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"Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (Art. 205 da Constituição de 1988).

Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Cérbero.

 

“O impacto em hospitalização e óbitos depende da cobertura vacinal

e de quando a pessoa tomou a última dose” (Julio Croda).

Hoje, a variante Ômicron do coronavírus corresponde a praticamente 100% dos casos confirmados submetidos a sequenciamento genômico no mundo!

Da Ômicron ocorreram diversas mutações. Uma delas é a sublinhagem apelidada dramaticamente de Cérbero, referência ao mitológico cão de três cabeças que pertencia ao deus grego Hades e que tinha por função guardar a porta do mundo dos mortos. Na denominação científica, é chamada de BQ.1.

O que está ocorrendo não é uma surpresa, mas é a primeira vez que o mundo experimenta o que é conviver com um vírus que veio para ficar. Dificilmente aparecerá uma cepa que leve a outra interrupção das atividades cotidianas, mas, de quando em quando, surgirão variantes ou sublinhagens mais ou menos barulhentas, capazes de provocar surtos como o atual. Isso significa que, mais do que nunca, a realidade impõe, em nossa rotina, a mudança de comportamento. Também será uma exigência o acompanhamento da doença por parte das autoridades de saúde, a exemplo do que se faz (ou deveria fazer) com outras doenças.

Assim, o uso de máscaras volta a ser recomendado no país para a população em geral (em locais fechados e mal ventilados, como transportes públicos e ambientes abertos com aglomerações). Mais ainda, o uso da proteção é recomendado principalmente para pessoas do grupo de risco do agravamento da doença: idosos, gestantes, imunossuprimidos e indivíduos com comorbidades (e pessoas com sintomas respiratórios). O uso da máscara é importante para que a medida funcione como proteção coletiva, mais efetiva do que o uso apenas como autoproteção. Só para se ter um ideia, na cidade do Rio de Janeiro, 92% das pessoas agora internadas com a doença na rede pública não tomaram todas as doses. 

A ciência continua tendo ações imprescindíveis neste grave momento: 1) Uma é o estabelecimento de uma rede de monitoramento do coronavírus para que nenhuma alteração genética escape aos sistemas de detecção, pois informações desse gênero são fundamentais para o desenvolvimento de vacinas; 2) A outra é que surtos deixarão de ser sustos quando tivermos um calendário vacinal seriamente definido, especialmente com a segunda nova geração de vacinas com proteção mais ampla.

Enfim, é compulsório que todos mantenham a vacinação em dia com as que temos. Afinal, Cérbero está ativo!

“Por mais que 80% da população tenha tomado as duas primeiras doses, as adicionais engatinham. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 69 milhões de pessoas ainda não buscaram a 1ª dose de reforço e mais de 32 milhões não receberam a 2ª dose adicional. Outro gargalo é a imunização das crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos. As primeiras doses ainda estão chegando ao Brasil, e o ministério determinou que, por enquanto, fossem destinadas apenas ao público pediátrico com comorbidades”.

NOTA: Quem cuida dos pequenos brasileiros?

A vacina pediátrica da Pfizer foi autorizada pela ANVISA para uso desde setembro/2022, sem qualquer restrição. Enquanto o Brasil tem 13 milhões de crianças entre 6 meses a 4 anos de idade (IBGE), o Ministério da Saúde do Verme encomendou só pouco mais de 1 milhão de doses. Além de pouca quantidade, ainda houve demora na distribuição, e até agora só 14 capitais iniciaram a vacinação dos bebês.

Para as crianças de 3 e 4 anos seriam necessárias 12 milhões de doses para o esquema vacinal completo delas aqui no país, mas até agora só saíram 2 milhões de imunizantes. Por essa e outras que em vários locais a vacinação está sendo suspensa ou nem sequer iniciou.

O que faz uma pessoa procurar uma vacina, seja ela qual for, é a percepção de risco. É entender que a doença é perigosa para ela. Quando a gente fala de criança muito pequena, são os pais que assumem essa demanda. 

Enfim, falta informação, falta coordenação, falta responsabilidade! Cadê as campanhas públicas mais efetivas de incentivo à vacinação para os pequenos, Marcelo Queiroga?

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