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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Êba! O bolsonarismo está fragmentado.

Da Direita: 

·       O surgimento de uma alternativa na praça torna menos urgente e aflitiva a luta para salvar a pele de Bolsonaro.

·       A hierarquia revela um ex-presidente que enfrenta um risco real de condenações criminais.

·       A briga pela sobrevivência é exibida de maneira nua, deixando uma causa política mais ampla a agregadora em segundo plano.

·       A maneira como o bolsonarismo distorce a defesa da liberdade de expressão já ofereceu ao ex-presidente resultados melhores.

·       A manifestação teve fraqueza de público nas ruas, com menos grau de octanagem, menos força para dar tração a convocações políticas, muito menos fora de bolhas radicais, protesto com pouca novidade, menos capacidade de incendiar políticos e apoiadores e não fez o barulho necessário para mudar o ânimo de senadores diante do pedido de impeachment de Moraes.

·       O bolsonarismo já não é mais Bolsonaro, dissipou para o campo das ideias, crenças e o tal do mito mesmo, uma devoção que não tem mais o objeto representativo, inelegível. E o Marçal não é uma resposta plausível, nem lembra que existe – como um show que aconteceu e acabou. Que a tendência seja minguar – perder força e coesão!

·       Está sendo consumido pelas contradições internas e o desgaste do discurso.

·       Está caindo a máscara do uso da mobilização popular como forma de reafirmação de poder da elite e reafirmação da pauta conservadora.

·       Está brochando, no fundo nem é uma ideologia, mas produto de falhas da oposição.

·       A truculência pode ter alguma força momentânea enquanto um ato de rejeição, mas não se sustenta como ato permanente e duradouro (pois precisa mostrar produção e não apenas o ridículo). Gesto de arminha a agressão violenta, inclusive a colegas de Parlamento, não é projeto de longo prazo. A tendência é esvaziar quando o gado perceber que não vale a pena a boiada passar e deixar apenas um vazio.

·       Bolsonaro tenta criar um contraponto para sua possível condenação penal, típico de um sociopata narcisista.

 

Da Esquerda: 

·       Lula foi recebido pelo imperador e sua esposa;

·       A esquerda está se esforçando para produzir novas lideranças políticas – e a direita, em desmantelá-las.

·       Bolsonaro é família, deus e pátria? Família ele tem várias; Pátria foi a jura de fidelidade ao America’s first, e entregou a base de Alcantara e a Amazonia a Musk; quanto a Deus, qual? Ele defende Ulstra, um conhecido torturador.

·       Enquanto fascistas se aglutinam em seus grupelhos, que não devem ser ignorados, mas que a maioria prefere a democracia sem aparelhamentos e que irá se sobressair. O antídoto é o bom senso, que a Democracia nos oportuniza!

·       Há um Projeto orquestrado nos bastidores para, muito sutilmente, haver uma demissão em massa em todos os setores ligados ao PT (de ministros, a servidores, a filiações, a cancelamentos nas redes, etc.).

·       Aliás, o Bolsonarismo tem muito de um movimento sentimental. Uma espécie de paixão pelo ódio, movida a angústia e recalque, razão pela qual os apoiadores não conseguem concatenar ideias por meio de um cérebro já bastante combalido. Aliás, é bem isso que provoca o consumo desenfreado de ivermectina e cloroquina.

·       O simbolismo da extrema direita é a pane ou curto-circuito identitário na esquerda. Dois exemplos: 1) Níkolas: camisa com o escrito “Freedom Fighter” ou contra a identificação de gênero; 2) Tarcísio: um católico de mãos dadas com Silas Malafaia (não era mais coerente um padre?).

·       Há uma fragmentação da direita: 1) os mais radicais e midiáticos colaram em Marçal; 2) os mais moderados, em Tarcísio; CONCLUSÃO: nau sem rumo, com uma série de pendências e cabos soltos, o inelegível vai deixando claro aquilo que sempre foi: um político reclamão do baixo clero, pouco afeito a construir pontes, até mesmo com seus parceiros, e acusado pelos desvios legais que cometeu.

·       Por lógica, é sensato desconfiar da influência da direita na Justiça Brasileira: Bozo e Malafaia continuam soltos depois de tudo que já fizeram. Mechque sumiu, e um bando de viúva de milico aposentado (com suas gerações de familiares), desocupados. Afinal, canarinhos pedindo impeachment de um Ministro sabem o que são uma Legislação, a Política ou uma Suprema Corte?

·       Enfim, a extrema direita brasileira está fragmentada. Depois do bolsonarismo tentar surgir o Marçalismo, uma espécie de extraterrestre rompendo o peito de Bolsonaro e matando seu hospedeiro, ao estilo Alien, o 8º passageiro. Kkkkkkkkk

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