Dois pontos: VodCast que não precisam ter pontos de vista antagônicos, o que a gente quer é conversar e debater a fundo, para ajudar a gente ter o próprio ponto de vista.
- Nos EUA,
eleição demora meses. Modelo: não é
decidida no voto popular, como a maioria das eleições ao redor do mundo.
Cada Estado lá tem um peso, e foi criado em cada um, um Colégio Eleitoral, onde os representantes de cada Estado é quem
decidem quem será o presidente. É o Modelo do Colégio Eleitoral. Nas eleições
dos EUA ganha quem tiver 270 delegados no colégio eleitoral. Os estados mais
populosos tem mais delegados, e vice-versa. Califórnia: 54 delegados. Texas:
30. Flórida: 30. Nova Iorke: 28. Etc.
- Outra
particularidade: o voto não é obrigatório.
- Logo, ter o
maior número de votos populares não significa que será eleito, porque depende
do tamanho do Colégio Eleitoral, com votos mais estratégicos.
- Política é
complicada, e volúvel. Favoritismo oscila. Emoção. Elemento de incerteza.
- Muitas “pautas
de costumes”.
- Nos EUA, uma
vez reeleito, não pode voltar mais, como aqui temos o Lula.3.
- Há um aumento
do custo de vida nos EUA. Inflação.
- Um fato novo.
Algo guardado para a véspera que pode chacoalhar e mudar inesperadamente a
disputa. Já pensou a condenação de Trump? Um atentado.
- Os 3 conflitos
principais para os EUA: guerra na Ucrânia, Gaza e Taiwan/China.
- Agenda
ambiental.
- Temos um
cenário bastante desafiador, em termos de manutenção da Democracia nos EUA.
- Mais do que
ganhar, é preciso vencer com uma margem boa de segurança.
- O partido
Democrata precisa lidar com a decepção da classe média e seu poder de consumo.
- O resultado,
seja qual for, aponta para um país muito dividido outra vez. Existem muitas
cicatrizes desse processo, e unir um país é muito desafiador.
- O que define a
popularidade de um governo é a questão econômica. O bolso reflete o voto.
- A tendência é
termos eleições muito mais polarizadas, não só nos EUA, mas aqui no Brasil e
outros países da América Latina.
- Qualquer novo
fato que apareça, ele pode mudar o rumo das eleições. Medida, polêmica,
definida nas coisinhas.
- A política dos
EUA transborda para o mundo todo, mundo esse já intensificado por conflitos, agenda
climática sensível, conflitos ao redor do mundo... Cenário de eclosão de
conflitos, aumentando desigualdades, lutando contra a emergência climática...
- Eleição dos
EUA: ainda vamos viver na ordem mundial que vivemos (acordos multilaterais) ou
se partiremos para uma coisa nova: EUA retraído, fechado, cuidando do próprio
umbigo (China, Rússia). Desglobalização.
- Cadê o
fortalecimento de espaços multilaterais, como a ONU, organismos outros.
- Kamala tem mais traquejo que o Biden. Mulher negra. Advogada. Procuradora. Engaja melhor nas redes sociais e com os mais jovens. Mais carisma, consegue melhor engajar os jovens. Molecona, descolada. Descola do político tradicional. Rebeldes e ousadas, travessa. Traquina. Uma construção que ela tenta mover. Burocrata do governo que tenta adequar a comunicação. Memes. Estranhos. Tira um sarro do adversário, sem tanto preconceito. Agora o velho são eles, a gente é o novo. A grande fraqueza dela: economia e migração. Está tentando evitar ataques radicais e diretos para não incitar a polarização e a violência. Mitigar a violência política e fazer um discurso mais calmo. “Eu quero ser a presidente de todos”. Apela para Tik Tok, Instagram. A Democracia vai vencer no mundo: estamos com a Otan e a União Europeia.
- Tramp: racista, misógino, com eleitores antissistema, tenta sabotar pesquisas. Narrativa antimídia. Não consegue falar de política. Processos. Direção de republicano purista. Discurso bem marcado. Bandeiras bem definidas. Vou deixar de apoiar a Otan e a Ucrânia. Relações escusas e complicadas com o Putin. Campanha pautada na radicalização e na polarização. Deixa divisões na sociedade, isso numa sociedade com armamento em massa, com consequências ruins.
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