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São Francisco do Conde, Bahia, Brazil
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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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domingo, 13 de novembro de 2022

Coletânea de boas conclusões...

Os militares lançaram notas que só colocaram mais combustível na tempestade que substitui a bonança. Fizeram uma leitura seletiva da nova Lei 14.197/2021, que diz que "não constitui crime [...] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais". 

Ora, que “propósitos sociais” são esses? Kkkkk E não consta que “manifestação crítica aos Poderes” possa significar “acabar com esses Poderes”. Que o tal “propósito social” seja um despropósito antidemocrático. Sabotagem total: eis o nome da coisa que fede – golpe!

Assim não há institucionalidade que funcione. Se a força vale mais que a lei, então já não te(re)mos direito. Pois é ele que filtra e controla a força. Imaginem se fosse o MST acampado à frente dos quartéis...! Para os militares, não seria democrático, e os tirariam em minutos. A tapa. Quando os militares se transformam em “deuses intérpretes” da Constituição, há que perguntar: 

Onde foi que erramos mesmo? Resposta: elegendo o Bolsonaro! Nunca mais!!!

O foco é o dever de desvincular as Forças Armadas do papel político adquirido sob Bolsonaro. Um bom começo seria obter delas o repúdio firme e contundente ao circo golpista que ainda persiste diante dos quartéis.

Todos esses projetos demandam verbas bilionárias, que necessitam de aprovação do Congresso e destinação orçamentária transparente, num momento de crise fiscal aguda. O novo ministro da Defesa precisará, portanto, ter capacidade para explicar aos congressistas a importância estratégica de cada um.

·       Marinha: submarino nuclear no Oceano Atlântico (enorme vantagem); orçamento e parcerias com outros países para resolver desafios tecnológicos. Submarinos convencionais e navios de superfície.

·       Exército: força que exige necessidade de modernização; defesa cibernética, além do sistema de proteção e vigilância da fronteira.

·       Aeronáutica: desafio aeroespacial, programas de caças e avião multipropósito. 


·       O maior acerto de Lula não foi só chorar, foi mostrar o quanto lhe dói a dor alheia. O Brasil precisava disso. Afinal, foram 4 anos de um governante sem empatia, ferindo diariamente nossos valores humanos.

·       O fim de um ciclo de militares na política. Tentativas de instrumentalização dos militares na vida política nacional. Ele foi aberto em abril de 2018 com o infeliz tuíte de comandante do exército, general Eduardo Villas Boas, às vésperas do julgamento de um habeas corpus em benefício de Lula. Fora isso, o máximo que Bolsonaro conseguiu, de forma desastrada, foi militarizar o Ministério da Saúde no pica da pandemia.

·       Pós-eleição no Brasil: frenesi alucinatório, histeria coletiva, motivos delirantes, caricaturas e tragicomédias brasileiras, informações falsas ou duvidosas recebidas acriticamente pela massa, regressão civilizatória, estágio de barbárie, transbordou tudo em ameaças. A relutância de Bozo em aceitar o resultado é um fator estimulante do caos. Estamos imersos num pântano de incivilidade. Culpa da incivilidade bolsonarista, que é programática, fundada na opção pela ignorância e na renúncia à autonomia (é a condição de todo fanatismo). Bolsonaro, um monstro que se mostra por espasmos descontínuos. Incivilidade que estava passando da violência escrita e verbal para a violência física e mortes.

·       A democracia moderna se funda nos princípios de igualdade e liberdade; num equilíbrio que não é fácil, mas que se vai firmando pelo laço da fraternidade. Bozo, de maneira aberta e agressiva, ataca com força essa fraternidade, com uma avalanche de grosserias e insultos (contra nordestinos, pobres, moradores de favelas, etc.).    

·       Se Lula fracassar (com revanchismos e escândalos), vai empurrar o Brasil ainda mais para o abismo do extremismo e da radicalização. O Êxito vai encaminhar o país para uma política sóbria, madura e moderada. O mercado financeiro e a direita garantem: não há carta branca para o futuro governo. Se a maioria dos brasileiros fez tábua rasa dos enormes equívocos dos governos petistas, não foi por amor a Lula, mas por horror ao bolsonarismo. 

·       Cultura é...

- reservas de criatividade;

- capacidade de invenção.

Um Ministério da Cultura 2023 tem:

1. Atender às justas e necessárias demandas de artistas, produtores, técnicos e demais profissionais da área;

2. Um dos nossos principais instrumentos para geração de riqueza, para promoção da cidadania plena e até mesmo para recuperação de um sentido de coesão social no país.

