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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 12 de outubro de 2024

Educação e mudanças climáticas.

O que está em pauta no debate público?

Que tal o fato da educação precisar acompanhar a emergência das mudanças climáticas no mundo? Afinal, é preciso reunir lideranças empresariais, políticos, representantes da sociedade civil e da academia para discutir ações climáticas. Debates e evidências.

De que forma a educação pode ser parte mais ativa dessa agenda e das soluções para as questões climáticas? Afinal, já passamos da fase de urgência para a de emergência climática, isto é, exige ações imediatas e prontidão – isso está posto para os agentes globais.

O cenário contemporâneo está posto – a educação precisa se alinhar com um ritmo acelerado de mudanças e ajustes.

Verdades (in)convenientes:

1.     O planeta não vai acabar, mas a situação é emergente para urgente, desoladora.

2.     Uma boa razão para agir: evitar o sofrimento. Enchentes, secas, temperaturas extremas, pessoas sofrendo, morrendo, safras devastadas, fome, inflação, economias destruídas...

3.     Existem pontos de não retorno.

4.     Boa notícia: sabemos qual é a solução. Diminuir a emissão de GEE.

5.     Má notícia:

- isso requer uma complexa e difícil articulação entre países;

- amplo processo de mudanças na forma como parte da humanidade vive e produz riquezas;

- bem como na forma como se produz e se consome energia.

6.     A questão climática coloca a humanidade diante de sua essência: não somos seres independentes uns dos outros.

- o ser humano necessita de um outro para que a espécie não se extinga e, agora, para sobreviver;

- a questão climática envolve todos nós e exige uma reação coletiva;

- do contrário, o mundo terá um triste fim, antecedido por um alto grau de sofrimento aos sobreviventes.

7.     Os próximos anos serão decisivos para conter e reverter o aquecimento global e implementar a transição energética (urgente, justa, correta, inclusiva).

- Conceber, formular e implementar ações que resultem em mudança nas formas de produção e de consumo de energia.

- Estes próximos anos precisam ser o período de uma transição orquestrada, organizada, combinada, definitiva, justa e inclusiva.

- essa transição precisa ser administrada globalmente.

8.     As tragédias climáticas evidenciam sempre as desigualdades e não apenas as internas do país, mas entre os países ditos desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento.

- a crise expõe as desigualdades entre o sul e o norte globais, entre os países mais ricos e mais pobres, entre aqueles que foram colonizadores e aqueles que foram colonizados.

- a desigualdade é nefasta.

9.     Agilidade e errar o menos possível:

- diminuir as desigualdades internas a cada país e entre os países faz parte dos acertos.

-investir na formação de gente, pessoas bem formadas (conhecer, conscientizar e engajar).

- temos 88,8% das matrículas do ensino médio na escola pública. Serão a maioria dos adultos em breve. Isso quer dizer: olhar para a educação e formar dignamente a juventude.

- uma educação não só para se apropriar do passado (história: CONHECER) e consumir o presente (LIDAR com ele), mas estrategicamente aprender a projetar, olhar o futuro (CONSTRUIR soluções, CRIAR novos cenários ainda nem imaginados): profissional, tecnológica, enfrentar incertezas, unir teoria e prática, projetar cenários que ainda surgirão...

- criar novas formas de aprender, ensinar e engajar (nos problemas que temos).

- formação alinhada às principais questões atuais emergenciais.

- articular todo o conhecimento acadêmico e técnico para criar novas soluções para os problemas contemporâneos.

- como a rede de ensino se envolverá no evento da COP30/2025, participando ativamente das discussões em torno desse evento mundial?

- cursos sintonizados com demandas da economia verde.

10.  Repensar e implementar sistemas político-econômicos comunistas, socialistas e democráticos.   

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