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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Oposição tóxica.

Como será possível Lula governar ampliando sua base de apoio? Formar o governo e fazê-lo funcionar?

Bolsonaro trouxe à tona no Brasil o que não existia - uma extrema-direita "organizada", com características fascistas. 

A política brasileira passa por uma fase tóxica. O Governo Lula vai ter que enfrentar uma oposição jamais vista na política brasileira. Lula.3 terá que conviver com esse tipo de oposição no exercício do mandato:

- estamos falando da presença da “direita” no cenário eleitoral. Ela deixou os bastidores e entrou no palco para incomodar da pior forma, e incomodou muito!

- é composta por inimigos, nada a ver com adversários;

- a falta de modos e muitas descortesias e grosserias;

- conspiração interessada em depô-lo;

- muito mais do que desconfortos pessoais, há partidários e gente às claras pedindo um golpe;

- Golpista deixou de ser um insulto;

- mentir deixou de ser falta de educação, virou estratégia (“fake news”);

- oposição com alta carga de virulência;

- Lula terá que lidar com a disputa de projetos dentro dos mesmos grupos de trabalho (isso pode tanto resultar numa riqueza maior de proposituras, se bem coordenado, como precipitar uma briga por poder e espaço);

- a pergunta que a direita não quer calar: qual será a direção da política econômica de longo prazo?

- o governo sempre terá que levar em conta a variável da pressão bolsonarista;

- um país dividido e tomado em parte pela histeria política instigada pelo bolsonarismo;

- e como serão atendidas as expectativas de representatividades criadas na jornada eleitoral? Se criar uma pasta para os povos originários o movimento negro também não vai querer?

- a coligação que garantirá a maioria no Congresso ainda é uma massa disforme (os partidos que se integraram, os que juntaram no segundo turno e os que ainda podem vir a integrar), muita gente inclusive que se acabou de conhecer, como Lula e Tebet;

- há espaço numa Esplanada já pequena para tanto aliado, dos companheiros antigos aos recém-chegados?

- a oposição mudou. Não é mais o velho PSDB. É um novo PSDB à moda relíquia. Uma oposição implacável na forma de promessa de realização do igualitário.

O que não deu certo na mensagem de Biden nestes 2 anos pós-Trump e que Lula deve tomar cuidado para não errar aqui no Brasil?

·       Essa coisa da ênfase na união nacional foi um erro de Biden e que Lula também pode cometer aqui. O Brasil nunca foi unido, mas rachado com a existência desses zumbis. Fingir na união brasileira é adormecer essa gente, que a qualquer hora pode despertar de novo em quantidade ainda maior.

·       Tem que bater em programas que, a direita pode até odiar, mas não conseguirá revogar, como a energia verde, por exemplo.

·       Tem que punir os criminosos, diretamente, e estampar para a sociedade para servir de exemplo e mostra que a Lei funciona. Mas, deve ser tudo precedido de investigação a fundo.

·       Não se pode alimentar a vitimização paranoica.

·       E defender a Democracia e as Instituições com força!

·       Apoio e coordenação.

·       Lula pretende fazer um governo de coalizão que conjugue várias tendências e pensamentos. Governo aberto, não apenas pautado na agenda do PT. Lógico que o PT terá um papel forte, mas Lula entendeu que o resultado foi de uma conjugação de esforços de vários partidos e tendências. 

Enfim, a extrema-direita brasileira é radical, popular, mobilizada e primitiva (não tem punhos de renda nem é educada).

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