"Eu não quero arrumar inimigos. Eu não quero guerra, quero paz. Eu não quero ódio, eu quero amor. Eu não quero armas, eu quero cultura e quero livro. Eu não quero cadeia, eu quero escola. É esse país que eu peço a vocês: me ajudem a construir" (Lula).
1. “A estabilidade
fiscal não pode ter como preço o sofrimento das pessoas”.
2. “Algumas coisas
encaradas como gastos nesse país vão passar a ser vistas como investimentos”!
3. “Está descartado
privatizar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil”!
4. “Não é possível
que se tenha cortado dinheiro para cumprir a meta fiscal, cumprir a regra de
ouro. Sabe qual é a regra de ouro nesse país? É garantir que nenhuma criança vá
dormir sem tomar um copo de leite e acorde sem ter um pão com manteiga para
comer todo dia”!
5. “A Petrobras não
vai ser fatiada”.
6. “O BNDES e o Basa (Banco da Amazônia) voltarão a ser bancos de investimentos nesse país, inclusive para pequenos e médios empreendedores”.
7. “Nosso compromisso é muito simples: é reconstruir esse país”!
8. “A democracia está de volta, a civilidade está de volta. Esse povo vai ser ouvido, esse povo vai ter o direito de dar palpite naquilo que temos de fazer”.
9. “Dizer para vocês que as empresas públicas brasileiras serão respeitadas”.
10. “Já vou ter no Egito mais conversas com lideranças mundiais em um único dia do que o Bolsonaro teve em quatro anos”.
11. “Uma das coisas que vamos fazer é recolocar o Brasil no centro da geopolítica internacional”.
12. “Vocês não têm noção da expectativa que o Brasil está gerando no mundo”.
13. “Então quando as pessoas falam 'ah, mas os ruralistas não estão com bronca?', eu quero conversar para saber qual é a bronca”.
14. “A reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL) e as mudanças na legislação trabalhista feitas na gestão do ex-presidente Michel Temer foram um desastre”.
15. “A expectativa é tão grande que em um único dia eu recebi 26 telefonemas, coisa que o Bolsonaro talvez não tenha recebido nenhum”.
Enfim, o trabalhador com fome nada produz, é como uma máquina sem combustível. E sem o trabalhador é impossível controlar qualquer teto de gastos, qualquer estabilidade fiscal. A origem de toda riqueza está na mão de obra que para funcionar precisa de alimentação, saúde e educação. Portanto, Lula está corretíssimo em tudo!
“Espero que o mercado não atrapalhe a transição do Lula. Com as
falas do presidente, o mercado reagiu com o sobe-e-desce do dólar e da Bolsa,
mas isso quer dizer nada. O mercado está sempre com posições compradas e faz
esses movimentos de Bolsa e dólar para ganhar dinheiro. O pessoal está olhando
o Brasil há bastante tempo com certa condescendência. Se ele tivesse alguma
racionalidade, teria tido uma reação muito forte a todas as oscilações feitas
no governo Bolsonaro no teto de gastos. Quando teve a PEC Kamikaze, que foi a
coisa mais populista e gastadora, a maior licença para gastar, o mercado nem se
mexeu. Foi uma cosquinha. Com o orçamento secreto, não fez quase nada. O teto
de gastos já não existe há bastante tempo, basicamente desde que foi criado.
Foi modificado em praticamente todos os anos do governo Bolsonaro. Quando você
pega o conjunto de mudanças ocorridas, foi uma regra fiscal para jogar no lixo.
Enfim, o que realmente importa é a discussão macroeconômica por vir. A reação
do mercado é ideológica” (Monica de
Bolle, professora da Universidade Johns Hopkins).
O mercado (figuras graúdas da finança ou um comitê da burguesa financeira ou ainda credores do governo em geral ou quem vende ou compra reais e quem financia a enorme dívida pública) fica abalado quando Lula passa a mensagem de que é necessário gastar o necessário para atender demandas sociais. Afinal, eles estão acostumados a mamar subsídios e desonerações fiscais bilionárias. As expectativas de participantes do mercado por uma condução mais conservadora na economia é alimentada pelo desejo de limitar gastos públicos, sobretudo na área social. Vivemos em um país que normalizou a prática de privilegiar a economia em detrimento dos mais vulneráveis. População morrer de fome pode, só não pode faltar dinheiro pra pagar juros extorsivos aos magnatas, né? Ah, como o mercado é sensível... Basta um discurso do Lula e o dólar e a bolsa já sentem. Mas no governo Bolsonaro era diferente, não importa o que ele falava o mercado estava imune, ou pelo menos não estava na primeira página do jornal. O jeito é voltar com o Guedes para o coitadinho do mercado não sofrer. Oh que horror! O mercado (financeiro) quer que tudo permaneça como está, não importa que o povo continue passando fome. Para essa turma de rentistas, Lula tem que continuar a (falta de) política econômica do guedes, que garantiu a eles 12% ao ano sobre capital improdutivo. Se o povo morrer de fome, que se dane o povo, pensam. Mas, não vai mais ser assim! Não mesmo!!!
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