No ano passado, em média, 21 árvores foram cortadas por segundo apenas na Amazônia (só o Cerrado mais a Amazônia concentraram 90% das áreas derrubadas). Em 2022, o desmatamento cresceu +22,3% no país, o equivalente a um Estado do Rio e meio de área verde (Fonte: MapBiomas).
Fiscalização afrouxada liberou criminosos que desmatam tudo o que encontra pela frente para extração de madeira, grilagem e conversão de terras em pastagens.
Principais polos dos cortes no Brasil – Matopiba e Amacro.
A antiga e ainda principal fronteira do desmatamento no Brasil é a área do Matopiba: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Foram 541 mil hectares desmatados (26,3% de todos os cortes no país). Em seguida vem a tríplice fronteira entre Amazonas, Acre e Rondônia (Amacro) que teve 231 mil hectares de área desmatada, 11,3% do total verificado no país e 19,4% do que foi perdido na Amazônia. Ambas se consolidam como a principal frente de desmatamento nacional.
Por trás dessa tragédia está a pressão da agropecuária, sustentada legalmente pela bancada ruralista no Congresso que desenhou o projeto para criação de um polo de agronegócio, apoiado na gestão presidencial passada. A resistência à demarcação das terras aos povos originários e a defesa do Marco Legal visam a devastação, pois parte considerável do desmatamento da Amazônia acontece em floresta pública não destina (e o sul do Amazonas tem concentração grande dessas áreas).
Lula agora vem com tudo para tentar reverter esse processo de destruição. Além da fiscalização intensa (só no primeiro semestre deste ano, o Ibama já aplicou 179% mais autos de infração do que a média dos últimos 4 anos na Amazônia), investimento em pessoal e estrutura. Além de reforçar o controle, o estado deve chegar com a mão amiga para apoiar a regularização ambiental de quem tem direito por lei. Também é uma boa ideia o monitoramento do desmate em tempo real.
Enfim, se for para destinar terras públicas que seja para unidades de conservação ou comunidades indígenas e de uso sustentável! Afinal, apenas 1,4% de todo desmatamento do Brasil no ano passado aconteceu em Terras Indígenas; e 0,05% em comunidades quilombolas. Esse retrato reforça a ideia de que eles são realmente os guardiões da floresta.


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