“Existem vários cases no mundo corporativo, de influenciadores digitais que nascem de algo completamente improvável. Através de um celular, eles criam uma linguagem e formam uma audiência própria".
Acreditam que um bom marqueteiro político é capaz de eleger um candidato fraco assim como um candidato forte perderia uma eleição sem uma boa estratégia de marketing. Entretanto, o marqueteiro não é um bruxo todo poderoso. Ela também é falho e apresenta limitações. A missão é: a obrigação de aumentar a capacidade de comunicação do cliente, fazer com que ele saia da campanha com uma capacidade maior do que entrou.
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Votar
é um processo muito mais emocional do que racional. É preciso falar com o
coração do eleitor; hoje é preciso falar não com o cérebro do eleitor, mas com
o coração dele. Por isso, é tarefa nossa identificar a comunicação que
intencionalmente pode despertar o tipo de sentimento que você quer.
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É
um processo emocional, ou seja, acontece através da emoção que você tem por um
determinado projeto, uma determinada candidatura (o candidato constrói uma
conexão com o coração do eleitor);
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Rastreador
ocular ou “eye tracking”: a área de retenção do seu olhar. Apresentar um
estímulo e você responder sobre ele. Mas, é preciso afastar varáveis, tipo:
responder influenciado pela presença de outra pessoa ou por querer impressionar
me dando uma informação que, necessariamente, na hora da escolha, não é o que
está no seu coração. Onde foi sua área específica de retenção? Fazer uso desses
recursos da ciência com o objetivo da assertividade. A neurociência está aí
para isso!
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Muita
pesquisa quantitativa e qualitativa. O que faz diferença não é só a capacidade
de captação desses dados, mas de quem os analisa. E, mais importante do que se
passa na mente do eleitor, é identificar o que está em seu coração.
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As
pesquisas qualitativas não têm a pretensão, nem a capacidade de levantar dados
estatísticos. Ela levanta hipóteses, que precisam ser confirmadas. E elas são
confirmadas através das pesquisas quantitativas. O objetivo é conhecer os
adversários, é saber junto a população qual é o perfil ideal de um candidato,
qual é o próximo prefeito que a população está buscando, quais são os atributos
que ele precisa ter. Tem que saber o que perguntar e, depois, interpretar esses
dados;
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Não
é papel do marqueteiro criar um personagem fake, pois uma hora a máscara cai;
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É
preciso ter “inteligência política”. Seus pilares definidores são:
- explorar as
conexões entre o marketing político, a estratégia (posicionamento
político) e a comunicação (talento criativo);
- diagnóstico
multidisciplinar de imagem e posicionamento do candidato;
- discurso
desenvolvido para o projeto;
-
potencialidades e vulnerabilidades do candidato;
- qual é o papel
do estrategista, do marqueteiro? Não é criar uma personagem fake. Mas,
conhecendo o candidato, suas potencialidades e vulnerabilidades, aumentar a
capacidade dele de comunicação;
- como posso
comunicar a mesma coisa de jeito diferentes?
- na comunicação, às vezes é uma palavra colocada da forma certa. Não adianta só você saber fazer a coisa certa. Você tem que fazer a coisa certa, do jeito certo, no tempo certo.
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A
troca de acusações sempre fez parte da disputa política (é algo que existe nas
campanhas). Porém, é preciso diferenciar o que é fake news de desconstrução do
adversário. Ao mesmo tempo que existe um trabalho de construção, de
fortalecimento, de dinamizar o projeto do seu cliente, no embate eleitoral.
Nesse quesito, o passado lhe condena, ou seja, existe um trabalho profissional
de desconstrução do adversário que vai buscar algo verdadeiro em seu histórico
para desgastá-lo frente à sociedade.
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O
que define o vencedor de um debate? Debate é avaliação da performance,
infelizmente. A galera fica ali observando quem vence ou quem perde, isto é,
ficam observando as atitudes, de como o candidato se comporta diante das
provocações, qual é a capacidade dele de comunicação. O conteúdo é secundário.
Um candidato com segurança do conteúdo ele consegue as duas coisas – boa performance
e bom nível de conhecimento.
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Cada
eleição é o prenúncio da seguinte e cada eleição é única;
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Hoje,
você não tem como pensar numa campanha eleitoral bem sucedida sem uma
estratégia definida para o digital, que já faz parte de todo o escopo dela,
desde a pré-campanha até a campanha propriamente dita. Houve uma transição do
analógico para o digital. Agora, a gente vê a chegada mais forte da
inteligência artificial. Isso não é uma tendência, veio para ficar;
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A
chegada do smartphone mudou por completo a forma das pessoas se comunicarem.
Nas comunidades mais distantes, a informação começou a chegar. E as pessoas
começaram a perceber que também poderiam produzir conteúdo. Isso teve um
impacto muito grande;
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Por
um lado, essa chegada do mundo digital fortalece o eleitor, que é capaz de
verificar em tempo real se aquilo que o candidato diz é verdade ou mentira. Por
outro, temos o enfraquecimento das mídias profissionais;
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Há
aí um capital grande: capacidade de arrecadação de recursos e de articulação da
comunidade;
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Há
muito viés de informação nas redes sociais. Pela ação do próprio algoritmo, as
pessoas começam a receber notícias que só corroboram a visão que já têm do mundo.
Esse aspecto contribuiu para o clima de guerra visto nas últimas eleições, o
fenômeno da polarização;
· Embora a gente tenha uma democracia muito jovem ainda, ela precisa fazer uso dos fatos, aprender a se desenvolver e não querer mais aquilo que não foi bom para a sociedade. Um bom debate é respeitar as divergências, mesmo que sejam de lados opostos. Ao invés da gente estimular um debate de ódio, a gente poderia certamente trazer para pauta informações da agenda do dia a dia do cidadão comum. Mas de uma forma inteligente. Visando o melhor de cada um e não somente estimular sentimentos que são prejudiciais para a própria sobrevivência humana;
A eleição de vereador acaba sendo a porta de entrada para a vida política. Mas a questão financeira inviabiliza muitas potenciais candidaturas. Infelizmente, as campanhas no Brasil são muito caras. De certa forma, o sistema favorece os grupos de elite. O modelo que está aí favorece pessoa que já possui estrutura. Isso não gera uma representatividade real. Nós temos várias lideranças invisíveis, ou seja, que têm condições do ponto de vista de conteúdo de defender suas pautas. Hoje, ter um celular, uma boa ideia, participação e olho na sua realidade, já é um bom ponto de partida. Defenda uma bandeira e faça sua campanha do seu jeito!
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