A falta de acesso à educação de qualidade atrasa ainda mais a luta dos negros por ascensão financeira e igualdade racial. Geralmente eles abandonam o curso mais cedo, tem piores resultados na aprendizagem e, consequentemente, menos alcance de empregos melhor remunerados. E isso acaba entrando num círculo vicioso, porque os filhos acabam seguindo o mesmo “destino”.
- ela dificultou
ainda mais o acesso de pretos e pardos ao ensino superior (IBGE).
- estudantes
pardos e pretos vêm perdendo espaço no ENEM, a principal porta de entrada para
o ensino superior no país. A participação de pretos e pardos no exame caiu de
58% para 51% dos candidatos, enquanto a participação dos brancos subiu de 37%
para 43% (de 2019 para 2021).
- Pretos e
pardos buscam cursos que pagam menos;
- A elitização se acentuou durante a pandemia: só 6,8% dos estudantes brancos ficaram sem acesso ao ensino remoto, enquanto pretos e pardos foram bem mais, 13% e 15%, respectivamente.
A sociedade brasileira tem uma percepção
consolidada das desigualdades no país e defendemos uma ação prioritária do
Estado para a redução da distância entre os mais ricos e os mais pobres.
Precisamos contribuir no debate público sobre a necessidade de reduzirmos as
desigualdades no país. É fundamental buscarmos, juntas e juntos, um país mais
justo e menos desigual.
Enfim, além de fortalecer a política de
cotas nas Universidades, é preciso ter políticas públicas com foco no
fortalecimento do ensino nas escolas das periferias, dando mais protagonismo a
eles nos currículos escolares. Pois, estudando raça e identidade, esses estudantes
conseguem entender melhor a opressão que eles sofrem. Daí terem mais oportunidades
e condições de proporção de liderança negras em posições de poder. Eles ficam
mais inspirados, reconhecem o que vivem na pele e apresentam mais condições de
exigir a equidade racial.
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