Não revelar a verdade é parte de algo importante para a vida em sociedade, para agradar ou não magoar as outras pessoas.
Para falar de segredos é preciso compreender que existem diferentes personalidades, contextos e histórias em que elas estão inseridas e o fato de que somos sociais e é comum que o tempo todo busquemos avaliações de nossas condutas em pessoas semelhantes.
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A
depender do peso do segredo, ele pode se tornar um fardo difícil demais para
ser carregado;
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Existem
muitas variáveis para um segredo ficar ou não retido em nós: sensação de estar
inseguro ou ameaçado, valores familiares, dinâmica sociocultural de onde a
pessoa vive, a rejeição social que ele pode causar, segredos pesados estão
acompanhados de mágoas e rancores (tipo violência doméstica, sexual, orientação
sexual, e aqui afeta a saúde física e mental do indivíduo), etc.
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Quando
a gente guarda não só um segredo, mas um sentimento ligado a ele --como uma
mágoa, uma dor ou um pensamento estressante --, o cérebro reage como se
estivéssemos em perigo naquele momento, uma reação de estresse. Um conjunto de
reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a situação que exige
esforço de adaptação, para buscar o equilíbrio do organismo.
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Segundo
Freud se a pessoa cala e se reprime, as mágoas e raivas podem virar doenças.
Pode ser que você consiga gerenciar isso, mas, efetivamente quando esse segredo
te assola, por exemplo, ocorre um estresse. Se essa situação se repetir por
várias vezes seguidas, o indivíduo pode adoecer devido ao aumento do estresse.
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Guardar
segredos fortes pode nos trazer muita ansiedade. "A ansiedade é altamente
correlacionada com a depressão. Ao perceber que algo está fazendo a pessoa
sentir-se mal, é importante ligar o sinal de alerta".
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"Se
você se sente preso a um segredo, pensa nele todos os dias e ele começa a
pesar, é porque não está certo, algo está errado".
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Se
o teu segredo te deixa preocupado e você está formando até um pensamento
obsessivo, numa coisa que vem todo dia, te atrapalha, te desconcentra, que pode
te prejudicar nas relações com as pessoas, pode ser a hora de buscar ajuda.
Observar a
intensidade e a frequência dessas sensações também é importante, assim como
suas consequências: dores ou mal-estar, vergonha, medo ou depressão,
acompanhado ainda de outros sintomas físicos.
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As
pessoas deveriam ser mais compreensivas, no sentido de que é natural que a vida
não seja perfeita e isso não desqualifica ninguém. "Muita gente espera o
impossível, e quando se espera isso, apenas um mentiroso é capaz de atendê-las”.
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Todos
têm segredos e nem todos são ruins ou prejudiciais. Nem todos os segredos
incomodam e, em alguns casos, manter certos segredos é necessário. Muitas vezes
um segredo que você guarda e te incomoda, é menor do que parece. Conhecer a si
mesmo pode trazer respostas para questões simples como, “por que eu estou sofrendo com isso?" ou "preciso realmente levar isso comigo?".
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Foque
sempre na sua saúde e bem-estar e se você não conseguir resolver sozinho, não
hesite em procurar ajuda com um profissional de saúde mental como um psicólogo.
Não se importe com o tamanho do seu problema, sempre existe uma terapia que
poderá ajudar.
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Fobia
é um medo irracional e persistente, capaz de levar a pessoa que o sente a um
nível altíssimo de ansiedade e sofrimento. É algo bastante comum, que nos leva
a evitar baratas, alturas elevadas ou mergulhar no mar.
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As
fobias sexuais, principalmente, devem ser levadas a sério: na maioria das vezes
impedem as pessoas de manter relacionamentos saudáveis e até de ter uma visão saudável
sobre o próprio corpo. Cada caso é único e requer tratamento adequado — em
geral à base de terapia e medicamentos —, mas, via de regra, fatores
inconscientes vindo de uma educação repressora, situações de abuso e autoimagem
distorcida desenvolvida na infância estão por trás dessas fobias.
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A
dificuldade em ter um relacionamento estável pode estar relacionada com o seu
grau de liberdade. Quando encaramos a nossa companhia como alguém capaz de
dominá-lo tão completamente que ela deixaria de existir. Daí a defesa.
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Por que é tão difícil guardar um segredo? Porque ele é um
fardo: segredos são pedacinhos de informação incômodos que brotam no fluxo de
consciência toda vez que você está sozinho e distraído.
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Uma
pessoa comum guarda em média 13 segredos, dos quais 5 são, de fato, segredos –
nunca foram compartilhados com ninguém.
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A
razão por trás da dificuldade em guardar segredos depende de uma variável bem
básica: o segredo é seu – e sua revelação afetaria você – ou é de outra pessoa,
e você é apenas um confidente? Os segredos não são necessariamente incômodos porque
você precisa se esforçar para escondê-los o tempo todo. Afinal, quando o
segredo é realmente secreto, os terceiros que teriam interesse em sabê-lo.
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O problema é
outro:
você pensa neles quando está sozinho. O fardo de carregar um segredo é que ele
reaparece no nosso fluxo de consciência toda vez que estamos distraídos lavando
a louça ou tomando banho.
1. Pessoas
perturbadas pelos segredos eram menos eficazes e se sentiam
mais cansadas. Além do esforço mental de levar uma vida dupla e
a incapacidade de não pensar no
que você esconde, pessoas que guardam segredos acabam com uma auto-estima
mais baixa e têm uma percepção pior de si mesmas porque não se sentem autênticas:
existe algo importante para elas, que faz parte de sua identidade, mas não pode
vir à tona. Compartilhar é um alívio.
2. No caso dos segredos de outras pessoas, entra
em jogo a sensação de poder. Saber algo que os outros não sabem põe
você numa posição vantajosa na hora de
navegar as relações sociais. Mas há algo ainda melhor do que ter poder: mostrar para os outros que você tem. Ao contar os segredos de
alguém para uma terceira pessoa, você sacrifica
a exclusividade. Por outro lado, inspira
respeito (por ter acesso à
informação privilegiada) e generosidade (por compartilhar o que
sabe).
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