Uma guinada brasileira na área ambiental...
Com Lula, o Brasil retomará seu protagonismo na política ambiental. Isso significa que crescem as chances de um pacto pela Amazônia e a redução real das emissões de gases de efeito estufa no país.
Serão abertas novas frentes para a diplomacia brasileira: haverá mais articulação dos países amazônicos e alianças dos detentores de grandes florestas tropicais (Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo). Um bom exemplo concreto já pode ser citado: a reabilitação do Fundo Amazônia pelo STF, retomando o dinheiro investido no fundo pela Alemanha e Noruega. Prova de que ganhamos mais com a floresta de pé, desenvolvendo projetos sustentáveis.
Os frutos virão: projetos sustentáveis, investimentos estrangeiros e mais recursos. Muito melhor do que alimentar grupos armados, traficantes, desmatadores, garimpeiros e exploradores radicais imediatistas, como fez Bolsonaro, e que rendeu muitas tragédias até agora, a pior delas, o assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira na Vale do Javari.
A realidade alternativa está correndo solta. Assim, a sensação de normalidade é robusta? Temos uma tentativa de construção de base parlamentar em andamento, uma aparente abertura de mais diálogo entre os poderes e Lula na COP27. Bons sinais!
Já vimos no desastre que
deu o envolvimento das Forças Armadas na administração pública. Começaram
tecnicamente incapazes na gestão da saúde e quase terminaram inviabilizando todo
um processo eleitoral. Do que menos precisamos agora é do envolvimento direto
delas na proteção da Amazônia. Não foram capazes de sequer potencializar a
vacinação do povo brasileiro, menos será mais uma vez enroladas nas atividades de
manejo sustentável dos recursos do Estado Democrático.
O
Brasil ainda tem enormes desafios ambientais a superar: desmatamento ilegal na
Amazônia, 100 milhões de brasileiros ainda sem acesso a tratamento de esgoto, 35
milhões sem acesso a água potável e ainda 2.600 lixões a céu aberto.
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Lula
critica a regra do Teto de Gastos na Cúpula do Clima, e volta a dizer que não
adianta pensar apenas em responsabilidade fiscal quando o lucro do sistema
financeiro e os juros dos bancos ficam intocáveis. Disse que bolsa cai e dólar
sobe por causa dos especuladores, não por conta das pessoas sérias e
preocupadas com o povo.
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O
verdadeiro empresário do agronegócio sabe que não pode derrubar e explorar a
natureza porque isso tem um preço vital.
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Os
Fóruns da ONU não podem se limitar a discussões teóricas intermináveis, e que
muitas vezes as decisões não são levadas a sério ou nunca são cumpridas. Precisamos
de um órgão ou uma espécie de governança global que possa decidir o que fazer.
Porque se depender única e exclusivamente das discussões internas do Estado ou
Congresso Nacional, muitas coisas aprovadas em Conferências do Clima não serão
colocadas em prática.
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A
ONU precisa atualizar sua estrutura, criada após a II Guerra Mundial, dando
mais espaço para países de toda a região do Globo no Conselho de Segurança.
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Lula
assumiu o compromisso de representar os povos indígenas nos próximos 4 anos. “Às vezes, dá impressão que os indígenas
estão pedindo favor à supremacia branca quando na verdade são os brancos que se
intrometeram onde os povos originários já moravam há muito tempo. Índio não é
estorvo nem obstáculo ao desenvolvimento da sociedade e ao crescimento
econômico. Existe uma obrigação moral e ética de se fazer uma reparação”. O
Ministro norueguês disse que está preparado para desbloquear o Fundo Amazônia,
de US$ 542 milhões (congelado desde 2019), só está esperando o início do novo
governo. Na época, Bolsonaro mudou o sistema regulatório e Noruega e Alemanha
se desentenderam com o Governo Brasileiro.
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Lula
discursa na Conferência do Clima da ONU e propõe uma aliança mundial para
combater a fome e reduzir as desigualdades. Oferece a Amazônia brasileira com sede
da COP30 em 2025. Promete punir o garimpo ilegal e zerar o desmatamento no
país. Lula se colocou como um cobrador dos países ricos e a intenção de
resgatar um protagonismo do Brasil no debate climático internacional. Isso é um
excelente começo, agora que virão os desafios;
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Governos
precisam criar as oportunidades para que o povo avança por conta própria.
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