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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

IA Generativa.

O perigoso uso de dados pessoais para o treinamento de IA.

Vivemos num contexto em que o desenvolvimento de tecnologias avançadas depende cada vez mais de dados iniciais básicos. A IA generativa é uma área da inteligência artificial que se concentra na criação de conteúdos, como textos, imagens, músicas ou vídeos, a partir de modelos treinados nessa ampla variedade de dados hoje disponíveis. Ou seja, ela pode produzir novas informações ou artefatos a partir de outros preexistentes (diferente de outras formas de IA, que apenas analisam e respondem a dados de entrada).

Recentemente, o Grupo Meta, proprietário do Facebook, do Instragram, do WhatsApp e do Threads, anunciou uma atualização em sua política de privacidade, afetando mais de 100 milhões de usuários apenas no Facebook. Esses usuários viram seus dados pessoais, incluindo fotos, textos e vídeos, serem utilizados para o treinamento de inteligência artificial (IA). Esta movimentação da Meta mostra a tensão entre inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais.

IDEIA CENTRAL: estamos falando aqui das sérias preocupações com relação a privacidade e segurança de dados. Nos bastidores, ocorre um tratamento de dados pessoais sem o consentimento dos usuários, encarado como se fosse um interesse legítimo. Quem garante que a Meta não está fazendo o uso indevido  de dados pessoais para o desenvolvimento de IA generativa?

A IA generativa, embora poderosa e inovadora, pode causar vários tipos de danos aos usuários, como a criação de notícias falsas, a manipulação de informações e a rápida disseminação de desinformação de forma convincente. Vídeos e áudios gerados por IA podem fazer parecer que uma pessoa disse ou fez algo que não aconteceu, podendo ser usados para difamar ou enganar. A criação de identidades falsas pode ser usada para fraudes ou roubo de identidade, uma vez que a capacidade de imitar vozes e rostos pode facilitar fraudes financeiras e outros crimes.

Enfim, as Big Techs precisam de marcos regulatórios, urgentes, uma vez que a proteção dos dados pessoais é um direito fundamental que deve ser preservado! Essas gigantes tecnológicas precisam  respeitar a privacidade e a segurança dos nossos dados pessoais. Também nós, usuários, devemos ser mais cautelosos e nos proteger. Nossos direitos fundamentais, enquanto titulares de dados, precisam estar seguros! Afinal, esses setores tecnológicos estão jogando seus usuários aos leões das empresas, ao tratar dos dados pessoais para projetar produtos e padrões de consumo, bem como outras formas de manipulação. O risco de danos graves e irreparáveis é iminente.

Entre as medidas de segurança, destacam-se quatro:

1.     Evitar fornecer informações pessoais como números de documentos ou detalhes financeiros;

2.     Não compartilhar sua localização exata ou detalhes específicos sobre sua rotina;

3.     Nunca divulgar senhas, números de cartão de crédito ou informações confidenciais;

4.     Analisar as políticas de privacidade das plataformas para entender como seus dados pessoais serão tratados.


CONCLUSÕES-SÍNTESE:

·       A crescente integração de IA generativa nas operações de empresas de tecnologia levanta questões críticas sobre privacidade e segurança de dados;

·       As regulações de proteção de dados pessoais destacam a necessidade de um equilíbrio cuidadoso entre inovação e proteção dos direitos dos usuários;

·       A responsabilidade não recai apenas sobre as autoridades e as empresas, ou seja, a supervisão das instituições; os próprios usuários devem estar cientes dos riscos e tomar medidas proativas para proteger suas informações pessoais.

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