Os militares lançaram notas que só colocaram mais combustível na tempestade que substitui a bonança. Fizeram uma leitura seletiva da nova Lei 14.197/2021, que diz que "não constitui crime [...] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais".
Ora, que “propósitos sociais” são esses? Kkkkk E não consta que “manifestação
crítica aos Poderes” possa significar “acabar com esses Poderes”. Que o tal “propósito
social” seja um despropósito antidemocrático. Sabotagem total: eis o nome da
coisa que fede – golpe!
Assim não há institucionalidade que funcione. Se a força vale mais que a lei, então já não te(re)mos direito. Pois é ele que filtra e controla a força. Imaginem se fosse o MST acampado à frente dos quartéis...! Para os militares, não seria democrático, e os tirariam em minutos. A tapa. Quando os militares se transformam em “deuses intérpretes” da Constituição, há que perguntar:
Onde foi
que erramos mesmo? Resposta: elegendo o Bolsonaro! Nunca mais!!!
O foco é o dever de desvincular as
Forças Armadas do papel político adquirido sob Bolsonaro. Um bom começo seria
obter delas o repúdio firme e contundente ao circo golpista que ainda persiste
diante dos quartéis.
Todos esses projetos demandam verbas bilionárias, que necessitam de aprovação do Congresso e destinação orçamentária transparente, num momento de crise fiscal aguda. O novo ministro da Defesa precisará, portanto, ter capacidade para explicar aos congressistas a importância estratégica de cada um.
·
Marinha:
submarino nuclear no Oceano Atlântico (enorme vantagem); orçamento e parcerias
com outros países para resolver desafios tecnológicos. Submarinos convencionais
e navios de superfície.
·
Exército:
força que exige necessidade de modernização; defesa cibernética, além do
sistema de proteção e vigilância da fronteira.
·
Aeronáutica:
desafio aeroespacial, programas de caças e avião multipropósito.
·
O maior acerto de Lula não foi só chorar, foi mostrar o quanto lhe dói a dor
alheia. O Brasil precisava disso. Afinal, foram 4 anos de um governante sem
empatia, ferindo diariamente nossos valores humanos.
·
O fim de um ciclo de militares na política. Tentativas de
instrumentalização dos militares na vida política nacional. Ele foi aberto em abril
de 2018 com o infeliz tuíte de comandante do exército, general Eduardo Villas
Boas, às vésperas do julgamento de um habeas corpus em benefício de Lula. Fora
isso, o máximo que Bolsonaro conseguiu, de forma desastrada, foi militarizar o
Ministério da Saúde no pica da pandemia.
· Pós-eleição no Brasil: frenesi alucinatório, histeria coletiva, motivos delirantes, caricaturas e tragicomédias brasileiras, informações falsas ou duvidosas recebidas acriticamente pela massa, regressão civilizatória, estágio de barbárie, transbordou tudo em ameaças. A relutância de Bozo em aceitar o resultado é um fator estimulante do caos. Estamos imersos num pântano de incivilidade. Culpa da incivilidade bolsonarista, que é programática, fundada na opção pela ignorância e na renúncia à autonomia (é a condição de todo fanatismo). Bolsonaro, um monstro que se mostra por espasmos descontínuos. Incivilidade que estava passando da violência escrita e verbal para a violência física e mortes.
· A democracia moderna se funda nos princípios de igualdade e liberdade; num equilíbrio que não é fácil, mas que se vai firmando pelo laço da fraternidade. Bozo, de maneira aberta e agressiva, ataca com força essa fraternidade, com uma avalanche de grosserias e insultos (contra nordestinos, pobres, moradores de favelas, etc.).
·
Se
Lula fracassar (com revanchismos e escândalos), vai empurrar o Brasil ainda
mais para o abismo do extremismo e da radicalização. O Êxito vai encaminhar o
país para uma política sóbria, madura e moderada. O mercado financeiro e a
direita garantem: não há carta branca para o futuro governo. Se a maioria dos
brasileiros fez tábua rasa dos enormes equívocos dos governos petistas, não foi
por amor a Lula, mas por horror ao bolsonarismo.
·
Cultura é...
- reservas de
criatividade;
- capacidade de
invenção.
Um Ministério
da Cultura 2023 tem:
1. Atender às
justas e necessárias demandas de artistas, produtores, técnicos e demais
profissionais da área;
2. Um dos nossos
principais instrumentos para geração de riqueza, para promoção da cidadania
plena e até mesmo para recuperação de um sentido de coesão social no país.
