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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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terça-feira, 13 de junho de 2023

Cortes de árvores durante o governo do Verme (2022).

 No ano passado, em média, 21 árvores foram cortadas por segundo apenas na Amazônia (só o Cerrado mais a Amazônia concentraram 90% das áreas derrubadas). Em 2022, o desmatamento cresceu +22,3% no país, o equivalente a um Estado do Rio e meio de área verde (Fonte: MapBiomas).

Fiscalização afrouxada liberou criminosos que desmatam tudo o que encontra pela frente para extração de madeira, grilagem e conversão de terras em pastagens.


Principais polos dos cortes no Brasil – Matopiba e Amacro.

A antiga e ainda principal fronteira do desmatamento no Brasil é a área do Matopiba: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Foram 541 mil hectares desmatados (26,3% de todos os cortes no país). Em seguida vem a tríplice fronteira entre Amazonas, Acre e Rondônia (Amacro) que teve 231 mil hectares de área desmatada, 11,3% do total verificado no país e 19,4% do que foi perdido na Amazônia.  Ambas se consolidam como a principal frente de desmatamento nacional.

Por trás dessa tragédia está a pressão da agropecuária, sustentada legalmente pela bancada ruralista no Congresso que desenhou o projeto para criação de um polo de agronegócio, apoiado na gestão presidencial passada. A resistência à demarcação das terras aos povos originários e a defesa do Marco Legal visam a devastação, pois parte considerável do desmatamento da Amazônia acontece em floresta pública não destina (e o sul do Amazonas tem concentração grande dessas áreas).

Lula agora vem com tudo para tentar reverter esse processo de destruição. Além da fiscalização intensa (só no primeiro semestre deste ano, o Ibama já aplicou 179% mais autos de infração do que a média dos últimos 4 anos na Amazônia), investimento em pessoal e estrutura. Além de reforçar o controle, o estado deve chegar com a mão amiga para apoiar a regularização ambiental de quem tem direito por lei. Também é uma boa ideia o monitoramento do desmate em tempo real.

Enfim, se for para destinar terras públicas que seja para unidades de conservação ou comunidades indígenas e de uso sustentável! Afinal, apenas 1,4% de todo desmatamento do Brasil no ano passado aconteceu em Terras Indígenas; e 0,05% em comunidades quilombolas. Esse retrato reforça a ideia de que eles são realmente os guardiões da floresta.

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