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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Lei da Ficha Limpa, afrouxada?

 

Considerando que todo político – de vereador a presidente da República – só é registrado como candidato se tiver a chamada ficha limpa, não há razões para a criação de mais embaraços quando eventualmente vierem a ser punidos. Porém, não é isso que promete os bastidores.

O Senado aprovou urgência na tramitação de um projeto que moderniza (e enfraquece) a Lei da Ficha Limpa, geradora de restrições para a volta à ativa de políticos punidos por improbidade. O projeto traz novas condições para o começo da contagem do prazo de inelegibilidade, estabelecendo três possíveis contagens.

Afrouxamentos previstos:

1.     Conta a penalidade a partir da decisão judicial que decretar a perda do cargo, valendo para ex-membros do Executivo e do Legislativo federal, estadual e municipal.

2.     Trata dos casos de abuso de poder econômico ou político, contando o prazo inelegível da decisão da Justiça Eleitoral transitada em julgamento e cassado o mandato. Hoje, a cassação não é necessária para estabelecer a penalidade.

3.     Refere-se aos casos de renúncia após a abertura de procedimento por infringir a Constituição. Neste caso, a inelegibilidade começa na dada de renúncia, sem espera de processos e recursos.

Ou seja, se aprovado, o Projeto deverá beneficiar políticos como: Eduardo Cunha (Republicanos-RJ, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que ficará liberado para disputar as eleições de 2026), Chiquinho Brazão (sem partido-RJ, deputado estadual que teve seu processo de cassação aprovado diante da acusação de ser um dos mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco) e Jair Bolsonaro (inelegível por decisão do TSE). A votação é polêmica e acontecerá em breve.

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