Somos 8 bilhões no planeta.
Terra – um ponto pequenino na galáxia e um planeta gigante para
nós.
Tantas grandezas, e ainda a luta pelo mínimo para assegurar dignidade de nascer, crescer, viver e morrer.
A ONU anuncia que o Planeta alcança 8 bilhões de habitantes, e nos damos conta de que este não é apenas número significativo pelo peso aritmético. Ao nos darmos conta de que mais de 75% vivem em nações subdesenvolvidas, 10% com menos de dois dólares por dia, cerca de 15% são analfabetos, metade nunca utilizou um telefone e menos de 50% têm acesso à internet, observamos que a desigualdade social se revela obscena na maior parte dos indicadores mais atuais.
·
Aumenta
a transmissão de casos de Covid-19, com a circulação de novas variantes, como a
chegada da cepa BQ.1 confirmada pela Fiocruz, a exigir a retomada de cuidados
pessoais, como o uso da máscara em ambientes fechados;
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Vemos
com preocupação os estoques de vacinas remanescentes para as doses de reforço
que devem ser aplicadas imediatamente em todos que não as fizeram, em especial
os portadores de qualquer comorbidades ou imunodepressão;
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E
vemos com mais preocupação o atraso na disponibilização de vacinas bivalentes,
ou de segunda geração, contendo a proteína spike da cepa Ômicron, que precisamos
receber neste momento;
·
Não
nos surpreende o aparecimento de novas cepas e variantes, sabedores de que esse
é o comportamento mais esperado em viroses agudas de transmissão respiratórias
epidêmicas, até que comecem a se estiolar, pelo tempo e pela cobertura vacinal
massiva;
· Entre as reflexões que explicaria a espécie de negação coletiva do risco que vemos entre nós: “a doença se moveu muito rápido, chegou, floresceu e desapareceu antes que muitos tivessem tempo de perceber o quão grande era o perigo. Na percepção popular, veio, pegou suas vítimas e desapareceu”. Isso precedeu a segunda onda, a mais letal.
No nascimento de Jesus éramos 170 milhões
de humanos; no ano 1000, 330 milhões; no final do século XIV, alcançáramos 370
milhões, porém houve marcada redução demográfica com as pestes negras do
período pré Renascimento. Alcançamos o primeiro bilhão no início do século XX,
em 33 anos chegamos a 3 bilhões em 1960 e em 60 anos chegamos a atual
população. Mesmo com o envelhecimento e baixa taxas de natalidade do mundo
desenvolvido, é gritante a concentração demográfica de países pobres, como
Bangladesh e Nigéria, por exemplo.
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