História 01:
Em 2005, Greg Hogan, aluno do 2º ano de faculdade, alcançou breve notoriedade nacional quando foi preso por um crime. Greg não correspondia à ideia do que as pessoas fazem de um criminoso. Era filho de um pastor batista e líder de sua turma, tocava violoncelo na orquestra da universidade e também trabalhava meio período com o capelão. Por isso, todos que o conheciam ficaram chocados ao saberem que ele fora preso por assalto a banco. Ao que parece, Greg fingiu ter uma arma e conseguiu roubar mais de 2.800 dólares de um banco das redondezas. Sua razão para isso? Em poucos meses, ele havia perdido 5 mil dólares jogando pôquer pela internet. O advogado do rapaz disse que seu hábito de jogar tinha se transformado em um “vício”. Greg foi internado em uma clínica para tratar do problema com o jogo. De certa forma, teve sorte – pelo menos, conseguiu ajuda.
História 02:
Moshe Pergament, de 19 anos, estudante de uma faculdade em Long Island, Nova York, não teve tanta sorte. Ele foi morto com um tiro depois de apontar uma arma para um policial. A arma que carregava era, na verdade, de plástico. No assento da frente de seu carro havia um bilhete que começava assim: “Senhor policial, isso foi parte de um plano. Lamento tê-lo envolvido. Eu só precisava morrer”. Moshe tinha acabado de perder 6 mil dólares apostando na World Series. Sua morte foi o que os policiais chamam “suicídio por um policial”.
Enfim, autoridades públicas e profissionais da saúde mental têm se preocupado com a popularidade dos jogos de azar – desde loterias até pôquer on-line. Está aumentando, principalmente entre os jovens. O que fazer?
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Como coibir vício em apostas?
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regulações das bets;
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restrições publicitárias;
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proibir crédito para apostas;
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reforçar a verificação da identidade do apostador;
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proibir bônus e incentivos;
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implantar monopólio estatal nos moldes das loterias no Brasil;
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montar clubes com acordos coletivos para verificar capacidade financeira dos
apostadores;
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fazer operadoras pagarem taxas para financiar o sistema de saúde.
Nota:
Estima-se que 25,2 milhões de brasileiros usem entre 41% e 51% de sites irregulares de apostas ou bets clandestinas. Desses, 11,5 milhões têm 18 anos ou mais. São empresas de um mercado desregulado que não aderem a regras de boa conduta na publicidade e expõe consumidores a riscos, atuam sem pagar ou sonegando impostos e não respeitam o sistema de autoexclusão das casas de apostas (disponível no site do gov.br), gerando concorrência desleal.
Até agora, já foram derrubados 50 mil sites irregulares, com 300 operadores por trás e que utilizaram 37 instituições financeiras para pagamentos. Também foram tirados do ar 800 perfis de redes sociais que divulgavam as bets, como influenciadores e personalidades que anunciavam as plataformas ilegais. Com isso, é preciso fortalecer a arrecadação pública, aumentar a segurança dos apostadores e proteger as empresas que atuam dentro da legislação.
O Governo Lula acerta ao determinar que
bancos bloqueiem o dinheiro das bets ilegais. Essas casas de apostas que operam
sem autorização (do Ministério da Fazenda) precisam ser contidas, identificando
os responsáveis pelas plataformas e bloqueando seus recursos. A Lei Antifacção,
o endurecimento das punições, o congelamento ou a asfixia financeira, a
regulamentação da responsabilidade solidária de instituições de pagamento que
permitirem transações com bets ilegais e a responsabilização de pessoas físicas
e jurídicas que divulgarem essas casas de apostas são medidas restritivas
certeiras!