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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Pauta “Amazônia”.

 Se o Estado não chegar logo na Amazônia, o Mercado vai pegar primeiro!

Em vez do Ministério do Desenvolvimento, precisamos ter ministérios do Envolvimento chamando empresas, estados, municípios e sociedade a envolver-se com uma economia que promova a justiça social e ambiental. Os organismos de financiamento, assistência técnica, pesquisa e tecnologia devem se “harmonizar”. Todo mundo junto!

“A humanidade exige a preservação da Amazônia, mas muitas vezes esquece que há 28 milhões de humanos que vivem na região e anseiam por melhor qualidade de vida” (Lula).


Modelos extremados e equivocados para a gestão da maior floresta tropical do planeta...

1.     Há os que defendem “passar a boiada”, afrouxando o combate ao desmatamento e estimulando um modelo histórico e predador, ideologia capitaneada pelo governo Bolsonaro nos últimos 4 anos;

2.     E há aqueles que, sem entender a dimensão socioambiental, propõem fechar a Amazônia numa redoma intransponível a qualquer atividade econômica, mantendo assim a situação atual de carência do povo que mora na região.

Deve ser motivo de reflexão o voto maciço que houve em parte da região Norte pela continuidade da permissividade e do conluio com crimes ambientais. A maioria dos amazônidas foi levada a acreditar que a defesa do meio ambiente impedirá o crescimento econômico. Essa é uma tremenda fake news potencializada na campanha eleitoral de 2022, o que fez Lula perder na região.

Aliás, o mundo entendeu a importância do Brasil e sabe que, sem Amazônia, não tem futuro. Mas o Brasil entende a Amazônia? E os 28 milhões ou os 13% de brasileiros que vivem na Amazônia entendem? A julgar pelas eleições, temos problemas. Enquanto o Nordeste garantiu a vitória de Lula, dando uma chance à democracia e ao meio ambiente, igualmente ameaçados, nos estados amazônicos, com exceção de Pará e Amapá, a vitória foi de Bolsonaro, com grande vantagem nos municípios do “arco do desmatamento”, dominados pela nova “corrida do ouro”. 

A verdade é que a região pode crescer, gerar emprego e renda, melhorar as condições de infraestrutura, produzir do minério de ferro ao açaí, sem ameaçar nem unidades de conservação nem terras indígenas, mantendo e regenerando a floresta em pé, além de cumprir a Constituição. Entretanto, essa pauta tem de partir dos próprios amazônidas, o que implica um processo de mobilização social e conscientização.

A indústria 4.0 comprometida com o meio ambiente aposta num novo tipo de industrialização, pautada no modelo de “Zonas Francas Verdes”. Ela faz parte da bioeconomia – sistema que reúne as atividades produtivas baseada em recursos naturais renováveis, com alta agregação de tecnologia e ampla aplicação em alimentação, fármacos, cosméticos, indústria química e energia limpa. Por exemplo, já se produz madeira com certificado internacional de boas práticas de manejo em Unidades de Conservação de Uso Sustentável.

Em outras palavras, se o Estado não chegar logo na Amazônia, o Mercado vai pegar primeiro! Há necessidade de se investir em infraestrutura sustentável por lá: rodovias, portos, aeroportos, energia elétrica, comunicações, condições urbanas dos municípios e saneamento básico. Ou seja, é fundamental reforçar qualitativa e quantitativamente a presença do Estado na Amazônia. Trata-se de equipar e ampliar a estrutura, o pessoal e as condições para monitorar com inteligência e fazer cumprir a lei na região. A Amazônia tem que voltar a ser parte da solução para os desafios climáticos da humanidade, um bom debate para a COP27.

Enfim, não só é possível, como urgente e imprescindível, conciliar desenvolvimento e meio ambiente. A Amazônia pode gerar emprego e renda sem deixar de ser Amazônia!


O futuro precisa ser verde.

A crise climática é uma ameaça existencial a nosso futuro, empregos, alimentos, filhos, lares e ao planeta. Encontrar soluções requer uma cooperação global. Temos a grande oportunidades, e muitos motivos, para nos unirmos diante de um problema real que afeta, e afetará mais ainda, a todos! Devemos intensificar a ação global para reduzir as emissões de carbono e nos adaptarmos aos impactos climáticos, cumprindo e ampliando as metas anteriores. A cooperação pela conservação da biodiversidade na Amazônia tem o poder de reunir instituições governamentais, sociedade civil e setor privado. As estratégias para o crescimento econômico devem estar focadas na sustentabilidade e no apoio a esforços climáticos mais amplos. Podemos todos contribuir no combate à crise climática com a criatividade, visão e liderança climática de empresas brasileiras, sociedade civil, universidades, comunidades indígenas e governos.

Ousadia e inovação. Temos que cuidar de 20% da biodiversidade e de 12% da água doce do planeta e não conseguiremos com uma população faminta, educação sucateada, tecnologia atrasada, infraestrutura inadequada e gestão político-econômica feita em gabinetes e escritórios a 3 mil quilômetros de distância. Será preciso inovar para superar esses atrasos, nada menos que inventar o desenvolvimento sustentável, que ainda não existe. 

O novo Código Florestal está aí, ansioso por se tornar realidade, buscando esse diálogo entre produção e preservação, produtores rurais e ambientalistas. Com ele, o novo governo Lula poderá reassumir a liderança do Brasil no mundo!

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