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“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 17 de janeiro de 2026

O inconsciente.

As pessoas não são senhoras de suas próprias mentes... 

Quem elaborou uma noção mais organizada de “inconsciente” foi o médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939). Figura influente e controversa do século XX, Freud bateu forte na crença predominante de que as pessoas estão completamente cientes das forças que afetam o seu comportamento.

Isso foi possível porque Freud lançou esforços para tratar doenças mentais com um procedimento inovador (a psicanálise), isto é, pessoas atormentadas por problemas psicológicos, tais como medos irracionais, obsessões e angústias.

A experiência advinda da análise da vida de seus pacientes o levou à noção de “inconsciente” – estrutura abaixo da superfície da consciência, mas que, apesar de tudo, exerce grande influência sobre o comportamento, pois ali contém pensamentos, memórias e desejos. Daqui surgiu sua teoria psicanalítica que tenta explicar a personalidade, a motivação e doenças mentais, focalizando determinantes inconscientes do comportamento.

Esse conceito de inconsciente freudiano foi baseado em uma variedade de observações.

Exemplos

1.     Lapsos verbais aparentemente sem sentido muitas vezes pareciam revelar os verdadeiros sentimentos de uma pessoa;

2.     Sonhos de pacientes geralmente expressavam sentimentos importantes, dos quais não estavam cientes;

3.     O comportamento é fortemente influenciado pela maneira como as pessoas lidam com suas compulsões sexuais.

Conclusão: distúrbios psicológicos são, em grande parte, causados por conflitos pessoais que estão latentes em um nível inconsciente.

Enfim, apesar das inúmeras controvérsias e refutações científicas, a psicanálise sobreviveu para se tornar uma perspectiva teórica influente, com muitos conceitos inseridos na corrente principal da psicologia.


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