·       A crise climática é uma crise política e, infelizmente, não é prioridade para os políticos de extrema-direita. Para atrair apoio da direita, a sustentabilidade vem sendo tratada como oportunidade econômica. Tem gente focada na energia renovável, que é importante, mas não é a prioridade para combater o aquecimento global. 40% das emissões de GEE vêm da mudança do uso da terra e quase 80% disso é desmatamento. Energia renovável é importante, mas o combate ao desmatamento dever a medida número 1.

·       É preciso resgatar os espaços públicos de inclusão tomados pelos espaços privados em nossas cidades. O problema da exclusão social vai perdurar. Prevalecendo o descaso com que as camadas mais pobres da população são tratadas, não restam dúvidas de que os contrastes sociais observados em nossas cidades se acentuarão consideravelmente. A expansão de áreas periféricas por meio de construção informais é desconsiderada (inclusive pela própria legislação), um descaso que interfere na questão ambiental e na qualidade de vida das populações desprovidas de recursos financeiros. Estimula-se a crença de que a derrocada da cidade tradicional é irreversível diante da valorização dos espaços privados de uso coletivo: shoppings e condomínios residenciais fechados. Os conflitos decorrentes da violência urbana têm contribuído para acentuar a degradação dos espaços públicos de nossas cidades. Uma política urbana com meios de transporte coletivo e condições de saneamento básico. Enfim, que modelo de cidade sobressairá ao longo deste século? O que propomos é uma cidade plural que agregue diferenças, em contraponto à ideia de cidade segregada que amplia os contrastes e estimula o ódio entre as diferentes camadas da população.  

·       Para a direita, que se autocongratula de “setor produtivo”, o foco principal do governo deveria ser incentivar o emprego como meta nas camadas mais pobres. Ela tenta convencer a sociedade civil  de que é preciso a reinserção dos pobres no mercado de trabalho. E os desafios educacionais das crianças e jovens desse segmento? Na verdade, a direita não é o ‘setor produtivo’. Ela é detentora dos meios de produção. Quem toca o negócio e produz de verdade é a classe trabalhadora. Quem realmente deveria pegar no pesado é a elite, mas isso a vagabunda não faz! Aliás, o mercado costuma transformar tudo, absolutamente tudo, em negócio. Até o desemprego, a miséria, o sofrimento, a degradação ambiental, enfim, nossas mazelas, são vistas como oportunidades de negócios rentáveis. Veja só: agora se fala em criar um instrumento jurídico chamado “contrato de impacto social”. Se aprovado, permitirá a abertura de agências privadas para treinar trabalhadores e fazer o casamento entre desempregados e empresas. As que tiverem boas taxas de contratação e retenção da mão de obra serão remuneradas pelo governo. Dizem que o mecanismo terá mais chance de sucesso que os tradicionais e ineficientes serviços estatais voltados para essas áreas. 

·       Temas relevantes: a defesa do Estado Democrático de Direito, racismo. Tema da redação: desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Estimular o Brasil a conhecer sua própria história. Tema que remete para o futuro. Povos tradicionais: comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Eles têm muito a ensinar ao Brasil como proteger o ambiente contra as mudanças climáticas. Assunto central do século XXI: proteger e valorizar tudo que sabem e tudo o que são. Nós precisamos da ajuda deles mais do que eles da nossa. A enfrentar os desafios do século XXI. O INEP foi atacado e assediado pelo governo Bozo. E ele resistiu. 40 técnicos chegar a se demitir para evitar que as provas tivessem viés ideológico do governo Bozo. Enquanto as questões devem representar os valores universais. Agora ele precisa de mais recursos e contratação de mais gente. 

·       Começa hoje (15/11), na Indonésia, o Encontro de Cúpula do G20, grupo que reúne 80% do PIB mundial! E representam mais de 60% da população mundial. Aprofundar a comunicação. Reunião sincera. É possível uma concorrência vigorosa entre os dois países (EUA e China), sem que isso se transforme em conflito, guerra. Taiwan é a última linha vermelha que os americanos não devem ousar cruzar. 

·       Lula e a revisão da Reforma Trabalhista:

1.     Limitar o regime de trabalho intermitente a alguns setores (como turismo);

2.     Revogar a permissão para acordo entre patrões e empregados sem aval do sindicato.

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