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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
Professor, (psico)pedagogo, coordenador pedagógico escolar e Especialista em Educação.
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sábado, 12 de novembro de 2022

Pandemia aprofunda desigualdade racial no país.

A falta de acesso à educação de qualidade atrasa ainda mais a luta dos negros por ascensão financeira e igualdade racial. Geralmente eles abandonam o curso mais cedo, tem piores resultados na aprendizagem e, consequentemente, menos alcance de empregos melhor remunerados. E isso acaba entrando num círculo vicioso, porque os filhos acabam seguindo o mesmo “destino”.

- ela dificultou ainda mais o acesso de pretos e pardos ao ensino superior (IBGE).

- estudantes pardos e pretos vêm perdendo espaço no ENEM, a principal porta de entrada para o ensino superior no país. A participação de pretos e pardos no exame caiu de 58% para 51% dos candidatos, enquanto a participação dos brancos subiu de 37% para 43% (de 2019 para 2021).

- Pretos e pardos buscam cursos que pagam menos;

- A elitização se acentuou durante a pandemia: só 6,8% dos estudantes brancos ficaram sem acesso ao ensino remoto, enquanto pretos e pardos foram bem mais, 13% e 15%, respectivamente.

A sociedade brasileira tem uma percepção consolidada das desigualdades no país e defendemos uma ação prioritária do Estado para a redução da distância entre os mais ricos e os mais pobres. Precisamos contribuir no debate público sobre a necessidade de reduzirmos as desigualdades no país. É fundamental buscarmos, juntas e juntos, um país mais justo e menos desigual. 

Enfim, além de fortalecer a política de cotas nas Universidades, é preciso ter políticas públicas com foco no fortalecimento do ensino nas escolas das periferias, dando mais protagonismo a eles nos currículos escolares. Pois, estudando raça e identidade, esses estudantes conseguem entender melhor a opressão que eles sofrem. Daí terem mais oportunidades e condições de proporção de liderança negras em posições de poder. Eles ficam mais inspirados, reconhecem o que vivem na pele e apresentam mais condições de exigir a equidade racial.

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