“Hoje, as ferrovias respondem por apenas 17% da matriz logística nacional, enquanto as rodovias suportam 66% de tudo o que circula pelo país. Atualmente, as principais mercadorias transportadas nas ferrovias brasileiras são minério de ferro (71%), soja (6%) e milho (5%)”.
- 1/3 das
ferrovias do país é sucata (11,1 mil km de trilhos abandonados). Equivalem 36%
dos 30,5 mil quilômetros da malha nacional. O abandono é reflexo de décadas de
políticas públicas que privilegiaram o transporte rodoviário (voltando para a
abertura de grandes estradas pelo Brasil, em obras como a Transamazônica e a
BR-163), relegando às ferrovias um papel secundário na logística nacional;
- Eles estão nas
mãos de três empresas, que terão de devolver os trechos à União e indenizar os
cofres públicos (para que possam renovar seus contratos com a União);
- Cada
quilômetro inutilizado custará de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. O total chega a
R$ 20 bilhões, que poderão ser reinvestidos nas próprias ferrovias. Para as
concessionárias, trata-se de um cenário bem menos oneroso do que a construção
de uma ferrovia nova. Hoje, para cada quilômetro de trilho construído do zero,
as estimativas vão de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões.
- Os trilhos
abandonados estão nas mãos de três empresas, que assumiram trechos da antiga
malhar ferroviária federal no fim dos anos 1990:
1. Concessionária
Rumo: 4.900 Km paralisados;
2. Companhia
Siderúrgica Nacional.
3. VLI
Logística.
- O foco em
estradas explica abandono de ferrovias. Vocação do país
acabou reduzida a interesses de commodities,
abandonando transporte de pessoas e cargas. Ocorre que fatores como
ausência de políticas públicas, excesso de burocracia e falta de infraestrutura
de transbordo inibem o interesse logístico.




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