O que está em pauta no debate público?
Que tal o fato da educação precisar acompanhar a emergência das mudanças climáticas no mundo? Afinal, é preciso reunir lideranças empresariais, políticos, representantes da sociedade civil e da academia para discutir ações climáticas. Debates e evidências.
De que forma a educação pode ser parte mais ativa dessa agenda e das soluções para as questões climáticas? Afinal, já passamos da fase de urgência para a de emergência climática, isto é, exige ações imediatas e prontidão – isso está posto para os agentes globais.
O cenário contemporâneo está posto – a educação precisa se alinhar com um ritmo acelerado de mudanças e ajustes.
Verdades (in)convenientes:
1.
O
planeta não vai acabar, mas a situação é emergente para
urgente, desoladora.
2.
Uma
boa razão para agir: evitar o sofrimento. Enchentes,
secas, temperaturas extremas, pessoas sofrendo, morrendo, safras devastadas,
fome, inflação, economias destruídas...
3.
Existem
pontos de não retorno.
4.
Boa
notícia: sabemos qual é a solução. Diminuir a emissão
de GEE.
5.
Má
notícia:
- isso
requer uma complexa e difícil articulação entre países;
-
amplo processo de mudanças na forma como parte da humanidade vive e produz
riquezas;
- bem
como na forma como se produz e se consome energia.
6.
A
questão climática coloca a humanidade diante de sua essência: não somos seres
independentes uns dos outros.
- o
ser humano necessita de um outro para que a espécie não se extinga e, agora,
para sobreviver;
- a
questão climática envolve todos nós e exige uma reação coletiva;
- do
contrário, o mundo terá um triste fim, antecedido por um alto grau de
sofrimento aos sobreviventes.
7.
Os
próximos anos serão decisivos para conter e reverter o aquecimento global e
implementar a transição energética (urgente, justa, correta, inclusiva).
- Conceber, formular e implementar ações que resultem em
mudança nas formas de produção e de consumo de energia.
-
Estes próximos anos precisam ser o período de uma transição orquestrada,
organizada, combinada, definitiva, justa e inclusiva.
- essa
transição precisa ser administrada globalmente.
8.
As
tragédias climáticas evidenciam sempre as desigualdades e não apenas as
internas do país, mas entre os países ditos desenvolvidos e aqueles em
desenvolvimento.
- a
crise expõe as desigualdades entre o sul e o norte globais, entre os países
mais ricos e mais pobres, entre aqueles que foram colonizadores e aqueles que
foram colonizados.
- a
desigualdade é nefasta.
9.
Agilidade
e errar o menos possível:
-
diminuir as desigualdades internas a cada país e entre os países faz parte dos
acertos.
-investir
na formação de gente, pessoas bem formadas (conhecer, conscientizar e engajar).
-
temos 88,8% das matrículas do ensino médio na escola pública. Serão a maioria
dos adultos em breve. Isso quer dizer: olhar para a educação e formar
dignamente a juventude.
- uma
educação não só para se apropriar do passado (história: CONHECER) e consumir o
presente (LIDAR com ele), mas estrategicamente aprender a projetar, olhar o
futuro (CONSTRUIR soluções, CRIAR novos cenários ainda nem imaginados):
profissional, tecnológica, enfrentar incertezas, unir teoria e prática,
projetar cenários que ainda surgirão...
-
criar novas formas de aprender, ensinar e engajar (nos problemas que temos).
-
formação alinhada às principais questões atuais emergenciais.
-
articular todo o conhecimento acadêmico e técnico para criar novas soluções
para os problemas contemporâneos.
- como
a rede de ensino se envolverá no evento da COP30/2025, participando ativamente
das discussões em torno desse evento mundial?
-
cursos sintonizados com demandas da economia verde.
10. Repensar e implementar sistemas político-econômicos comunistas, socialistas e democráticos.
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