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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

A tirania das massas.

"Onde todos pensam da mesma forma, ninguém pensa muito." — Walter Lippmann.

Há uma longa tradição da psicologia e da sociologia que diz: quando indivíduos se fundem em uma multidão, a razão tende a ser substituída pelo contágio emocional. O pensamento crítico é frequentemente abandonado em prol de certezas absolutas, dogmas e do apego cego a figuras de autoridade. Essa inaptidão para o pensamento autônomo quando em rebanho faz surgir a “mentalidade de massa”.

Assim, diferentes vertentes procuraram explicar esse fenômeno, tais como:

Psicanálise (Sigmund Freud): Em seu clássico estudo "Psicologia das Massas" e "Análise do Eu", Freud aponta que a participação em um grupo reduz a responsabilidade individual. O sujeito passa a agir por contágio, priorizando ilusões, identificação com o líder e pertencimento em vez da lógica.

Sociologia (José Ortega y Gasset): Em "A Rebelião das Massas", o filósofo descreve o "homem-massa" como aquele que abdica do esforço de pensar e rejeita a complexidade, exigindo apenas que o mundo se adapte às suas opiniões pré-concebidas.

Literatura Política (George Orwell): Em obras como "1984", Orwell explora como as massas são privadas de padrões de comparação, tornando-se incapazes de refletir sobre a própria realidade.

Enfim, a dinâmica de grupo costuma anular a autonomia reflexiva. Essa passividade não é uma incapacidade biológica ou natural, mas um produto da indústria cultural e das estruturas de poder. O antídoto para a dissolução do pensamento no coletivo permanece sendo o constante exercício da reflexão e a educação crítica.