O tamanho do investimento é gigantesco! R$ 1,3 milhão para abrir o garimpo de terra ilegal na Amazônia. E o valor pode chegar a R$ 3 milhões se tiver a utilização de balsas. A razão de tanto investimento está no retorno – o faturamento chega a mais de R$ 1 milhão por mês em balsa e quase o mesmo valor por terra.
O crime organizado está cada vez mais presente nos garimpos da Amazônia. Por isso é necessário ampliar as Operações da PF e do IBAMA para combater o garimpo ilegal por lá. O trabalho das equipes precisa se concentrar na rota do tráfico internacional de drogas.
Com a alta do valor do ouro, vários criminosos buscam o garimpo ilegal. É preciso identificar quem são seus financiadores (desse garimpo ilegal). Não se surpreenda em encontrar empresas, empresários e outros agentes envolvidos. No Maranhão, por exemplo, operação contra extração de madeira ilegal em terra indígena identificou dezenas de empresas envolvidas, sem autorização da FUNAI. Quando acha alguma licença ambiental é documento forjado (licenças irregulares).
Crimes ambientais que
antes eram flagrados principalmente em florestas e áreas rurais estão migrando
cada vez mais para periferias dos centros urbanos. A diferença entre zonas
urbanas e rurais já nem existe mais com esses crimes socioambientais, porque
eles estão se unificando (extração de areia pela milícia, habitação de casas em
terrenos naturais, etc.). São crimes contra a vida, violação patrimonial e
violência contra povos tradicionais.
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