·
A
crise climática é uma crise política e, infelizmente, não é prioridade para os
políticos de extrema-direita. Para atrair apoio da direita, a sustentabilidade
vem sendo tratada como oportunidade econômica. Tem gente focada na energia
renovável, que é importante, mas não é a prioridade para combater o aquecimento
global. 40% das emissões de GEE vêm da mudança do uso da terra e quase 80%
disso é desmatamento. Energia renovável é importante, mas o combate ao
desmatamento dever a medida número 1.
·
É preciso resgatar os espaços públicos de inclusão tomados pelos
espaços privados em nossas cidades. O problema da exclusão social vai
perdurar. Prevalecendo o descaso com que as camadas mais pobres da população
são tratadas, não restam dúvidas de que os contrastes sociais observados em
nossas cidades se acentuarão consideravelmente. A expansão de áreas periféricas
por meio de construção informais é desconsiderada (inclusive pela própria
legislação), um descaso que interfere na questão ambiental e na qualidade de
vida das populações desprovidas de recursos financeiros. Estimula-se a crença
de que a derrocada da cidade tradicional é irreversível diante da valorização
dos espaços privados de uso coletivo: shoppings e condomínios residenciais
fechados. Os conflitos decorrentes da violência urbana têm contribuído para
acentuar a degradação dos espaços públicos de nossas cidades. Uma política urbana
com meios de transporte coletivo e condições de saneamento básico. Enfim, que modelo de cidade sobressairá ao longo deste século? O que
propomos é uma cidade plural que agregue diferenças, em contraponto à ideia de
cidade segregada que amplia os contrastes e estimula o ódio entre as diferentes
camadas da população.
·
Para a direita, que se autocongratula de “setor produtivo”, o foco
principal do governo deveria ser incentivar o emprego como meta nas camadas mais
pobres. Ela tenta convencer a sociedade civil
de que é preciso a reinserção dos pobres no mercado de trabalho. E os
desafios educacionais das crianças e jovens desse segmento? Na verdade, a direita não é o ‘setor produtivo’. Ela é
detentora dos meios de produção. Quem toca o negócio e produz de verdade é a
classe trabalhadora. Quem realmente deveria pegar no pesado é a elite, mas isso
a vagabunda não faz! Aliás, o mercado costuma transformar tudo, absolutamente
tudo, em negócio. Até o desemprego, a miséria, o sofrimento, a degradação
ambiental, enfim, nossas mazelas, são vistas como oportunidades de negócios
rentáveis. Veja só: agora se fala em criar um instrumento jurídico chamado “contrato
de impacto social”. Se aprovado, permitirá a abertura de agências privadas para
treinar trabalhadores e fazer o casamento entre desempregados e empresas. As
que tiverem boas taxas de contratação e retenção da mão de obra serão
remuneradas pelo governo. Dizem que o mecanismo terá mais chance de sucesso que
os tradicionais e ineficientes serviços estatais voltados para essas áreas.
·
Temas
relevantes: a defesa do Estado Democrático de Direito, racismo. Tema da
redação: desafios para a valorização de
comunidades e povos tradicionais no Brasil. Estimular o Brasil a conhecer
sua própria história. Tema que remete para o futuro. Povos tradicionais:
comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Eles têm muito a ensinar ao
Brasil como proteger o ambiente contra as mudanças climáticas. Assunto central
do século XXI: proteger e valorizar tudo que sabem e tudo o que são. Nós
precisamos da ajuda deles mais do que eles da nossa. A enfrentar os desafios do
século XXI. O INEP foi atacado e assediado pelo governo Bozo. E ele resistiu.
40 técnicos chegar a se demitir para evitar que as provas tivessem viés ideológico do governo Bozo. Enquanto as questões devem
representar os valores
universais. Agora ele precisa de mais recursos e contratação de mais
gente.
·
Começa
hoje (15/11), na Indonésia, o Encontro de Cúpula do G20, grupo que reúne 80% do
PIB mundial! E representam mais de 60% da população mundial. Aprofundar a
comunicação. Reunião sincera. É possível uma concorrência vigorosa entre os
dois países (EUA e China), sem que isso se transforme em conflito, guerra.
Taiwan é a última linha vermelha que os americanos não devem ousar cruzar.
·
Lula e a revisão da Reforma Trabalhista:
1.
Limitar
o regime de trabalho intermitente a alguns setores (como turismo);
2. Revogar a permissão para acordo entre patrões e empregados sem aval do sindicato.
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