“Colocar pobre na universidade não é gasto, é investimento” (Lula, 09/2019).
“A quem interessa o teto de gastos, aos banqueiros?” (Lula, 06/2021).
“Vamos gastar o que for preciso” (03/2022).
“Nós precisamos, primeiro, pagar a dívida que temos como povo pobre” (04/2022).
“Gasto é vida” (Dilma, 2005).
1. Estar convencido
dos investimentos no País e no seu futuro, com apoio da opinião pública em
geral. Todos com alta taxa de retorno social, ou compromissos de campanha que
devem ser honrados;
2. Não levar em
conta “nervosismos do mercado”, mas saber se precisa efetivamente conter gastos
ou se precisa aumentar a arrecadação. Fazer discussões coletivas;
3. Não perder
sustentação política, sobretudo caindo na armadilha do mercado de apertar
despesas ou ir na contramão dos discursos de campanha;
4. O investimento
social não deve ser encarado como gasto, sem deixar de enfrentar questões fiscais;
5. O papel da
equipe econômica é dizer que não tem dinheiro; o dos demais ministros é pedir
recursos; e o de Lula é o de arbitrar o impasse, descobrindo brechas para
arrumar verba;
6. Existência de
governo capaz, confiável e efetivo operacionalmente;
7. Lideranças
políticas responsáveis em reduzir os graus de incertezas sobre o futuro;
8. Inspirar um
mínimo de confiança e cooperação na busca de compartilhados objetivos maiores;
9. Exercícios
consistentes em diálogos com base em moderação, serenidade, postura e
compostura;
10. Conseguir, como parte de um processo de melhoria da qualidade do debate público informado, reduzir em favor do conteúdo da discussão o peso relativo dos insultos digitais, valorizando mais a serenidade e a prudência-com-propósito como virtudes políticas e aprofundar a discussão sobre utopias e distopias, a partir do Estado e do dinamismo da sociedade, visando mudar, para melhor, um país complexo e difícil como o nosso.
Enfim, somos uma sociedade
dinâmica, complexa, heterogênea e desigual, que precisa acreditar mais em si
própria e no poder que tem de realizar grandes coisas, como, por exemplo, o próprio
crescimento econômico e social. Para isso, apostar no investimento público
e no poder de autogestão do Estado, por servidores e cidadãos competentes,
confiáveis e responsáveis, rompendo com três fenômenos nefastos de nosso
passado colonialista, escravocrata, ditatorial, mercantil, midiático e agora desregulado pelas redes sociais: 1) o messianismo
salvacionista; 2) o voluntarismo exacerbado e; 3) o autoritarismo exercido em
nome do povo. Tudo incompatível com um republicano Estado Democrático de
Direito.
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