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Os
trabalhadores já não são mais os mesmos. A robotização da produção é um fato.
As relações de trabalho e as relações entre os trabalhadores já não são mais aquelas
que existiram nos anos 1980, quando reuniões de sindicalistas, religiosos de
esquerda e professores universitários criaram o PT, em São Paulo.
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Temos
muito passado. Mas, qual é o futuro do PT?
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A
ordem atual é caçar um ou outro militante renitente, e acabar com ele. As redes
estão sendo monitoradas!
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Quando
o PT foi criado, nem caixa eletrônico tinha. Hoje, rolam soltas as Emendas Pix.
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A
direita ataca forte o estilo de administração petista, dizendo que põe de lado
o mérito e foca na inclusão. Portanto, qualquer referência de inclusão vinda da
direita ou é marketing ou é deboche – empregos a muita gente, filiação
sindical, ampliação de cotas, inclusão (de todas as matizes)... É uma grande
piada para o capital produtivo, meritocrático, autoritário e hierárquico.
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A
CLT e a contribuição sindical precisam se reinventar aos novos tempos. Mas
como?
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A
Ditadura se reinventa nas redes, nos aplicativos, nos sites. Das plataformas de
serviços online ao e-commerce, o poder centralizador está lá. Os trabalhadores altamente
qualificados que conseguem alguma vaga operando esse setor, temem ser
substituídos a qualquer momento pela IA. E o que dizer dessa massa de
trabalhadores nas ruas sem maior formação profissional frente às novas demandas
do Mercado (sobretudo tecnológica)? Ainda haverão greves substanciais no
coração dos setores produtivos? Repare que a direita está empurrando as greves
para o campo público, implodindo os próprios serviços públicos (universidades,
empresas estatais, setores dos servidores públicos, etc.). As greves que
desafiavam os regimes e reivindicavam melhores salários com paralisações
históricas, isto é, antes contra o Capital, agora são do povo contra o povo, na
maioria das vezes tomadas por pautas ideológicas (por isso sua energia perde
credibilidade).
·
No
passado, estávamos afundados nos horrores da Ditadura e fazíamos um movimento
progressista para se libertar e sair dela (com férteis passeatas estudantis e
greves – ali foi o embrião do PT). Agora, estão fazendo um movimento contrário,
as pessoas estão sendo convencidas a se saturarem de liberdade individual, e
fazer um movimento de servidão voluntária.
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A
força da direita foi sempre evitar a imagem do operário engajado, barbudo, com
propostas radicais, chegar aos centros do poder político e econômico-social.
Transformado em “O mito do trabalhador”, o próprio Lula foi forçado a se moldar
para chegar na presidência:
- em 2002,
suavizou seu discurso, aparou a barba, incorporou o empresário José Alencar à
vice-presidência;
- cada vez mais
foi só sobrando a função de ser pragmático, aprender a formar maiorias
políticas, entregar anéis e adoçar propostas de esquerda (desconectando com a
base raiz do PT e agradando o Mercado com nomes afins ao Banco Central).
- enquanto isso,
o partido PT permaneceu sempre sectário e imune a mudanças sociais e econômicas
vindas com o final da ditadura. O partido não renovou seus quadros.
- possíveis
derrotas em São Paulo e em Porto Alegre não serão só de Lula, mas do PT.
- o PT está refugiado no Nordeste, e estamos sendo meticulosamente estudados para ser mais desidratados em 2026. Querem derrubar o Lula em sua reeleição e empurrá-lo para onde ele partiu.
Enfim, Nós, o Povo Nordestino, é que
ainda somos sua força (que não permitamos ser transformados em sua também
fraqueza – o Calcanhar de Aquilies).

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