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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Folha paralela.

 A Câmara aprovou um Projeto que muda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para excluir dos limites dos gastos com pessoal as despesas com o pagamento de funcionários terceirizados. O projeto cria exceção na lei para facilitar contratações. A mobilização política no Congresso para facilitar a contratação de terceirizados coincide com o início do entendimento entre estados e União para renegociar dívidas. A proposta ainda será submetida ao Senado.

A LRF estabelece que os gastos com salários não podem ultrapassar 50% da receita corrente líquida federal e 60% da estadual ou municipal. Se aprovado, o projeto vai derrubar essas barreiras de contenção.

As despesas de União, estados e municípios com a folha dos servidores estão na faixa dos 9% do PIB, acima do que gastam:

- Peru (6,2%);

- Chile (6,8%);

- Alemanha (5,9%);

- França (8%);

- Reino Unido (7,3%).

A direita é contra. Argumenta que brechas na LRF põem em risco o equilíbrio fiscal com o crescimento de despesas, a operação de socorro financeiro aos municípios, sem está ocorrendo algum caso de crise sanitária ou tragédia climática. Se dependesse da direita e do mercado, não teria sido lançado concurso público para repor vagas em repartições federais antes de uma reforma administrativa das carreiras. Sob o argumento de eliminar distorções, otimizar o uso dos recursos humanos e reduzir peso que a folha de pagamentos dos servidores exerce sobre os gastos públicos, queriam acabar com a estabilidade e a carreira no serviço público.

A retirada dos terceirizados das despesas de pessoal vai ampliar o contingente do funcionalismo estável. O mínimo que se pode fazer aos trabalhadores que tiveram seus direitos retirados com a terceirização e uberização no país, sob a falácia do empreendedor de si mesmo, mas que só estigmatizou ainda mais os serviços públicos no país. É o caso da área de saúde e educação, em que o atendimento piorou quando governos passaram a gestão de hospitais, postos de saúde e escolas a empresas e organizações. A falta de fiscalizações e os pagamentos precários, com direitos não atendidos, aumentou a cobrança de eficiência e o descaso ao trabalhador.

Enfim, a exclusão dos gastos com terceirizados das despesas de pessoal incentivaria as contratações oportunistas com fins eleitorais. Aprovada a lei, o Brasil regrediria na preservação dos interesses públicos contra a ação de grupos de interesses privados. 

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