Raspa o caixa e boicote – garantindo logo uma ponta...
Só foi a Petrobras anunciar o lucro líquido de R$ 46,096 bilhões no terceiro trimestre deste ano (+48%), com lucro total nos nove primeiros meses deste ano de R$ 144,987 bilhões (+92,9%), para o Conselho de Administração da Petrobras apressar o pagamento de dividendos (fatia de lucros) para acionistas, que mamam na submissão da empresa à lógica de preços de mercado. O resultado positivo foi impulsionado pela alta do preço do petróleo no mercado internacional (o barril tipo Brent saltou de US$ 73,47 para US$ 100,85).
A antecipação mostra o desespero de acionistas em meter no bolso o dinheiro de lucros da estatal (recursos) antes que eles caiam no caixa do governo federal já na gestão Lula.3. No 1º semestre deste ano, já havia sido distribuídos R$ 136,2 bilhões. Agora para o final do 3º trimestre (setembro) foram liberados mais R$ 43,7 bilhões. Ou seja, no total, já vai um montante de R$ 179,9 bilhões!
Bando de sanguessugas! No 2º trimestre, a Petrobras foi a maior pagadora de dividendos no mundo! Isso significa caixa alto da empresa e investimentos baixos. E o dinheiro vai parar no bolso de investidores. O pagamento só podia ter sido aprovado pela maioria dos membros do colegiado, óbvio! Dos 11 integrantes do conselho, 6 foram indicados por Bolsonaro (entre eles o Caio Paes de Andrade, presidente da estatal).
O fato não desagradou apenas a equipe de Lula, mas também a FUP e a Anapetro, que representa petroleiros acionistas minoritários. Enfim, judicialização neles! A companhia precisa passar por mudanças, com perspectiva de menor distribuição de dividendos e um volume maior de investimentos. Lula já indicou que vai rever essa política de preços que se baseia nas cotações internacionais do petróleo e do dólar.
“Passada a eleição volta a sangria na Petrobras. Não concordamos com
essa política que retira da empresa sua capacidade de investimento e só
enriquece acionistas. A Petrobras tem de servir ao povo brasileiro” (Gleisi Hoffman).
·
Equipe
de Lula estuda mudar a atual política da Petrobras em 2023 e planeja preços
regionais para combustíveis:
A)
O
objetivo é reduzir o impacto da cotação internacional do petróleo no custo da
gasolina e do diesel no país;
B)
A
ideia é, em 2023, substituir a atual paridade internacional por uma fórmula que
considera o peso da produção local em refinarias da Petrobras e da importação
em cada área;
C)
A
partir de uma referência nacional, a estatal poderá ter preços diferentes em
cada região;
D) A equipe ainda planeja a formação de estoques reguladores e de um fundo de estabilização para crises.
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