Quem sou eu

Minha foto
São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
Obrigado pela visita!
Deixe seus comentários, e volte sempre!

"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

Arquivos do blog

domingo, 18 de janeiro de 2026

A teoria de TUDO!

 

·       TESE 01: Criação de filhos. A parentalidade hoje é dominada por um massacre de orientações. São infinitos manuais, dicas conflitantes, especialistas para tudo. Se por um lado o Brasil é um país marcado por ausências (física e emocionais), principalmente por parte do pai; por outro lado, a falta de convivência e intimidade também faz com que muitos pais acabem fazendo pelos filhos o que as crianças deveriam enfrentar por si próprias. O caminho precisa ser o do meio – permitir que enfrente o incômodo e as consequências, enquanto oferecemos apoio e orientação. Meio a tantos ruídos e dedos apontados, é preciso encontrar seu próprio caminho. Enfim, o que você pode fazer para resolver esse problema? Fazer menos é deixar a criança errar antes de fazer por ela, e valorizar o erro como parte da aprendizagem. O tédio é a maior fonte da criatividade. Brinque sozinho antes de ser entretido por mim. Não ofereça telas! Enfrentar o risco. Experimentar a sensação de aventura sem correr perigo real (ela constrói coragem, noção de limites e autoconfiança). Enfim, paradoxalmente, quando os pais fazem menos, as crianças podem crescer mais.

·       TESE 02: Brasil entre China e EUA (Pequim-Itamaraty-Washington). Doutrina geopolítica de Trump desafia diplomacia do Itamaraty: como mediar em favor do Brasil? Como o país fará valer seus interesses diante de países com muito mais poder? Como redefinir o ponto de equilíbrio entre Washington e Pequim? Guiar-se por preferências ideológicas e alinhar-se a um dos polos ou servir-se do pragmatismo para se beneficiar de todos os lados?  EUA alegam que, enquanto mantinha distância do continente, a China aproveitou para fincar raízes. Passou a financiar projetos de infraestrutura, a erguer fábricas e a firmar parcerias em setores estratégicos, como energia, mineração e agronegócio. Agora, o Itamaraty será testado na defesa dos laços brasileiros com a China, maior parceiro comercial brasileiro, mas também na negociação de termos vantajosos na maior aproximação com Washington. As estratégias envolvem várias questões em diferentes áreas que geram conflitos de interesses para o Brasil entre chineses e norte-americanos:

- o Brasil conta com a segunda maior reserva mundial de terras-raras e outros minerais críticos para a transição energética (o país engatinha na exploração de suas reservas, e seria frustrante converter-se em mero fornecedor primário);

- a Economia brasileira apresenta alto grau de digitalização, que torna o país mercado crucial para o desenvolvimento de tecnologias como a telefonia celular de sexta geração (6G) ou a inteligência artificial (IA);

- a disputa pela Soja. O Brasil aproveitou a aproximação com a China apostando num mundo multipolar – ela se tornou o maior importadora da soja brasileira, mercado em que o principal concorrente são os EUA. Após o tarifaço, os EUA exigiram da China prioridade à nossa soja;

- menos manufaturados e mais industrializados. O Brasil precisa melhorar a qualidade das transações comerciais. O país basicamente exporta matérias-primas e importa manufaturados para a China. No comércio com os EUA, a pauta é mais diversificada.

Sugestões

1) o Brasil precisa atrair refino e beneficiamento desses minérios, absorvendo a tecnologia hoje controlada pelos chineses; 

2) também deve atrair data centers para processamento dos dados necessários ao funcionamento dos sistemas de IA; 

3) aproveitar nossa matriz energética limpa (pois tais centrais são consumidoras vorazes de eletricidade); 

4) saber aproveitar a oportunidade para desenvolver recursos humanos e incorporar tecnologia de norte-americanos e chineses; 

Nenhum comentário:

Postar um comentário