 10 apoiam o Planalto e 17 estão na oposição. Como o Senado tem 81 senadores, com 17 já garantidos, basta a direita
eleger apenas mais 24 e terá maioria: 17 + 24 = 41 senadores. Já a esquerda fica apenas com 10 senadores, então Lula precisa
eleger 32 senadores para garantir o controle da Casa (01 a mais porque tem a polêmica eleição do presidente da Casa).
· Esse peso causa impacto no Judiciário, pois três ministros do STF (Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030)) se aposentarão compulsoriamente. Embora a indicação do presidente da República, o Senado pode rejeitar o nome escolhido, obrigando o Planalto a rever o perfil.
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O
projeto da oposição é ter um governo de direita com o Congresso na palma da
mão, ocupando ao menos 45 cadeiras no Senado a partir de fevereiro de 2027. É
necessário que a esquerda abra mão de candidaturas onde tem poucas chances de
emplacar senador e apoiar potenciais aliados.
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Se
a oposição conquistar maioria, transformará a Casa em um foco permanente de
resistência a Lula.4. A conquista da maioria na Casa dá poder de veto
institucional, e permite:
1. eleição
de presidente da Casa, determinando a pauta legislativa (que votará junto a seu
clã);
2. abertura
de processo de impeachment de ministro do STF (difícil, mas viável);
3. barra
propostas da esquerda ou facilita a implantação de agenda conservadora;
4. barra
mudanças constitucionais, que exigem 49 votos em dois turnos;
5. instala
e controlar CPIs, já que 27 assinaturas bastam para criá-las;
6. derruba
vetos presidenciais;
7. travar
sabatinas e nomeações ao STF, embaixadas e agências reguladoras...
Ora, e há ainda quem defenda um Parlamentarismo no Brasil. Na prática, um poder executivo dividido entre um Chefe de Estado, mas com função apenas representativa, e o Chefe de Governo (Primeiro-Ministro) governando com o apoio do parlamento (como acontece na Alemanha e na Itália). Dada a configuração atual do parlamento brasileiro (Câmara e Senado), fosse o regime do país um Parlamentarismo, Lula seria uma espécie de “rainha da Inglaterra”, representaria, mas não teria poder algum.
Enfim,
a eleição do Senado será tão decisiva quanto a presidencial. A próxima
legislatura moldará o futuro do STF e o equilíbrio entre os Poderes, e será
decisiva para avançar em reformas e consolidar agendas.