“Sim”, quando, de fato, o direito à educação de qualidade for assegurado no País.
“Melhorias menos tangíveis (pragmáticas), como professores bem formados e valorizados, projeto pedagógico que realmente não deixa nenhum aluno para trás, acolhimento que faça a criança e o adolescente terem vontade de aprender, são mais difíceis de perceber do que vaga na creche e merenda na mesa”.
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As
melhorias pedagógicas são mais
difíceis de perceber que vaga na creche e merenda.
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A
melhor resposta quando o assunto é educação é: como e
com que dinheiro.
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Uma
educação melhor para os filhos está entre os maiores sonhos das pessoas de
baixa renda. Mas, não sabem como conseguir isso nem quais elementos avaliar.
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Porém,
o brasileiro em geral sabe pouco o que acontece nas escolas públicas.
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Há
um grande distanciamento da população com relação à escola dos filhos.
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Segurança
é um dos itens principais para se avaliar bem uma escola entre as famílias.
Afinal, os principais entraves à Educação no País são: limitações impostas por
violência urbana e meio período de aulas. Ou seja, falta atenção nas melhorias
pedagógicas, pois a população pobre (que é a maioria do eleitorado), bota o
foco em escolas simplesmente livres do tráfico.
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Nos
grandes centros urbanos, o que continua dando voto mesmo, infelizmente, é
asfalto e polícia na rua (mesmo sendo a segurança de responsabilidade
estadual).
· O Brasil tem quase 3 mil obras paradas ou inacabadas em Creches e Escolas. O FNDE publicou novas regras para tentar agilizar a conclusão desses projetos (manter um fluxo de repasses do dinheiro Federal, regras que ajudam os prefeitos e governadores que terão certeza que receberão o dinheiro para continuar as obras – o Governo Federal não realiza a licitação, mas a prefeitura). Pois, quando o dinheiro federal não chega as prefeituras não têm recursos próprios para bancar, o canteiro desmobiliza. Além do dinheiro, projeto e execução. Descentralização de recursos.
- Quanto o governo gasta por aluno em escola pública no Brasil? Média anual: R$ 20,5 mil (só 1/3 do que os países ricos investem: R$ 66,5 mil).
- Entre 2015-2021, o investimento em Educação aqui no Brasil, da Básica à Superior, caiu -2,5% a cada ano, na contramão dos países da OCDE, que investiram +2,1% em cada ano nesse período. Houve uma redução dos investimentos em Educação nesse período, e agora que a pasta do MEC está conseguindo ampliar a fatia do Orçamento destinada à Educação.
- O Governo gasta com Educação 4,4% do PIB. Esses gargalos perpassam pela percepção da sociedade sobre o valor da Educação e a decisão dos gestores/políticos públicos para investir na qualidade dessa educação.
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