Quem sou eu

Minha foto
São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
Obrigado pela visita!
Deixe seus comentários, e volte sempre!

"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

Arquivos do blog

domingo, 20 de outubro de 2024

Ferrovias abandonadas no Brasil.

“Hoje, as ferrovias respondem por apenas 17% da matriz logística nacional, enquanto as rodovias suportam 66% de tudo o que circula pelo país. Atualmente, as principais mercadorias transportadas nas ferrovias brasileiras são minério de ferro (71%), soja (6%) e milho (5%)”.

- 1/3 das ferrovias do país é sucata (11,1 mil km de trilhos abandonados). Equivalem 36% dos 30,5 mil quilômetros da malha nacional. O abandono é reflexo de décadas de políticas públicas que privilegiaram o transporte rodoviário (voltando para a abertura de grandes estradas pelo Brasil, em obras como a Transamazônica e a BR-163), relegando às ferrovias um papel secundário na logística nacional;

- Eles estão nas mãos de três empresas, que terão de devolver os trechos à União e indenizar os cofres públicos (para que possam renovar seus contratos com a União);

- Cada quilômetro inutilizado custará de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. O total chega a R$ 20 bilhões, que poderão ser reinvestidos nas próprias ferrovias. Para as concessionárias, trata-se de um cenário bem menos oneroso do que a construção de uma ferrovia nova. Hoje, para cada quilômetro de trilho construído do zero, as estimativas vão de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões.

- Os trilhos abandonados estão nas mãos de três empresas, que assumiram trechos da antiga malhar ferroviária federal no fim dos anos 1990:

1. Concessionária Rumo: 4.900 Km paralisados;

2. Companhia Siderúrgica Nacional.

3. VLI Logística.

- O foco em estradas explica abandono de ferrovias. Vocação do país acabou reduzida a interesses de commodities, abandonando transporte de pessoas e cargas. Ocorre que fatores como ausência de políticas públicas, excesso de burocracia e falta de infraestrutura de transbordo inibem o interesse logístico.



Nenhum comentário:

Postar um comentário