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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 5 de maio de 2024

Vontade de punir.

 

A esquerda rejeita a ideia de reduzir a maioridade penal, como bem concebem as leis brasileiras, e está amparada na ciência. O córtex pré-frontal, a área do cérebro responsável pela tomada de decisões complexas e pelo controle da impulsividade, é a última a madurecer, e só ocorre por volta da segunda década de vida.

Crianças e adolescentes, por serem sujeitos em formação, devem receber da Justiça um tratamento menos rigoroso que o dispensado a adultos. Isso não significa que jovens não devam responder por ilícitos ou violações éticas que cometem, mas que as sanções aplicadas tenham caráter moderado e formativo, mais educativo do que retributivo. Quando situações dessa natureza acontecem em ambiente escolar, onde são mais comuns dado o público frequente, a expulsão priva tanto a vítima como o agressor de transformarem o episódio numa oportunidade de aprendizado e crescimento, o que é possível recorrendo aos princípios da justiça restaurativa. Afinal, a função precípua da escola é educar.

Isso é tratar o humano em uma linha de imparcialidade, não afetado pelas guerras culturais. Aliás, essas guerras culturais em que as redes sociais se tornaram palco, alimentam muito mais rancores, ódios e ressentimentos do que debates científicos, racionais e imparciais. E em terra onde a razão cai em sono profundo, se produz mais monstros.

Enfim, as ideias humanistas acerca da moderação punitiva acreditam que é possível regular a agressividade humana sem apelar ao uso de mais violência. Estamos com elas!

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