O Brasil ainda tem 9,6 milhões de analfabetos em com 15 anos ou mais.
O Nordeste é onde vive mais da metade, com destaque para Piauí (onde a taxa é 14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). A título de comparação, no Rio a taxa é 2,1%, em São Paulo e Santa Catarina 2,2%.
O maior contingente de analfabetos são idosos que não tiveram acesso à escola na infância e na juventude.
Infelizmente, mesmo as crianças hoje na escola têm enfrentado dificuldades na alfabetização. 56% dos alunos do segundo ano do ensino fundamental não tinham capacidade básica de leitura nem de escrita ao final de 2021. Mais da metade das crianças brasileiras não é alfabetizada na idade certa, e apenas 43% já aprenderam a ler aos 8 anos.
Para erradicar o analfabetismo, seria
bem-vinda uma aliança suprapartidária no Congresso Nacional de representantes
dos estados mais afetados (Piauí, Alagoas e Paraíba), em parceria com o MEC e
os respectivos governos estaduais, para apoiar e acompanhar políticas de
alfabetização com o objetivo de acabar com essa vergonha – quase 10 milhões de
analfabetos no país. É inaceitável que, em plena era digital, tanta gente ainda
viva nas trevas.

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