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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Definições de Psicologia.

  

1.     Wundt: “A psicologia é o estudo científico da experiência consciente”. Definição pautada na fisiologia, que molda a psicologia a partir da física e da química. Foca na consciência, enquanto conscientização da experiência imediata. Essa orientação manteve a psicologia focada unicamente na mente. E os métodos usados para investigar essa mente teriam que ser tão científicos quanto os dos físicos/químicos. Fundam-se muitos novos laboratórios universitários destinados à pesquisa psicológica (só na América do Norte foram 23 entre 1883-1893). Wundt se baseou em Edward Titchener e o Estruturalismo: “A tarefa da psicologia era analisar a consciência nos seus elementos básicos e investigar como esses elementos estavam relacionados”. Os estruturalistas queriam identificar os componentes fundamentais ou conteúdos da experiência consciente, tais como as sensações, os sentimentos e as imagens (visão, audição, tato). Usavam o método de introspecção, ou observação sistemática e minuciosa da própria experiência consciente. Ao analisar a consciência nos seus “elementos”, os estruturalistas estavam estudando pontos estáticos daquele fluxo.

- laboratório; sensação, percepção.

“O livro que apresento ao público é uma tentativa de demarcar um novo domínio da ciência... A nova disciplina se apoia em bases anatômicas e psicológicas... Deve-se declarar, a partir de qualquer ponto de vista, que o tratamento experimental dos problemas psicológicos ainda é incipiente”.

2.     William James e o Funcionalismo: “A psicologia devia investigar a função ou o propósito da consciência, seu fluxo, em vez de sua estrutura”. Não se pode desconsiderar a natureza real da experiência consciente, que seria um fluxo contínuo de pensamentos. É o manifestar, o movimento, a expressão da consciência. Sua teoria da emoção permanece influente até hoje, e seu livro “Principles of Psychology, 1890” é leitura obrigatória para gerações de psicólogos, talvez o texto mais influente na história da psicologia.

- como as pessoas adaptam seus comportamentos às demandas do mundo real que as circunda; investigar os testes psicológicos, os padrões de desenvolvimento em crianças, a eficácia das práticas educacionais e diferenças comportamentais entre os sexos.

- muitos historiadores dão a vitória ao funcionalismo, que fomentou o desenvolvimento de dois descendentes importantes – o comportamento e a psicologia aplicada. Porém, ambas as escolas de pensamento gradualmente desapareceram.

“A consciência, então, não aparece para si mesma cortada em pedaços. Palavras como ‘corrente’ ou ‘série’ não a descrevem adequadamente... Ela não é uma junção; ela flui. Um ‘rio’ ou ‘córrego’ são as metáforas pelas quais ela é mais naturalmente descrita”.

3.     Freud: traz o inconsciente à tona. Influente e controverso, seus esforços para tratar as doenças mentais. Procurou tratar pessoas atormentadas por problemas psicológicos: medos irracionais, obsessões e angústias com um procedimento inovador – a psicanálise. O inconsciente contém pensamentos, memórias e desejos que estão muito abaixo da superfície da consciência, mas que, apesar de tudo, exercem grande influência sobre o comportamento.

“Aquele que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir pode se convencer de que nenhum mortal consegue guardar um segredo. Se os lábios ficarem silenciosos, ele fala com as pontas dos dedos; a traição emana dele por todos os poros. E assim a tarefa de tornar consciente os mais ocultos recessos da mente é quase impossível de realizar”.

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