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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Debate público e o controle da (Des)Informação.

 

O combate à desinformação tem como principal contraponto a sua própria fábrica gigantesca de mentiras e distorções. Conter notícias falsas ou combatê-las virou o centro da guerra política, cultural e social em que vivemos. A situação é muito complexa porque envolve atitudes não apenas involuntárias, mas deliberadamente.

Conteúdos não podem ser retirados de sites públicos indiscriminadamente, enquanto fake news são colocadas no lugar. Isso prejudica agências de checagem, organizações da sociedade civil e o próprio cidadão que busca informação “como e para” exercer sua cidadania. Como pode tamanha cretinice? Há receio de manter no ar determinada “informação indevida”, mas não há o mesmo nível de constrangimento em retirar uma informação que deveria ser pública!?

Num contexto em que 25% dos brasileiros afirmam se informar pelas redes sociais (pesquisa DataSenado 2022) e quase metade da população depende de planos pré-pagos, com franquias limitas, fazendo dos aplicativos de mensagens o principal canal de acesso à informação e inibindo a navegação por sites diversos... Enquanto isso, o Fecebook tem 2,96 bilhões de usuários ativos mensais. O Instagram, 1,28 bilhão. E o WhatsApp, 2 bilhões. A holding toca, todos os meses, mais da metade da população on-line no planeta. 40% de todos nós, humanos! Quantas companhias, na história da humanidade, podem dizer o mesmo?

Carecemos do fortalecimento do acesso à informação como uma política de Estado, não de governo nem de empresa privada.

Sem a valorização da transparência ativa, a desinformação encontra ambiente fértil para se propagar. De um lado, o sigilo centenário de informações públicas; de outro, o intenso uso da máquina pública para compilar benefícios próprios. Só uma coisa dessas poderia ressuscitar saudosista da ditadura sonhando com uma quartelada em pleno século XXI. Não deu certo, mas a aposta se mostrou lucrativa. Os militares abocanharam mais de 6 mil cargos civis, garantiram novos privilégios na Previdência e embolsaram salários e gratificações acima do teto.

Enfim, o governo que deveria combater tudo isso é o seu principal agente e estimulador. Essa grande mentira em forma de Bolsonaro e sua trupe devem ser extirpadas da nossa democracia! Os oficiais devem se afastar da política e retornarem aos quartéis, definitivamente!

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