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Ø Se eu sou um especialista, então minha especialidade é saber como não ser um especialista ou em saber como acho que especialistas devem ser utilizados. :)



“[...] acho que todo conhecimento deveria estar em uma zona de livre comércio. Seu conhecimento, meu conhecimento, o conhecimento de todo o mundo deveria ser aproveitado. Acho que as pessoas que se recusam a usar o conhecimento de outras pessoas estão cometendo um grande erro. Os que se recusam a partilhar seu conhecimento com outras pessoas estão cometendo um erro ainda maior, porque nós necessitamos disso tudo. Não tenho nenhum problema acerca das ideias que obtive de outras pessoas. Se eu acho que são úteis, eu as vou movendo cuidadosamente e as adoto como minhas” ("O caminho se faz caminhando - conversas sobre educação e mudança social", Paulo Freire e Myles Horton: p. 219).

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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

O maior erro judiciário do Brasil.

 

Corrupção é, também, a apropriação do aparato judiciário (STF e MPF) para fins particulares.

O que restava da Operação Lava Jato foi para o ralo. O ministro Dias Toffoli anulou TODAS as provas ou fatos obtidos com o acordo de leniência com a Odebrecht (em 2016), pois houve total falta de formalização e muitos erros de procedimentos no acesso e manuseio de sistemas. A cadeia de custódia, isto é, as provas e indícios não foram totalmente preservados. Isso quer dizer que as provas foram recolhidas de maneira ilegal. Mostrou também acordos feitos fora dos canais legais/oficiais. Ou seja, para fazer justiça existem regras precisas que distinguem o inocente do culpado, e elas foram não só violadas como forjadas.

Controvérsia e epitáfio da Lava Jato. A força tarefa da Lava Jato contornou o caminho legal e foi por outra via não permitida para obter, por via internacional, acesso a dados. As provas estão contaminadas porque seu acesso não teve trâmite pelo Departamento de Cooperação Internacional, ligado ao Ministério da Justiça. Os procurados pularam esse canal legal e buscaram contato direto com o Departamento de Justiça Norte-Americano e o MP da Suíça, durante as delações de acordo com a Odebrecht. Isso tudo já estaria prejudicado, porque esses contatos não seguiram o trâmite. Os procuradores alegam que os contatos diretos para firmar delação com os outros países, o Brasil não precisava firmar isso, porque era um contato privado das empresas com os países. O acesso às provas que estavam nesses dois sistemas (encontrados na Suíça e que foram para a Suécia) eram sistemas isolados, provedores de supostas reservas de propinas. Enfim, não só para Lula, mas uma série de condenados e a própria Odebrecht condenada em milhões, muita coisa muda, para melhor!

Traduzindo tudo, as provas usadas contra Lula em forma de processos não tinham validade legal alguma. Desde 2021 já havia o prenúncio disso, por isso que Levandovski já vinha impedindo que essas provas fossem usadas em ações específicas, com 70 casos suspensos ou arquivados (graças a operação da PF, a Operação Spoff, 2019, depois de hacker vazar conversas de autoridades como Moro). Toffoli determinou liberação integral para a defesa de Lula e dos demais investigados o conteúdo integral dessas mensagens obtidas pelo hacker, sem edição. Agora, a PGR precisa apurar com rigor a conduta dos envolvidos e adotar as providência para eventual responsabilização. Decisão definitiva, em conformidade com o Estado Democrático de Direito!

 “Provas imprestáveis”. Toffoli considerou que as provas no acordo de leniência – a delação premiada para empresas – da Odebrecht, homologado em 2017, são “imprestáveis” em “qualquer jurisdição”. O acordo previa igualmente o pagamento de uma multa de R$ 11,6 bilhões aos EUA, Suíça e Brasil. A Odebrecht foi acusada pelo MPF de participar, juntamente com outras empresas, políticos e intermediários, de uma rede de pagamentos de propinas e de contratos fraudulentos com a Petrobras. Esta rede, revelada em 2014 pelas investigações da operação Lava-Jato, tornou-se um dos maiores escândalos de corrupção do país. 

Enfim, a prisão de Lula foi um dos maiores erros judiciários da História do país. Corrupção é, também, a apropriação do aparato judiciário (STF e MPF) para fins particulares. Preso em 2018 por causa de ilações sobre o Triplex do Guarujá, que contou com a delação frajuta do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro.

Em 2021, o STF anulou todas as condenações de Lula na Lava Jato. Depois, a segunda turma do STF reconheceu a parcialidade de Sérgio Moro na condução do caso. Agora, Toffoli jogou tudo na lixeira. Tudo demonstrado: um processo politizado, forjado, sem intenção de julgar um crime, mas condenar previamente o réu.







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