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O surgimento de uma alternativa na praça torna menos urgente e
aflitiva a luta para salvar a pele de Bolsonaro.
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A hierarquia revela um ex-presidente que enfrenta um risco real de
condenações criminais.
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A briga pela sobrevivência é exibida de maneira nua, deixando uma
causa política mais ampla a agregadora em segundo plano.
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A maneira como o bolsonarismo distorce a defesa da liberdade de
expressão já ofereceu ao ex-presidente resultados melhores.
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A manifestação teve fraqueza de público nas ruas, com menos grau de
octanagem, menos força para dar tração a convocações políticas, muito menos
fora de bolhas radicais, protesto com pouca novidade, menos capacidade de incendiar
políticos e apoiadores e não fez o barulho necessário para mudar o ânimo de
senadores diante do pedido de impeachment de Moraes.
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O bolsonarismo já não é mais Bolsonaro, dissipou para o campo das
ideias, crenças e o tal do mito mesmo, uma devoção que não tem mais o objeto
representativo, inelegível. E o Marçal não é uma resposta plausível, nem lembra
que existe – como um show que aconteceu e acabou. Que a tendência seja minguar –
perder força e coesão!
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Está sendo consumido pelas contradições internas e o desgaste do
discurso.
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Está caindo a máscara do uso da mobilização popular como forma de
reafirmação de poder da elite e reafirmação da pauta conservadora.
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Está brochando, no fundo nem é uma ideologia, mas produto de falhas
da oposição.
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A truculência pode ter alguma força momentânea enquanto um ato de
rejeição, mas não se sustenta como ato permanente e duradouro (pois precisa
mostrar produção e não apenas o ridículo). Gesto de arminha a agressão
violenta, inclusive a colegas de Parlamento, não é projeto de longo prazo. A
tendência é esvaziar quando o gado perceber que não vale a pena a boiada passar
e deixar apenas um vazio.
· Bolsonaro tenta criar um contraponto para sua possível condenação penal, típico de um sociopata narcisista.
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Lula foi recebido pelo imperador e sua esposa;
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A esquerda está se esforçando para produzir novas lideranças
políticas – e a direita, em desmantelá-las.
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Bolsonaro é família, deus e pátria? Família ele tem várias; Pátria
foi a jura de fidelidade ao America’s first, e entregou a base de Alcantara e a
Amazonia a Musk; quanto a Deus, qual? Ele defende Ulstra, um conhecido
torturador.
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Enquanto fascistas se aglutinam em seus grupelhos, que não devem ser
ignorados, mas que a maioria prefere a democracia sem aparelhamentos e que irá
se sobressair. O antídoto é o bom senso, que a Democracia nos oportuniza!
· Há um Projeto orquestrado nos bastidores para, muito sutilmente, haver uma demissão em massa em todos os setores ligados ao PT (de ministros, a servidores, a filiações, a cancelamentos nas redes, etc.).
· Aliás, o Bolsonarismo tem muito de um movimento sentimental. Uma espécie de paixão pelo ódio, movida a angústia e recalque, razão pela qual os apoiadores não conseguem concatenar ideias por meio de um cérebro já bastante combalido. Aliás, é bem isso que provoca o consumo desenfreado de ivermectina e cloroquina.
· O simbolismo da extrema direita é a pane ou curto-circuito identitário na esquerda. Dois exemplos: 1) Níkolas: camisa com o escrito “Freedom Fighter” ou contra a identificação de gênero; 2) Tarcísio: um católico de mãos dadas com Silas Malafaia (não era mais coerente um padre?).
· Há uma fragmentação da direita: 1) os mais radicais e midiáticos colaram em Marçal; 2) os mais moderados, em Tarcísio; CONCLUSÃO: nau sem rumo, com uma série de pendências e cabos soltos, o inelegível vai deixando claro aquilo que sempre foi: um político reclamão do baixo clero, pouco afeito a construir pontes, até mesmo com seus parceiros, e acusado pelos desvios legais que cometeu.
· Por lógica, é sensato desconfiar da influência da direita na Justiça Brasileira: Bozo e Malafaia continuam soltos depois de tudo que já fizeram. Mechque sumiu, e um bando de viúva de milico aposentado (com suas gerações de familiares), desocupados. Afinal, canarinhos pedindo impeachment de um Ministro sabem o que são uma Legislação, a Política ou uma Suprema Corte?
· Enfim, a extrema direita brasileira está fragmentada. Depois do bolsonarismo tentar surgir o Marçalismo, uma espécie de extraterrestre rompendo o peito de Bolsonaro e matando seu hospedeiro, ao estilo Alien, o 8º passageiro. Kkkkkkkkk
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