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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Ataques à Democracia.

"Democracia é ideal dos que lutaram pela independência e dos que dedicaram a vida à construção da soberania nacional. A legitimidade é o principal pilar das instituições da República. Cuidar para que se fortaleça é missão de todos os brasileiros, cidadãos e autoridades".

·       Incitar a desobediência;

·       Conspirar e sabotar sistema eleitoral;

·       Fraudes;

·       Tenta tornar as disputas eleitorais contestadas no interior do país e na comunidade internacional, fabricando supostas evidências de fraude. Ou seja, atenta contra as eleições no país.

·       Usurpar funções, falsificar documentos públicos;

·       Erotizar tudo: “O governo só pensa naquilo”.

·       Deboche de um lado, teimosia ruim do outro.

·       Tenta cacificar nas eleições da pior forma (sem construção coletiva).

·       Adoção de discursos antissistema/antipolítica e surfar nessa onda com mobilização das redes – com mais força dos algoritmos.  

·       Tenta inibir a Corte (a justiça, o Judiciário) com pressões políticas de todos os lados e formas, revertendo a lógica: não é a Lei que inibe o crime, o crime que encolhe a Lei/Justiça.

·       A política teatralizada e o teatro politizado pela mídia/Globo – TV é como decorar todo o texto da Bíblia – o teatro é a vida e a vida política passa ser um teatro.

·       Fazer o regime perder a noção da realidade;

·       Foco: site criado pela oposição para divulgar as cópias das atas de votação, que comprovariam vitória de Urrutia.

·       Força uma opinião binária, contra ou a favor. Ver por inteiro desagrada a todos.

·       A discussão regular sobre toda sorte de assunto (tecnologia, ciência, celebridades, futebol, política) pode acontecer a esmo e sem limites.

·       Musk, por exemplo, é um demagogo a serviço do movimento antidemocrático de direita no mundo. Quer o espetáculo de qualquer jeito. Por exemplo: obedece sem piscar a ordens judiciais na Turquia, China ou Arábia Saudita; cortou repentinamente o acesso dos ucranianos à internet via Starlink para ajudar os russos na guerra; é um dos homens mais ricos do mundo, não está nem aí para prejuízos no X. A Musk interessa, politicamente, fazer teatro de defesa da liberdade de expressão nalgum canto do mundo que sirva a seus propósitos. E, ao dar continuadas ordens absurdas para cassar contas em segredo de justiça, Moraes lhe entregou a faca e o queijo nas mãos.

·       Diz defender a Democracia com ordens absurdas;

·       Calar todas as vozes com alcance da extrema direita, mesmo quando são meros aloprados iletrados, não diminui os riscos contra a democracia. Tem, pelo contrário, o potencial de aumentá-los.

·       Com Jair Bolsonaro cassado, o X fechado e a possível cassação da candidatura de Pablo Marçal, informamos a algo entre 20% e 30% dos brasileiros: sua voz precisa ser calada, suas escolhas devem ser ignoradas. Eles podem ser desagradáveis, mas ainda têm os mesmos direitos constitucionais de todos nós.

·       Precisa de uma Justiça fraca, desmoralizada, sem crédito. Então vai atacar a Justiça de todas as formas. Por exemplo, Moraes teve papel fundamental para impedir um golpe de Estado em 2022.

·       Se gente demais da sociedade não acredita que a democracia lhe sirva, ela decai. É quando o povo não acredita na democracia que ela pode cair.

·       Ditaduras dependem de duas coisas para subsistir: o apoio das Forças Armadas e da população. 

·       Lembra-se de quando o 7 de Setembro virou palco de oportunismos políticos e partidários? Aconteceu em 2022, quando Bolsonaro transformou a data em palanque eleitoral. No ano anterior, ele já pregara desobediência ao Judiciário. Ou seja, os limites intrínsecos e essenciais à democracia foram ultrapassados. Agora, em 2024, o inelegível convoca na Avenida Paulista (SP), uma manifestação que contará com a presença de Tarcísio, candidatos nas eleições municipais, parlamentares de diferentes regiões. 

 

TRECHOS PARA PENSAR:

“O espírito da Democracia exige ativa participação popular, dedicação ao regime e disposição de lutar por ele. Democracias não são mero fruto de eventos históricos, condições estruturais da sociedade ou instituições fortes. Democracias acontecem quando uma sociedade as exige. Foi o que aconteceu aqui, no Brasil, em 1984”.

“Quando o Muro de Berlim caiu e se iniciou a democratização do Leste Europeu, os americanos abandonaram o realismo kissigeriano, ideologia dominante em sua política externa, em nome de duas correntes em disputa. Uma, o liberalismo de Bill Clinton e Barack Obama. Outra, o neoconservadorismo de George W. Bush. Ambos acreditavam que os Estados Unidos tinham a ganhar se aumentasse o número de democracias no mundo. Oportunidades comerciais aumentariam, mercados se abririam, o número de conflitos armados diminuiria. A diferença é que liberais defendiam que uma democracia só se estabelece de baixa par cima. Ou a sociedade deseja o regime, vai às ruas exigi-lo, ou a democracia é frágil e não dura muito. Os neoconservadores, não. Acreditavam que dava para impor a democracia de cima para baixo. Basta construir as instituições e pôr no poder as pessoas certas. Bem, os liberais podem exibir como exemplos América Latina e Leste Europeu, ambos com longa história autoritária, em que a democracia se fincou e permanece, com raras exceções, desde a década de 1990. O Iraque foi o caso exemplar dos neoconservadores. Fracassou retumbantemente”.

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