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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Política Ambiental.

Uma guinada brasileira na área ambiental...

Com Lula, o Brasil retomará seu protagonismo na política ambiental. Isso significa que crescem as chances de um pacto pela Amazônia e a redução real das emissões de gases de efeito estufa no país.

Serão abertas novas frentes para a diplomacia brasileira: haverá mais articulação dos países amazônicos e alianças dos detentores de grandes florestas tropicais (Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo). Um bom exemplo concreto já pode ser citado: a reabilitação do Fundo Amazônia pelo STF, retomando o dinheiro investido no fundo pela Alemanha e Noruega. Prova de que ganhamos mais com a floresta de pé, desenvolvendo projetos sustentáveis.

Os frutos virão: projetos sustentáveis, investimentos estrangeiros e mais recursos. Muito melhor do que alimentar grupos armados, traficantes, desmatadores, garimpeiros e exploradores radicais imediatistas, como fez Bolsonaro, e que rendeu muitas tragédias até agora, a pior delas, o assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira na Vale do Javari.

A realidade alternativa está correndo solta. Assim, a sensação de normalidade é robusta? Temos uma tentativa de construção de base parlamentar em andamento, uma aparente abertura de mais diálogo entre os poderes e Lula na COP27. Bons sinais!

Já vimos no desastre que deu o envolvimento das Forças Armadas na administração pública. Começaram tecnicamente incapazes na gestão da saúde e quase terminaram inviabilizando todo um processo eleitoral. Do que menos precisamos agora é do envolvimento direto delas na proteção da Amazônia. Não foram capazes de sequer potencializar a vacinação do povo brasileiro, menos será mais uma vez enroladas nas atividades de manejo sustentável dos recursos do Estado Democrático.

 Enfim, com Lula temos mais chances de fazer desenvolvimento de forma sustentável e séria. Chega de produzir dinheiro para a elite financeira fazendo palhaçadas. Com a vida e a saúde do povo brasileiro, e seus recursos, não se brincam!

O Brasil ainda tem enormes desafios ambientais a superar: desmatamento ilegal na Amazônia, 100 milhões de brasileiros ainda sem acesso a tratamento de esgoto, 35 milhões sem acesso a água potável e ainda 2.600 lixões a céu aberto.

Algumas declarações de Lula na COP27...

·       Lula critica a regra do Teto de Gastos na Cúpula do Clima, e volta a dizer que não adianta pensar apenas em responsabilidade fiscal quando o lucro do sistema financeiro e os juros dos bancos ficam intocáveis. Disse que bolsa cai e dólar sobe por causa dos especuladores, não por conta das pessoas sérias e preocupadas com o povo.

·       O verdadeiro empresário do agronegócio sabe que não pode derrubar e explorar a natureza porque isso tem um preço vital.

·       Os Fóruns da ONU não podem se limitar a discussões teóricas intermináveis, e que muitas vezes as decisões não são levadas a sério ou nunca são cumpridas. Precisamos de um órgão ou uma espécie de governança global que possa decidir o que fazer. Porque se depender única e exclusivamente das discussões internas do Estado ou Congresso Nacional, muitas coisas aprovadas em Conferências do Clima não serão colocadas em prática.

·       A ONU precisa atualizar sua estrutura, criada após a II Guerra Mundial, dando mais espaço para países de toda a região do Globo no Conselho de Segurança.

·       Lula assumiu o compromisso de representar os povos indígenas nos próximos 4 anos. “Às vezes, dá impressão que os indígenas estão pedindo favor à supremacia branca quando na verdade são os brancos que se intrometeram onde os povos originários já moravam há muito tempo. Índio não é estorvo nem obstáculo ao desenvolvimento da sociedade e ao crescimento econômico. Existe uma obrigação moral e ética de se fazer uma reparação”. O Ministro norueguês disse que está preparado para desbloquear o Fundo Amazônia, de US$ 542 milhões (congelado desde 2019), só está esperando o início do novo governo. Na época, Bolsonaro mudou o sistema regulatório e Noruega e Alemanha se desentenderam com o Governo Brasileiro.

·       Lula discursa na Conferência do Clima da ONU e propõe uma aliança mundial para combater a fome e reduzir as desigualdades. Oferece a Amazônia brasileira com sede da COP30 em 2025. Promete punir o garimpo ilegal e zerar o desmatamento no país. Lula se colocou como um cobrador dos países ricos e a intenção de resgatar um protagonismo do Brasil no debate climático internacional. Isso é um excelente começo, agora que virão os desafios;

·       Governos precisam criar as oportunidades para que o povo avança por conta própria. 

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