Com uma bancada robusta (elegeu 99 deputados na Câmara e 14 pro Senado), tropa de congressistas alinhada a Bozo se articula para controlar o Congresso.
Principais estratégias dos novos bolsonaristas pós-eleição:
1. apoiar a
reeleição de Arthur Lira na Câmara (PP-AL);
2. alcançar o
comando das comissões consideradas mais importantes: CCJ (Comissão de
Constituição e Justiça), CMO (Comissão Mista de Orçamento) e a Comissão de
Fiscalização e Controle;
3. lançar um
candidato próprio à Casa do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que fará
parte da base aliada de Lula;
4. utilizar as
comissões para criar ‘bunker’ (estrutura de resistência a propostas consideradas
‘de esquerda’ ou progressistas). Por exemplo: mudanças
na legislação trabalhista, regulação da mídia e temas relacionados à política
ambiental do país;
5. insistir em
projetos da pauta de costumes que ainda não avançaram;
6. conquistar
cadeiras em colegiados temáticos como o de Meio Ambiente, Cultura e Educação;
7. ser uma direita
mais consciente, menos atabalhoada, que vai fazer uma oposição mais
responsável;
8. se não for barrado, é possível que Bolsonaro tente voltar ao cargo em 2026 (já começará a inflamar a direita já pensando nas próximas eleições).
“A democracia, fundada no pluralismo de
ideias e opiniões, a legitimar o dissenso, mostra-se absolutamente incompatível
com atos de intolerância e violência, inclusive moral, contra qualquer cidadão” (Rosa Weber,
presidente do STF).
O capital político do Verme:
1. Terá um cargo no
PL (o presidente Valdemar Costa Neto promete-lhe uma estrutura para trabalhar
em Brasília, bancar suas viagens e garantir-lhe um salário, em troca do ponto
4.);
2. Tem um capital
de quase metade do eleitorado do país: 49,1% dos votos (não é apenas oposição,
mas líder de uma massa);
3. Conta com uma
tropa aliada de pelo menos 100 parlamentares no Congresso;
4. Pretende viajar
pelo país: A) ajudar a eleger aliados nas eleições municipais de 2024 em
cidades importantes, dando capilaridade à direita com prefeitos e vereadores;
B) já de olho na disputa à presidência de 2026;
5. Tem aliados
influentes das igrejas evangélicas;
6. Vai aprontar
muitas armações para não dar vida fácil a Lula, seja mobilizando as críticas
nas redes sociais ou até mesmo estimulando manifestações;
7. Bolsonaro “não
gosta de burocracias” e seu estilo improvisado ainda pode render muitas
surpresas ruins;
8. Será a principal
figura de oposição a Lula?
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