Obstáculos ao novo Governo: a cada 3 obras no país, 1 está paralisada!
Nesse texto é apresentado um raio-X sobre a situação de obras e programas em andamento e paralisadas no Brasil, além de apontar 29 “áreas críticas”, com riscos de fraudes ou outras irregularidades, que devem ser acompanhadas com lupa pela nova equipe de Lula.
Partir do antigo rumo ao novo implica a formulação de políticas públicas em diferentes áreas, tais como saúde, educação, transportes, infraestrutura e economia, tendo como base um corpo sólido de técnicos. São muitos os defeitos herdados (vulnerabilidades, fraudes, desperdício, abuso de autoridade, má gestão ou necessidade de mudanças profundas). Pontuemos alguns:
1.
Problemas
nos critérios adotados por Bolsonaro para o pagamento do Auxílio Brasil,
indicando que houve a concessão irregular a milhares de beneficiários;
2.
Comprometimento
do sistema tributário do país: Bolsonaro abriu mão de R$ 329,4 bilhões em
renúncias fiscais só em 2021 (3,8% do PIB). Essa concessão de benefícios tem
ocorrido sem estudos prévios dos impactos nem avaliação periódica dos seus
resultados;
3.
Problemas
no investimento federal, sobretudo em obras paralisadas e gastos com o
desenvolvimento regional – com emendas parlamentares despejadas onde já há bonanças
(investimentos que ignoraram decisões técnicas sobre quais áreas do país
dependem mais dos recursos);
4.
Um
Orçamento Secreto que veio favorecendo parlamentares alinhados ao governo
(congressistas privilegiados com o recebimento de cotas para investir em obras
ou serviços em suas bases eleitorais). Logo, desconformidade e falta de
transparência do processo de alocação dos recursos orçamentários;
5.
Muita
falta de coordenação e ausência de diretrizes nos principais setores do
Governo;
6.
Outra área muito crítica é a do meio ambiente,
com desmatamento crescente e alarmante. O alto percentual de emissões
brasileiras de gases de efeito estufa é proveniente das mudanças de uso da
terra, isto é, do desmatamento da Amazônia e do Cerrado (o país vem sofrendo
com a redução da sua capacidade de fiscalização);
7.
Deficiência
no projeto de identificação civil nacional, de ações de segurança das
informações, desinvestimento e alienação de imóveis da União, e planejamento e
gerenciamento de contratações;
8.
Também
há falhas na governança e gestão de estruturas voltadas para o controle do
desmatamento ilegal, inovação e educação conectada, implementação do novo marco
legal da ciência, tecnologia e inovação, funcionamento da central de atendimento
à mulher e enfrentamento à Covid-19.

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