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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

PT e os trabalhadores...

·       Os trabalhadores já não são mais os mesmos. A robotização da produção é um fato. As relações de trabalho e as relações entre os trabalhadores já não são mais aquelas que existiram nos anos 1980, quando reuniões de sindicalistas, religiosos de esquerda e professores universitários criaram o PT, em São Paulo.

·       Temos muito passado. Mas, qual é o futuro do PT?

·       A ordem atual é caçar um ou outro militante renitente, e acabar com ele. As redes estão sendo monitoradas!

·       Quando o PT foi criado, nem caixa eletrônico tinha. Hoje, rolam soltas as Emendas Pix.

·       A direita ataca forte o estilo de administração petista, dizendo que põe de lado o mérito e foca na inclusão. Portanto, qualquer referência de inclusão vinda da direita ou é marketing ou é deboche – empregos a muita gente, filiação sindical, ampliação de cotas, inclusão (de todas as matizes)... É uma grande piada para o capital produtivo, meritocrático, autoritário e hierárquico.

·       A CLT e a contribuição sindical precisam se reinventar aos novos tempos. Mas como?

·       A Ditadura se reinventa nas redes, nos aplicativos, nos sites. Das plataformas de serviços online ao e-commerce, o poder centralizador está lá. Os trabalhadores altamente qualificados que conseguem alguma vaga operando esse setor, temem ser substituídos a qualquer momento pela IA. E o que dizer dessa massa de trabalhadores nas ruas sem maior formação profissional frente às novas demandas do Mercado (sobretudo tecnológica)? Ainda haverão greves substanciais no coração dos setores produtivos? Repare que a direita está empurrando as greves para o campo público, implodindo os próprios serviços públicos (universidades, empresas estatais, setores dos servidores públicos, etc.). As greves que desafiavam os regimes e reivindicavam melhores salários com paralisações históricas, isto é, antes contra o Capital, agora são do povo contra o povo, na maioria das vezes tomadas por pautas ideológicas (por isso sua energia perde credibilidade).

·       No passado, estávamos afundados nos horrores da Ditadura e fazíamos um movimento progressista para se libertar e sair dela (com férteis passeatas estudantis e greves – ali foi o embrião do PT). Agora, estão fazendo um movimento contrário, as pessoas estão sendo convencidas a se saturarem de liberdade individual, e fazer um movimento de servidão voluntária.

·       A força da direita foi sempre evitar a imagem do operário engajado, barbudo, com propostas radicais, chegar aos centros do poder político e econômico-social. Transformado em “O mito do trabalhador”, o próprio Lula foi forçado a se moldar para chegar na presidência:

- em 2002, suavizou seu discurso, aparou a barba, incorporou o empresário José Alencar à vice-presidência;

- cada vez mais foi só sobrando a função de ser pragmático, aprender a formar maiorias políticas, entregar anéis e adoçar propostas de esquerda (desconectando com a base raiz do PT e agradando o Mercado com nomes afins ao Banco Central).

- enquanto isso, o partido PT permaneceu sempre sectário e imune a mudanças sociais e econômicas vindas com o final da ditadura. O partido não renovou seus quadros.

- possíveis derrotas em São Paulo e em Porto Alegre não serão só de Lula, mas do PT.

- o PT está refugiado no Nordeste, e estamos sendo meticulosamente estudados para ser mais desidratados em 2026. Querem derrubar o Lula em sua reeleição e empurrá-lo para onde ele partiu.

Enfim, Nós, o Povo Nordestino, é que ainda somos sua força (que não permitamos ser transformados em sua também fraqueza – o Calcanhar de Aquilies).

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