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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 10 de junho de 2023

Almas negligenciadas.

 

Arrogante e vaidoso, o ser humano mata os outros animais. Mata para se vestir, para lucrar e até por esporte. Está feita mais uma injustiça, daquelas que se paga com a morte apesar de nenhum mal ter sido cometido. Não há velório, nem choro, nem resignação. Pelo quê? Alma de bichos?

Não! Almas (sem adjetivação ou tentativa de desqualificação). Deveria ser triste e deprimente, também! Mas, é característica da condição humana individualista se resignar apenas pelos seus.

Talvez um dia a Ciência prove de uma vez por todas não só a nossa alma, mas também as outras almas anônimas e massacradas.  Já existem programas científicos trabalhando nesse sentido. Provavelmente, estamos mais perto de conseguir conversar com baleias – entendendo por conversar o ato de produzir e de trocar ideias – do que com um terraplanista. Quando começarmos a conversar com baleias, teremos de nos confrontar com a questão inconveniente: bichos têm alma? Alma – a suposta essência imortal que anima o corpo –, não sei. Nem sei se existe tal coisa. A ciência, contudo, já vem reconhecendo que muitos animais são entidades conscientes e autoconscientes. No caso das baleias é até possível classificá-las como seres culturais, pois produzem canções que são depois transmitidas de indivíduo para indivíduo, e de geração para geração, dentro do mesmo grupo. Não sabemos até que ponto essas canções constituem formas de comunicar conhecimentos. Pode ser que as baleias cantem para memorizar rotas. E se os cantos forem belos mapas sonoros? E o tanto de enigmas que existem entre golfinhos, chimpanzés, gorilas, cães e gatos?...

Os seres humanos nunca afligiram tanto sofrimento aos animais. Isto tem a ver com o crescimento da produção de animais para abate, especialmente na China (sorte da vaca ser sagrada na Índia, senão... Rsrs). Mas, alguns avanços foram conquistados. Em muitos países, a proteção do bem-estar dos animais é vista como uma responsabilidade importante do Governo. Restam empresas e grandes multinacionais irem ao mesmo caminho (e aí reside a maior das dificuldades, pois impacta diretamente negócios e lucros).

Dentro dessa realidade, é difícil compreender que não temos direitos de propriedade sobre o planeta e seus recursos, muito menos sobre os bichos e as árvores. Estamos aqui como convidados, entre tantos outros, e devíamos comportar-nos como tal.

Enfim, em uma sociedade capitalista como a nossa, que lucra com o sofrimento alheio, será muito difícil aceitar os prejuízos financeiros acarretados pelo reconhecimento dos direitos dos animais. Ainda assim, nossa ganância não justifica a condenação de suas almas.

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