O “confronto geoeconômico” é um tipo de guerra sem armas. Acontece quando um país decide usar a economia como instrumento de pressão sobre outras nações. Assim, é caracterizado pelo uso de tarifas, restrições a investimentos, controles sobre cadeias de suprimentos e disputas por recursos estratégicos. É o que os EUA estão fazendo ao usar intimidações tarifárias, gerando uma perigosa espiral de confronto comercial com a China e outros países.
O confronto geoeconômico entre países
passou a ocupar o primeiro lugar no ranking de riscos globais, superando o
temor de conflitos armados. Esse movimento amplia a incerteza, pressiona o
comércio internacional e aumenta o risco de choques econômicos globais. Portanto,
Causa e consequência disso é a própria agenda política de Trump, que fez o lucro dos bilionários aumentar como nunca antes. E isso à custa da erosão do tecido social e sua proteção, com desfinanciamento das agências de cooperação e suas lutas contra a fome e a doença no mundo. O descumprimento do papel dos EUA dentro dessas agendas reforça essa relação entre aumento da extrema riqueza e aprofundamento da pobreza e da desigualdade.
Veja só, a fortuna dos bilionários alcançou um novo recorde: US$ 18,3 trilhões. A empresa deles avançou 3x mais rápido do que a média dos 5 anos anteriores. Só o que aumentou (US$ 2,5 trilhões) é quase igual à soma de tudo o que tem a metade mais pobre da humanidade.
Agora são mais de 3 mil bilionários no mundo! O Brasil é o país da América Latina com o maior número deles: 66!
Por outro lado, a redução da pobreza estagnou: quase metade da população mundial vive na pobreza. Quase 1 em 4 pessoas no mundo não tem o que comer regularmente.
Enfim, as chances de retrocesso democrático são 7x maiores em países com grande abismo entre ricos e pobres. Nosso desafio não está na falta de diagnóstico, mas na queda da capacidade coletiva e da disposição política para agir de forma coordenada. Enfrentar esses desafios exigirá alianças mais sólidas entre governos, empresas, universidades e sociedade civil, sob o risco de o mundo se aproximar de um ponto crítico difícil de ser revertido.
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