· TESE 01: Criação de filhos. A parentalidade hoje é dominada por um massacre de orientações. São infinitos manuais, dicas conflitantes, especialistas para tudo. Se por um lado o Brasil é um país marcado por ausências (física e emocionais), principalmente por parte do pai; por outro lado, a falta de convivência e intimidade também faz com que muitos pais acabem fazendo pelos filhos o que as crianças deveriam enfrentar por si próprias. O caminho precisa ser o do meio – permitir que enfrente o incômodo e as consequências, enquanto oferecemos apoio e orientação. Meio a tantos ruídos e dedos apontados, é preciso encontrar seu próprio caminho. Enfim, o que você pode fazer para resolver esse problema? Fazer menos é deixar a criança errar antes de fazer por ela, e valorizar o erro como parte da aprendizagem. O tédio é a maior fonte da criatividade. Brinque sozinho antes de ser entretido por mim. Não ofereça telas! Enfrentar o risco. Experimentar a sensação de aventura sem correr perigo real (ela constrói coragem, noção de limites e autoconfiança). Enfim, paradoxalmente, quando os pais fazem menos, as crianças podem crescer mais.
· TESE 02: Brasil entre China e EUA (Pequim-Itamaraty-Washington). Doutrina geopolítica de Trump desafia diplomacia do Itamaraty: como mediar em favor do Brasil? Como o país fará valer seus interesses diante de países com muito mais poder? Como redefinir o ponto de equilíbrio entre Washington e Pequim? Guiar-se por preferências ideológicas e alinhar-se a um dos polos ou servir-se do pragmatismo para se beneficiar de todos os lados? EUA alegam que, enquanto mantinha distância do continente, a China aproveitou para fincar raízes. Passou a financiar projetos de infraestrutura, a erguer fábricas e a firmar parcerias em setores estratégicos, como energia, mineração e agronegócio. Agora, o Itamaraty será testado na defesa dos laços brasileiros com a China, maior parceiro comercial brasileiro, mas também na negociação de termos vantajosos na maior aproximação com Washington. As estratégias envolvem várias questões em diferentes áreas que geram conflitos de interesses para o Brasil entre chineses e norte-americanos:
- o Brasil conta
com a segunda maior reserva mundial de terras-raras e outros minerais críticos
para a transição energética (o país engatinha na exploração de suas reservas, e
seria frustrante converter-se em mero fornecedor primário);
- a Economia
brasileira apresenta alto grau de digitalização, que torna o país mercado
crucial para o desenvolvimento de tecnologias como a telefonia celular de sexta
geração (6G) ou a inteligência artificial (IA);
- a disputa pela
Soja. O Brasil aproveitou a aproximação com a China apostando num mundo
multipolar – ela se tornou o maior importadora da soja brasileira, mercado em
que o principal concorrente são os EUA. Após o tarifaço, os EUA exigiram da
China prioridade à nossa soja;
- menos manufaturados e mais industrializados. O Brasil precisa melhorar a qualidade das transações comerciais. O país basicamente exporta matérias-primas e importa manufaturados para a China. No comércio com os EUA, a pauta é mais diversificada.
Sugestões:
1) o Brasil precisa atrair refino e beneficiamento desses minérios, absorvendo a tecnologia hoje controlada pelos chineses;
2) também deve atrair data centers para processamento dos dados necessários ao funcionamento dos sistemas de IA;
3) aproveitar nossa matriz energética limpa (pois tais centrais são consumidoras vorazes de eletricidade);
4) saber aproveitar a oportunidade para desenvolver recursos humanos e incorporar tecnologia de norte-americanos e chineses;
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