“O desenvolvimento verdadeiramente sustentável na Amazônia dependerá do aproveitamento efetivo e respeitoso da experiência e da inteligência coletiva das comunidades indígenas e locais” (Marina Silva).
O Brasil abriga 20% dos recursos naturais do mundo todo, o que o posiciona como privilegiado na discussão sobre Bioeconomia, que busca aproveitar os insights do estudo de sistemas biológicos e recursos naturais combinados com novas tecnologias para evoluir e produzir bens e produtos mais sustentáveis (vacinas, enzimas para indústria, cosméticos, biocombustíveis e até novas variedades vegetais). A princípio, a ideia é nobre e bonita: aliar potencial de criação de valor econômico com preservação ambiental e melhores condições de vida.
Esse viés econômico atrelado à vida deve ter uma abordagem transversal da questão
climática e enfoque nos direitos dos povos indígenas e originários (índios,
ribeirinhos e quilombolas). A ambição é por um modelo de desenvolvimento que
seja próspero, justo, diverso, democrático, vital e sustentável.
1.
A
criação do arcabouço de fiscalização de crimes ambientais;
2.
A
redução dos níveis de desmatamento;
3.
A
compreensão teórica e prática de que não são incompatíveis as ações para
responder aos riscos climáticos e a necessária superação do flagelo da fome e
da miséria.
Enfim, para que a promessa desse novo
mundo se concretize, e a política ambiental incorpore a Bioeconomia, é preciso
financiamento, legislação adequada, posicionamento político e, o mais
importante, saber se os indígenas estão de acordo e se isso de fato vai
preservar e potencializar a cultura e a qualidade de vida deles.
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