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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 206, inciso II, da Constituição de 1988).

"Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados" (Myles Horton, p. 138).

“Por que escrevemos? Além de todas as recompensas, escrevemos porque queremos mudar as coisas. Escrevemos porque temos essa convicção de que podemos fazer diferença –uma nova percepção de beleza, um novo insight sobre a autocompreensão, uma nova experiência de alegria, uma decisão de unir-se à revolução" (Robert McAfee Brown). "Escrevo esperando fazer minha parte para restringir a intuição com o pensamento crítico, refinar os juízos de valor com compaixão e substituir a ilusão por compreensão” (David G. Myers, p. 47).

“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mito x Filosofia.

 

1.     Mito: explica o presente através de um passado imemorial maluco.

Filosofia: explica o presente, o passado e o futuro em sua totalidade lúcida.

2.     Mito: é feito com narrativas de origem pautadas em rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, pessoais.

Filosofia: é feita com explicação e produção natural das coisas por 04 elementos naturais primordiais e impessoais (água/úmido, fogo/quente, terra/seco, ar/frio), e seus movimentos de combinação, composição e separação.

3.     Mito: não se importa nem um pouco com contradições, incompreensões e fabulações – vale tudo, o plano é lunático (Kkkk). Afinal, a confiança e a crença vêm da autoridade do perfil do narrador (quem fala, não o que fala).

Filosofia: não admite nada disso, mas exige que a explicação seja coerente, lógica e racional. A confiança e a crença brotam da autoridade da explicação (não na pessoa, mas na razão, que é a mesma em todos os seres humanos).

4.     Mito: é infantil, inocente, no sentido de jogar com o poder da imaginação/encantamento e criar mundos paralelos à realidade (encantamentos e certezas).

Filosofia: é adulto, maduro, no sentido de se infiltrar na realidade para conhecer, não acreditar (incertezas e desafios).

5.     Mito: presença de pais, físicos ou divinos, que preenchem e satisfazem a existência (sobre a morte, por exemplo).

Filosofia: vazio ou ausência de figuras terceirizadas, tem que lidar com as incertezas reais da existência.

Enfim, qual deles é mais confortável, meu povão?