"Democracia é ideal dos que lutaram pela independência e dos que dedicaram a vida à construção da soberania nacional. A legitimidade é o principal pilar das instituições da República. Cuidar para que se fortaleça é missão de todos os brasileiros, cidadãos e autoridades".
·
Incitar
a desobediência;
·
Conspirar
e sabotar sistema eleitoral;
·
Fraudes;
·
Tenta
tornar as disputas eleitorais contestadas no interior do país e na comunidade
internacional, fabricando supostas evidências de fraude. Ou seja, atenta contra
as eleições no país.
·
Usurpar
funções, falsificar documentos públicos;
·
Erotizar
tudo: “O governo só pensa naquilo”.
·
Deboche
de um lado, teimosia ruim do outro.
·
Tenta
cacificar nas eleições da pior forma (sem construção coletiva).
·
Adoção
de discursos antissistema/antipolítica e surfar nessa onda com mobilização das
redes – com mais força dos algoritmos.
·
Tenta
inibir a Corte (a justiça, o Judiciário) com pressões políticas de todos os
lados e formas, revertendo a lógica: não é a Lei que inibe o crime, o crime que
encolhe a Lei/Justiça.
·
A
política teatralizada e o teatro politizado pela mídia/Globo – TV é como
decorar todo o texto da Bíblia – o teatro é a vida e a vida política passa ser
um teatro.
·
Fazer
o regime perder a noção da realidade;
· Foco: site criado pela oposição para divulgar as cópias das atas de votação, que comprovariam vitória de Urrutia.
· Força uma opinião binária, contra ou a favor. Ver por inteiro desagrada a todos.
· A discussão regular sobre toda sorte de assunto (tecnologia, ciência, celebridades, futebol, política) pode acontecer a esmo e sem limites.
· Musk, por exemplo, é um demagogo a serviço do movimento antidemocrático de direita no mundo. Quer o espetáculo de qualquer jeito. Por exemplo: obedece sem piscar a ordens judiciais na Turquia, China ou Arábia Saudita; cortou repentinamente o acesso dos ucranianos à internet via Starlink para ajudar os russos na guerra; é um dos homens mais ricos do mundo, não está nem aí para prejuízos no X. A Musk interessa, politicamente, fazer teatro de defesa da liberdade de expressão nalgum canto do mundo que sirva a seus propósitos. E, ao dar continuadas ordens absurdas para cassar contas em segredo de justiça, Moraes lhe entregou a faca e o queijo nas mãos.
· Diz defender a Democracia com ordens absurdas;
· Calar todas as vozes com alcance da extrema direita, mesmo quando são meros aloprados iletrados, não diminui os riscos contra a democracia. Tem, pelo contrário, o potencial de aumentá-los.
· Com Jair Bolsonaro cassado, o X fechado e a possível cassação da candidatura de Pablo Marçal, informamos a algo entre 20% e 30% dos brasileiros: sua voz precisa ser calada, suas escolhas devem ser ignoradas. Eles podem ser desagradáveis, mas ainda têm os mesmos direitos constitucionais de todos nós.
· Precisa de uma Justiça fraca, desmoralizada, sem crédito. Então vai atacar a Justiça de todas as formas. Por exemplo, Moraes teve papel fundamental para impedir um golpe de Estado em 2022.
· Se gente demais da sociedade não acredita que a democracia lhe sirva, ela decai. É quando o povo não acredita na democracia que ela pode cair.
·
Ditaduras
dependem de duas coisas para subsistir: o apoio das Forças Armadas e da
população.
·
Lembra-se de quando o 7 de Setembro virou palco de oportunismos
políticos e partidários? Aconteceu em 2022, quando Bolsonaro transformou a data
em palanque eleitoral. No ano anterior, ele já pregara desobediência ao
Judiciário. Ou seja, os limites intrínsecos e essenciais à democracia foram
ultrapassados. Agora, em 2024, o inelegível convoca na Avenida Paulista (SP),
uma manifestação que contará com a presença de Tarcísio, candidatos nas
eleições municipais, parlamentares de diferentes regiões.
TRECHOS PARA PENSAR:
“O espírito da Democracia exige ativa participação popular, dedicação ao regime e disposição de lutar por ele. Democracias não são mero fruto de eventos históricos, condições estruturais da sociedade ou instituições fortes. Democracias acontecem quando uma sociedade as exige. Foi o que aconteceu aqui, no Brasil, em 1984”.
“Quando
o Muro de Berlim caiu e se iniciou a democratização do Leste Europeu, os americanos
abandonaram o realismo kissigeriano, ideologia dominante em sua política
externa, em nome de duas correntes em disputa. Uma, o liberalismo de Bill Clinton e Barack Obama. Outra, o neoconservadorismo de George W. Bush.
Ambos acreditavam que os Estados Unidos tinham a ganhar se aumentasse o número
de democracias no mundo. Oportunidades comerciais aumentariam, mercados se
abririam, o número de conflitos armados diminuiria. A diferença é que liberais defendiam que uma democracia só se
estabelece de baixa par cima. Ou a sociedade deseja o regime, vai às ruas
exigi-lo, ou a democracia é frágil e não dura muito. Os neoconservadores, não. Acreditavam que dava para impor a democracia
de cima para baixo. Basta construir as instituições e pôr no poder as
pessoas certas. Bem, os liberais podem exibir como exemplos América Latina e
Leste Europeu, ambos com longa história autoritária, em que a democracia se
fincou e permanece, com raras exceções, desde a década de 1990. O Iraque foi o
caso exemplar dos neoconservadores. Fracassou retumbantemente”.
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