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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Teste de estresse.

 

A democracia brasileira vem sofrendo o maior teste de estresse desde a promulgação da Constituição de 1988. E quem são as estrelas nesse "Palco de Fim do Mundo"?

Não foram triviais os desafios do STF, obrigado a um protagonismo inaudito na vida nacional nos últimos anos, especificamente nesse período que cobre o trevoso mandato de Jair Bolsonaro e a conturbada transição para o governo Lula – um dos mais rígidos anteparos às ameaças ao Estado Democrático de Direito vivido no País.

Para piorar, todo esse embate é mediado por uma mídia televisiva, audiovisual e impressa golpista, que ataca com foça tudo o que afeta os lucros vorazes do mercado e beneficia a distribuição de renda aos mais pobres no país. Recentemente, as armas do golpe têm mirado o poder Judiciário, afirmando que: “não compete a um magistrado dizer como nem quando os Poderes Executivo ou Legislativo devem formular e implementar políticas públicas. Aos ministros do STF cabe apenas afirmar se a Constituição está sendo cumprida ou não nos casos que lhes chegam para apreciação”. Fica nítida a investida de desestabilização dos Três Poderes, tática muito utilizada pela extrema direita para fragilizar a Democracia no país. Some a isso os ataques recentes do bilionário Elon Musk ao ministro Alexandre de Moraes, dando à liberdade de expressão aquilo que ela não tem numa democracia – direito absoluto.

Há uma forte impressão no ar de politização dos eventos climáticos extremos. Vejam com cuidado o que aconteceu no Rio Grande do Sul e agora o problema instalado das queimadas no Norte do país. Além das perdas de vidas, um alto custo reputacional para o Brasil. A armadilha está montada: o fogo no parquinho foi criminosamente ateado para chamuscar o STF e nossa Constituição, naturalizando o jogo sujo da direita do “quanto pior, melhor”.

Ainda jovem e muito testada, a democracia brasileira demonstrou ser resiliente. Mas, até quando? Onde ficam os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência que devem nortear a administração pública como manda a Constituição, quando nossos próprios representantes permitem esses descalabros, como acontece no nosso conservador Congresso Nacional, vide a Câmara do Lira? 

Ora, o dever número um dos cidadãos é com a verdade, mesmo que ela não seja algo facilmente identificável. O dever número dois é com a independência dos nossos atos e palavras. O número três é nossa atuação enquanto cidadãos, sobretudo votando bem para evitar que picaretas se legitimem legalmente no poder.  Não se deve ter medo de tomar partido contra eles. O quarto dever é com a nossa própria consciência.

Enfim, para arrepios da Constituição, nossa Democracia está sob fortes ataques, sobre os quais nosso voto e nosso pensamento crítico devem enfrentar e superar. É preciso ressuscitar nossa Cidadania, levada pelas redes sociais.

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