As duas principais causas de morte na população brasileira são: doenças cardiovasculares e câncer. Um fenômeno estudado chamou muito a atenção de algo que, inclusive, está relacionado a essas duas causas.
Segundo dados computados do DataSUS, 1 em cada 10 (10,5%) de todas as mortes evitáveis (prematuras) no Brasil em 2019 estava associada ao consumo de alimentos ultraprocessados (totalizando 57 mil mortes evitáveis no referido ano). ELES são mais afetados do que ELAS!
Foi considerada a faixa etária de 30 a 69 anos porque não há incidência relevante de mortes por doenças consideradas da infância e adolescência (como doenças infectocontagiosas) ou mortes associadas à velhice (que reduzem a expectativa de vida). O consumo esteve associado a mais mortes atribuíveis em todas as faixas etárias, mas foi mais alto nos mais velhos quando comparados com os mais novos.
Alimentos ultraprocessados são os que não contêm quase nada ou têm muito pouco do alimento original, como salgadinhos, bolachas recheadas, sorvetes, refrigerantes, balas e doces. Eles devem ter consumo mínimo na pirâmide alimentar, seguidos de alimentos processados, dos minimamente processados, e, por último, os in natura – estes devem ocupar a base da pirâmide nutritiva.
A população brasileira, por questões socioeconômicas como custo dos produtos, tem consumo médio de ultraprocessados na dieta relativamente baixo (de 13% a 21%) ante outros países, como EUA e Canadá (mais de 70% da dieta neles). Mas, esse consumo vem crescendo de maneira alarmante.
É preciso investir em ações integradas para evitar a tentação desses alimentos. Algumas delas são: implementar, através da Anvisa, informações nos rótulos dos alimentos que apresentem alto teor de sódio, gordura e açúcar; taxação de bebidas açucaradas, redução de oferta de ultraprocessados em supermercados e a obrigatoriedade de incluir nas merendas escolares alimentos de alto teor nutritivo, entre outras.
Enfim, reduza ou corte de vez esses alimentos de sua dieta, coma melhor e viva mais!

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