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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 15 de setembro de 2024

(Des)afetos ao STF.

Afinidades políticas e (des)afetos ao STF.

“Quando o STF condena Bolsonaro e absolve Lula, os eleitores do PT passam a confiar mais no STF, e os eleitores de Bolsonaro, por outro lado, passam a desconfiar mais. O inverso também é verdadeiro, quando o STF absolve Bolsonaro e condena Lula. Ou seja, decisões sobre políticos importantes podem reduzir ou ampliar a confiança dos cidadãos nas cortes. Já os eleitores que não votam em Lula nem em Bolsonaro não modificam a confiança no STF em função da sua decisão de condenar ou absolver Lula ou Bolsonaro. A percepção de que o STF é politicamente motivado também obedece à mesma lógica. Apoiadores de Lula e Bolsonaro acreditam firmemente na integridade dos seus preferidos, mesmo quando ele é condenado”. Ou seja, lá se foi o senso de Justiça no país, onde o (des)afeto fanático parece falar mais alto!

·       O papel das afinidades políticas em determinar atitudes dos cidadãos diante de decisões judiciais sobre corrupção envolvendo políticos. A variação de percepção que os políticos fazem das decisões do STF também é observada entre os eleitores. A confiança dos eleitores brasileiros no STF varia de acordo com a sua decisão de condenar ou de absolver os líderes políticos que odeiam ou amam. Os mesmos juízes que foram criticados ao condenar um político são elogiados quando, mudando de posição, absolvem esse mesmo político, e vice-versa. Se as decisões de alguns ministros do STF não fossem tão díspares entre si nos mesmos casos, talvez a percepção do cidadão fosse diferente. Decisões envolvendo políticos importantes podem reduzir a confiança dos cidadãos nas decisões judiciais. Enfim, a confiança dos eleitores no STF varia de acordo com decisões contra líderes políticos que odeiam ou amam. Lá se foi o senso de Justiça! Quando a decisão judicial é consistente com a preferência eleitoral do consultado, ele tende a acreditar na decisão da Corte, e vice-versa. Os resultados demonstram que a afinidade com determinado candidato influencia a tendência a aprovar uma decisão, revelando que os cidadãos tendem a querer que a Corte puna os candidatos que eles não apoiam. Os cidadãos chegam a esperar que as Cortes impeçam de disputar eleições políticos que eles não apoiam. Ou seja, o grau de confiança nas decisões judiciais é definido significativamente pela preferência política dos cidadãos quando estão em questão acusações de corrupção. Indivíduos que apoiam outro candidato que não seja o que está sendo julgado revelam um grau de confiança elevado na decisão da Justiça, independente de quem esteja em julgamento. Cidadãos sempre criticam quando seu político preferido é condenado por corrupção, devido ao fato de que ambos os lados consideram seus líderes políticos inocentes, priorizando a imagem anterior que sempre tiveram, sem levar em conta a acurácia da acusação. Tudo isso é muito delicado na situação do Brasil, no auge de sua polarização política, onde o Judiciário é considerado ineficiente e leniente com os acusados. Estamos falando que, a percepção popular e a opinião pública sobre aquele que guarda a Constituição é basicamente motivada por (des)afetos.

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