Kamala x Trump: sem plateia, microfone desligado do adversário que não estiver falando e mediadores para alertar mentiras absurdas pronunciadas.
- Trump
desmentindo algumas vezes pelos mediadores;
- Troca de
acusações e desmentidos;
- Kamala. Economia: priorizar famílias de Classe Média,
com ajuda financeira para pais com crianças e subsídios para pequenos negócios.
Trump terminou o governo dele, deixando o mais alto nível de desemprego desde a
Grande Depressão. Incorreto.
- Trump. Culpou Kamala e Biden pela inflação atual, a
mais alta da história da nação. Incorreto.
- Trump. Várias vagas de emprego, da população negra e
Hispânica, estão sendo ocupadas por imigrantes que entram de maneira ilegal nos
EUA.
- Kamala.
Há
provas de demonstração de seu desprezo pela Constituição, já descrito como
Perigoso e Inapto. A Nação não sobreviveria a um segundo governo do ex-chefe.
Você é uma ameaça à Democracia. Usaria o Departamento de Justiça contra os seus
inimigos políticos, usando o Estado contra adversários políticos. Você tem o
direito de se defender, mas a forma como faz isso importa.
- Kamala.
17
ataques a Trump.
- Trump. 13 minutos de ataques a Kamala. “O homem forte, que vai trabalhar em cima dos medos”.
- Kamala: precisava aparecer presidencial e dona da própria voz, diante de Donald Trump, conhecido por desestabilizar adversários (11 minutos sobre Kamala). Isso se converterá na migração de votos de indecisos para Kamala? Em conteúdo e forma ela marcou mais pontos, e conseguiu colocar Trump na defensiva (por 17 minutos) em vários momentos.
- Kamala: fica na ofensiva (postura mais agressiva); consegue desestabilizar o ex-presidente; mencionou as acusações na Justiça contra Trump; “Os líderes mundiais estão rindo de Trump”.
- Trump: centra em economia (inflação) e imigração; explora guinadas no discurso da adversária e falhas de governo Biden. Acusou-a de ser marxista, voltou a questionar sua identificação racial como negra. Atribuiu à rival e a Biden a iniciativa de “instrumentalizar” o governo para processá-lo.
- Kamala: Se distanciar das vulnerabilidades do governo dela e de Biden, sem deixar de ser leal a ele. Um desprezado por lideranças internacionais. Calma, tranquila e composta. Não estou intimidada. Colocou-o nas cordas. Perdedor. Sem proposta na Saúde (a 2ª maior preocupação dos EUA). Racista e velho (nas entrelinhas). Ela 59 anos e Ele 78 anos. Em nenhum momento perdeu a calma ou a linha. Deixou Trump agressivo, irritado, raivoso. Ela falou sobre Democracia, se Trump se arrependia de algo após a invasão do Captólio. Lembrou os processos e as condenações. Líderes o consideram uma desgraça. Tem 72% dos votos dos judeus contra 25% de Trump.
- Kamala: desnorteou Trump ao responder sobre aborto e, daí em diante, comandou o debate. Lembrou aos eleitores a condenação criminal e os indiciamentos contra Trump. Pintou um quadro otimista: soube se concentrar em propostas para o futuro, da habitação à competitividade global. Apresentou-se como representante da mudança, capaz de exercer a Presidência com responsabilidade. Soube passar uma imagem equilibrada.
- Trump: destacou a inflação e seu programa protecionista, de apelo nas regiões industriais. Um dos temas da agenda republicana, a imigração ilegal. Discurso e sua linguagem foram dirigidos à base fiel, pintando o quadro de um país à mercê de potências estrangeiras e imigrantes ilegais, distante da realidade da maioria da população. Muito voltado às batalhas ideológicas e guerras culturais. Trump teve a oportunidade de associar Kamala a pecha de radical de esquerda e vinculá-la ao governo impopular de Joe Biden (mas, jogou fora).
CONCLUSÃO: pelos dados
disponíveis, o mais provável é que o embate seja decidido por poucos milhares
de votos em três estados críticos: Michigan, Wisconsin e sobretudo Pensilvânia
(Kamala leva ligeira vantagem nos dois primeiros, e o quadro está empatado no
último). É para lá que a energia das campanhas se voltará nas próximas semanas.
- Ambos: mostraram visões antagônicas sobre aborto, meio ambiente e política externa.
- Economia (Kamala destruiu o que ele elevou), imigração, aborto (Trump destruiu esse direito das mulheres).
O desempenho da Kamala deixou Trump na defensiva. Trump chegou a afirmar que imigrantes estão entrando no país e comendo animais de estimação (cachorros e gatos) ou que estados democratas autorizam aborto no 9º mês de gestação e executam bebês. Nos dois casos, mediadores desmentiram o candidato no ar. Ele tentou botar a pulga atrás da orelha de muita gente (pode não ser tudo isso, mas ele tem alguma razão). A cantora Taylor Swift, uma das mais influentes do mundo, fez apoio público a Kamala. Esta, enfatizou que não quer trabalhar em cima de temores dos candidatos, mas sobre perspectivas possíveis (conseguiu falar mais de projetos, dados, números). Não caiu nas armadilhas de provocá-la. Ela falou muito para todo o eleitorado feminino (em maior número na população e no eleitorado).
Enfim, são 50 estados, mas a força decisória está 06 ou 07. Para aproveitar a visibilidade do debate, eles farão campanha em Estados indefinidos. São eles:
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